As mentiras do Apocalipse Protestante! 

Já existia entre os Judeus um cânon definido.

Já existia entre os Judeus um cânon definido.

O Sínodo de Jâmnianunca retirou livro algum, pois já existia entre os Judeus um cânon pronto e definido.

Esse é o novo artifício protestante para defender a heresia satânica de ter retirado sete livros do cânon Bíblico; segundo esses protestantes banzoloucos, na época de Jesus Cristo, os Judeus já possuíam um cânon pronto e definido do (AT), cânon que supostamente é o mesmo que eles usam até hoje, mas será que isso é verdade? Lógico que não!

Vamos entender uma coisa, quando falamos de cânon Hebraico, devemos entrar na cultura Hebraica e tentar saber o que eles entendiam por cânon.  Na verdade, para um judeu, principalmente na época de Jesus Cristo, a única literatura que eles possuíam como sendo Palavra de Deus era o TORÁ, o famoso livro da Lei, esse é o único conjunto de livros aceito por todas as seitas Judaicas em um bem comum. Observamos por exemplo que os Essênios possuíam o TORÁ e certa quantidade de livros, já os Fariseus, possuíam o TORÁ e uma biblioteca imensa em suas sinagogas, os Saduceus, esses já seguiam o TORÁ e nada mais. Essa era a situação Judaica perante as escrituras na época de Jesus Cristo. Apenas o TORÁ era um cânon definido.

Bem, estamos nos referindo somente à Palestina, pois na biblioteca de Alexandria, existia um cânon pronto e definido com todos os livros (além do TORÁ) Inspirados por Deus.

Vamos falar um pouco sobre esse cânon de Alexandria, quem o definiu, quando ele foi definido e qual o seu valor.

O cânon Alexandrino, mais conhecido como Septuaginta, foi traduzido e definido por (70) sábios (Judaicos) de Alexandria, sendo que esses sábios, apenas traduziram o que realmente era inspirado por Deus em conformidade com as principais autoridades Judaicas da época, inclusive, com as autoridades da Palestina.

Um grande estudioso chamado Fedeli Pasquero, afirma que os Deuterocanônicos eram reconhecidos tanto pelos Judeus de Alexandria como os Judeus da Palestina.

“Na realidade, seguramente os judeus alexandrino no séc. I d.C. reconheciam como sagrados os livros deuterocanônicos [do AT]; não obstante a isso, eles estavam em plena comunhão de fé com os judeus da Palestina, coisa que não teria sido possível se houvesse divergências em relação aos livros sagrados. Com efeito, os doutores hebreus faziam uso de pelo menos alguns dos livros deuterocanônicos [do AT]; de modo especial, encontramos frequentemente citados Baruc, o Sirácida [Sabedoria de Siarc ou Eclesiástico], Tobias” (PASQUERO, 1986).

Euzébio de Cesareia, famoso Bispo e Historiador do IV século, falando a respeito da LXX, afirma que:

“Eles, que então ainda estavam submetidos aos macedônios, enviaram a Ptolomeu setenta anciãos, os mais versados dentre eles nas escrituras e em ambas as línguas. Deus fazia precisamente o que queria. Ptolomeu, querendo testá-los separadamente e evitando que se pusessem de acordo para ocultar por meio da tradução o que há de verdade nas Escrituras, separou-os uns dos outros e ordenou que escrevessem a mesma tradução, e assim fez com todos os livros. Mas logo que se reuniram junto a Ptolomeu e cada um comparou sua própria tradução, Deus foi glorificado e as Escrituras foram reconhecidas como verdadeiramente divinas: todos haviam proclamado as mesmas coisas com as mesmas expressões e os mesmos nomes, desde o começo até o fim, de forma que até os pagãos ali presentes reconheceram que as Escrituras foram traduzidas sob a inspiração de Deus. E não há que estranhar que Deus fizesse isto, porque foi Ele que, havendo sido destruídas as Escrituras no cativeiro do povo sob Nabucodonosor e tendo os judeus regressado a seu país depois de setenta anos, logo, nos tempo de Artaxerxes, rei dos persas, inspirou o sacerdote Esdras, da tribo de Levi, a refazer todas as palavras dos profetas que o haviam precedido e restituir ao povo a legislação dada por meio de Moisés.(Tudo isto diz Irineu)”  (Euzébio de Cesareia, História Eclesiástica, III Livro, Capítulo V, Versos XII, XIII, XIV e XV)  

Como vimos neste texto, este cânon definido pelos (70) sábios de Alexandria, ninguém possuía dúvidas, pois realmente este cânon foi inspirado por Deus, agora fica a pergunta: Quem definiu o cânon farisaico protestante?

Antes de descobrirmos quem definiu o cânon farisaico protestante, vou mostrar a todos vocês, a tática maquiavélica dos fariseus pós-sínodo de Jâmniapara tentar negar o cânon Alexandrino e os Deuterocanônicos. Observem que Euzébio usando os textos de Santo Irineu (no texto acima), afirma que os (70) sábios de Alexandria traduziram TODAS AS ESCRITURAS para o Grego, já os Fariseus, por sua vez, afirma que os (70) sábios de Alexandria, apenas traduziram o TORÁ.

“Aconteceu que Ptolomeu o rei, tomou setenta e dois anciãos de Jerusalém, e, os colocou em setenta e duas câmaras separadas, e não os informou qual a finalidade ele os tinha trazido. E depois, ele entrou em cada câmara e disse-lhes: Traduza-me o Torah de Moisés (Talmud, Livro IV, Volumes VII e VIII, Tratado sobre o livro de Esther, Capítulo I, Paragrafo XX)

Segundo Santo Irineu, a LXX possuía TODAS as escrituras, já os fariseus matadores de Cristo, diz que a LXX possuía apenas o TORÁ, em quem acreditar? Fica por conta do leitor essa decisão.

Voltando ao cânon farisaico protestante, vamos tentar descobrir quem definiu esse cânon que os protestantes juram que já estava pronto na época de Jesus Cristo.

Quem?

Foi Esdras? Lógico que não, o trabalho de Esdras, foi reescrever o TORÁ perdido e alguns livros proféticos que era de uso e costume dos Judeus antes do Exilio Babilônico, sendo assim, Esdras apresentou ao povo novamente o TORÁ, porém, jamais ele poderia ter definido algum cânon, principalmente o cânon farisaico protestante, pois na época de Esdras, não existia livros como (Eclesiastes, Daniel, Crônicas, Esther, Cânticos dos Cânticos e supostamente Jó), por esse motivo, se existia ali algum tipo de cânon, não era o cânon farisaico protestante.   

Havendo sido destruídas as Escrituras no cativeiro do povo sob Nabucodonosor e tendo os judeus regressando a seu país depois de setenta anos, logo, nos tempo de Artaxerxes, rei dos persas, inspirou o sacerdote Esdras, da tribo de Levi, a refazer todas as palavras dos profetas que o haviam precedido e restituir ao povo a legislação dada por meio de Moisés (Tudo isto diz Irineu)” (Euzébio de Cesareia, História Eclesiástica, III Livro, Capítulo V, Verso XV)

Como vimos neste texto, Esdras, só reescreveu os livros proféticos anteriores ao Exilio Babilônico, ele jamais teve contato com os livros escrito durante e depois do Exilio.

No Talmud diz que livros como Provérbios, Cânticos dos Cânticos e Eclesiastes eram escondidos do povo, tais livros foram reconhecidos apenas por uma suposta Grande Assembleia depois de Esdras, pois o mesmo, nunca mencionou essa suposta GRANDE ASSEMBLEIA em seus livros, se realmente ela existiu, não foi nos tempos de Esdras.

“Os livros de Provérbios, Cântico dos Cânticos, e Eclesiastes foram escondidos, porque são apenas parábolas, e não pertencem ao Hagiographa(Livros Salmos, Louvores e Edificações), os homens da Grande Assembleia, no entanto, veio e os explicou” (Tratado de Aboth, Capítulo I, Parágrafo III)

Segundo o Talmud, esses três livros (hoje) canônicos, não eram reconhecidos como sendo inspirados nos tempos de Esdras.

Se não foi Esdras, quem foi?

Foram os Essênios? Lógico que não, pois os mesmo possuíam um método de vida bem diferente dos demais Judeus, além de possuírem certa restrição aos sacrifícios de animais, eles possuíam um cânon bem diferente dos demais Judeus, já que com a descoberta dos pergaminhos do mar morto, vemos livros como Tobias e o livro de Eclesiástico, mas não vemos o famoso livro de Esther (sempre existiu restrições a esse livro entre os judeus), eles também possuíam os Testemunhos dos 12 patriarcas e outra série de escritos que são desconhecidos dentro do Cristianismo.

Se não foram os Essênios, quem foi?

Foram os Fariseus antes de Cristo? Lógico que não, pois os mesmos, além do que conhecemos como (AT), possuíam uma biblioteca em suas sinagogas, e como Jesus Cristo mesmo diz, eles levaram a risca todas as suas tradições fora da visão religiosa CRISTÃ.

“Alguns fariseus e escribas de Jerusalém vieram um dia ter com Jesus e lhe disseram: Por que transgredem teus discípulos a tradição dos antigos? Nem mesmo lavam as mãos antes de comer” (Evangelho segundo São Mateus, Capítulo XVI, Verso I)

Se não foram os Fariseus antes de Cristo, quem foi?

Foram os Saduceus? Tão pouco, essa seita, além de ser extremamente política, cuidava apenas de seus bens pessoais, e por escrituras, só observavam OS CINCO LIVROS de Moisés, ou seja, os livros da Lei (TORÁ)

Esses são os Saduceus. 

“A opinião dos saduceus é que as almas morrem com os corpos e que a ÚNICA coisa que somos obrigados a FAZER é observar a lei(TORÁ), sendo um ato de virtude não tentar exceder em sabedoria os que a ensinam. Os adeptos dessa seita são em pequeno número, mas ela é composta de pessoas da mais alta condição. Quase sempre, nada se faz segundo o seu parecer, porque quando eles são elevados aos cargos e às honras, muitas vezes contra a própria vontade, são obrigados a se conformar com o proceder dos fariseus, pois o povo não permitiria qualquer oposição a estes.” (Flavio Josefo História dos Hebreus livro décimo capítulo II)

Se não foram os Saduceus, quem foi?

Foram os próprios profetas? Como os profetas iriam definir algum cânon? Sendo que segundo a teoria protestante, o último profeta foi Malaquias contemporâneo de Esdras, e como já vimos, Esdras teve que reescrever as escrituras anteriores ao Exilio Babilônico e não podemos nos esquecer de que na época alguns livros ainda não existiam (Como Eclesiastes, Daniel, Crônicas, Esther, Cânticos dos Cânticos e supostamente Jó). Os profetas necessitavam de outras autoridades (segundo os Judeus) para que suas profecias e seus livros fossem reconhecidos como inspirados, observem como o Talmud relata isso:

"Moisés recebeu a Lei do Sinai e transmitiu-a a Josué, e Josué - aos anciães, e os anciães - aos profetas, e os profetas transmitiram-na aos homens da Grande Assembleia" (Tratado de Aboth, Capítulo I, Parágrafo I)

Pouco se sabe a respeito dessa GRANDE ASSEMBLEIA, nem sabemos se ela realmente existiu, porém, o que sabemos é que essa assembleia rabínica é quem concluía as questões religiosas dentro de Israel antes de Cristo. Provavelmente a existência dessa assembleia se dava depois de Esdras, pois o mesmo não cita a sua existência em seus livros.

Só nos resta perguntar: Se é que existiu essa Grande Assembleia, será que ela possuía alguma inspiração para definir algum cânon para o Cristianismo? Claro que não!

Segundo os protestantes banzoloucos, depois de Esdras e do profeta Malaquias, jamais algum Judeu poderia ter tido inspiração Divina para definir algum cânon, pois Deus revelou aos protestantes no século XVI, que existiu um suposto período inter-bíblico no qual Deus deixou a humanidade e não existiu nenhum tipo de revelação; esse período foi de Esdras até o Evangelho de São Mateus, ou seja, se existiu alguma Grande Assembleia nesse período, segundos os protestantes, eles não possuíam inspiração Divina. Carta fora do Baralho.

Depois de ter dado tiros para todos os lados, só nos restou os Fariseus do primeiro século, pois segundo os protestantes, as revelações só voltaram com o nascimento de Jesus Cristo. Mas quando esses Judeus farisaicos definiram o seu cânon? E com qual inspiração eles fizeram isso?

Isso é muito simples, depois da destruição do Templo e com o crescimento do Cristianismo, os Judeus começaram a estudar ideias de se reunir em concílios para definir estratégias religiosas em defesa do Cristianismo; foi então que o rabino Yochanan Bem Zakai, reuniu na cidade de Jamnia, todos os partidários da liderança Judaica para assim definir a situação do judaísmo pós-tribulação do Apocalipse. O suposto concílio que jamais poderia ser chamado de concílio, pois nunca teve autoridade Divina para sua existência, definiu regras para o novo judaísmo (sem o templo e disperso) e uma nova visão religiosa em torno das Escrituras Sagradas.

Foi nessa sinagoga de satanás que nasceu as regras que estabeleceu esse suposto cânon protestante. Porém, como esses Judeus poderiam possuir algum tipo de inspiração Divina se Jesus Cristo havia retirado o Reino desses Judeus? Esses Fariseus da mesma linhagem que Crucificaram Jesus Cristo e gritavam que CEZAR era seu rei, possuíam autoridade para estabelecer regras canônicas e definir qual Escritura era ou não inspirada?

JESUS CRISTO retira do Reino os Judeus entre o ano 30 a 33.

“Jesus acrescentou: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos (Sl 117,22)? Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele” (Evangelho de São Mateus, Capítulo XXI, Versos XLII  e XLII)

Por volta do ano 72 a 100 DC, esses mesmo Fariseus definiram regras para estabelecer o cânon do (AT) protestante. Assim diz o Talmud:

“Vespasiano disse-lhe: Tu és o Rabban Joanã b Zakkai? Eu lhe dou o privilégio de me pedir um favor. Ele respondeu: Não peço nada a mais que a cidade de Jâmnia livre para lá instruir meus discípulos, eu vou construir uma casa de oração e irei realizar todos os mandamentos do Senhor. Vespasiano disse: Vá para Jâmniae sem perturbações realizar o objeto de teu desejo” (Talmud, Livro V, Volumes IX e X, Tratado de Aboth, Capítulo I, Paragrafo XXV)

Obs.

*Vespasiano foi imperador romano de 69 a 79 DC.

Por exemplo, foi nessa sinagoga de satanás que ficou definido:

“Os rabinos ensinaram: Desde a morte dos últimos profetas, Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo deixou Israel” (Talmud, Livro VIII, Tratado do sinédrio, Capítulo I, Paragrafo XXIV)

Ou seja, depois dessa historinha maquiavélica, nenhum livro depois de Malaquias foi aceito como inspirado. Agora eu pergunto aos protestantes banzoloucos:

Por que os Apóstolos nunca mencionaram esse fato que depois de Malaquias o Espirito Santo deixou Israel? Ou melhor, Por que Jesus Cristo nunca mencionou suposto período sem revelações? Será que eles não sabiam desse fato?

Creio que não, pois São Paulo ao mencionar que TODAS as Escrituras eram inspiradas, não mencionou o suposto período inter-bíblico.

Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça” (II Carta de São Paulo a Timótio, Capítulo II, Verso XVI)

Isto São Paulo pregou antes do Sínodo de Jâmniadecidir banir todos os livros escritos depois de Esdras, ou seja, para São Paulo, todos os Deuterocanônicos eram inspirados, se assim não fosse, ele diria: “TODA ESCRITURA É INSPIRADA POR DEUS, MENOS AS ESCRITAS DEPOIS DE ESDRAS”

Qual o único ser em toda a face da terra que fez menção a esse suposto período inter-biblico? Esse ser se chama Flavio Joséfo, um dos maiores historiadores do primeiro século, porém, Flavio Joséfo era FARISEU, ou seja, ele era a linhagem dos matadores de Cristo. O que um Fariseu do primeiro século que viveu a maior parte de sua vida entre o Reinado de Vespasiano e Domiciano DIRIA?  

Temos somente vinte e dois livros que compreendem tudo o que se passou, e que se referem a nós, desde o começo do mundo até agora, e aos quais somos obrigados a prestar fé. Cinco são de Moisés, que refere tudo o que aconteceu até sua morte, durante perto de três mil anos e a seqüência dos descendentes de Adão. Os profetas que sucederam a esse admirável legislador escreveram, em treze outros livros, tudo o que se passou depois de sua morte até o reinado de Artaxerxes, filho de Xerxes, rei dos persas, e os quatro outros livros contêm hinos e cânticos feitos em louvor de Deus e preceitos para os costumes. Escreveu-se também tudo o que se passou desde Artaxerxes até os nossos dias, mas como não se teve, como antes, uma seqüência de profetas não se lhes dá o mesmo crédito (Flavio Josefo, resposta a Ápião primeiro livros capítulo II)

Quando se iniciou o sínodo de Jamnia?

“Vespasiano disse-lhe: Tu és o Rabban Joanã b Zakkai? Eu lhe dou o privilégio de me pedir um favor. Ele respondeu: Não peço nada a mais que a cidade de Jâmnia livre para lá instruir meus discípulos, eu vou construir uma casa de oração e irei realizar todos os mandamentos do Senhor. Vespasiano disse: Vá para Jâmniae sem perturbações realizar o objeto de teu desejo” (Talmud, Livro V, Volumes IX e X, Tratado de Aboth, Capítulo I, Paragrafo XXV)

Exatamente no reinado de Vespasiano.

Flavio Joséfo sendo Fariseu, vivendo entre o sínodo de Jamnia, iria expor qual opinião a respeito dos livros sagrados dos hebreus? Novamente eu deixo para que o leitor tire as suas próprias conclusões.

Obs.

*Todo o Cristão necessita ter conhecimento dos livros de Flávio Joséfo.

Como vimos até o presente momento, tirando o Fariseu Joséfo e os Fariseus de Jamnia, ninguém sabia da existência desse suposto período inter-biblico e muito menos de um cânon pronto e definido pelos Judeus dentro da Palestina.

Uma das maiores aberrações protestantes na justificativa de que o seu cânon farisaico já estava pronto e definido já nos tempos de Jesus Cristo, está na interpretação errônea e forçada do texto Bíblico:

“Depois lhes disse: Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos (Evangelho de São Lucas, Capítulo XXIV, Versos XLIV)

Segundo os protestantes bazoloucos, nesse texto Bíblico está caracterizada a definição de seu cânon farisaico, infelizmente eu não sei de onde eles retiraram essa ideia maluca, mas vido dos protestantes podemos esperar qualquer coisa.

Bem, o que esse pequeno verso tem a ver com a definição de um cânon? Absolutamente nada, este verso nos mostra a forma com que os judeus DIVIDIAM as Escrituras em seus respectivos grupos, ou seja:

  1. O grupo das Leis: O Pentateuco.
  2. O grupo dos Profetas: Todos os livros históricos e proféticos.
  3. O grupo dos Salmos: Todos os livros de hinos, cânticos, louvores e contos.

 

Logicamente livros como os Macabeus estavam no grupo dos proféticos, já os livros como Tobias, Judite, Sabedoria e Eclesiásticos estavam no grupo de Salmos ou Hagiographa. Qualquer jumento de Balaão saberia disso.

Em nenhum momento esse texto bíblico faz menção a uma quantidade de livros em um suposto cânon.

Bem, os protestantes também se justificam em outra frase do Fariseu Joséfo no mesmo paragrafo que ele cita o cânon, nessa frase ele diz:

“Escreveu-se também tudo o que se passou desde Artaxerxes até os nossos dias, mas como não se teve, como antes, uma sequência de profetas não se lhes dá o mesmo crédito, que aos outros livros, de que acabo de falar e pelos quais temos tal respeito, que ninguém jamais foi tão atrevido para tentar tirar ou acrescentar, ou mesmo modificar-lhes a mínima coisa. Nós os consideramos como divinos, chamamo-los assim; fazemos profissão de observá-los inviolavelmente e morrer com alegria, se for necessário, para prová-lo” (Flavio Josefo, resposta a Ápião primeiro livros capítulo II)

Segundo os protestantes banzoloucos, o Fariseu Joséfo, diz que nenhum outro livro foi acrescentado no cânon depois de Esdras. Peço ao leitor que leia corretamente o que Flavio Joséfo escreveu, observe que ele não se refere a quantidade de livros e sim AO CONTEÚDO desses livros, ou seja, Joséfo diz que ninguém jamais tentou acrescentar ou modificar O CONTEÚDO desses livros, ele não se referia a acrescentar ou modificar um cânon. São esses mesmos doutores que não conseguem interpretar uma frase de Flavio Joséfo que tentam interpretar a Bíblia Sagrada, resultar, milhões de seitas e milhões de gejuises diferentes um do outro.

Do mesmo modo, eles interpretam erroneamente o texto do Apocalipse.

“Eu declaro a todos aqueles que ouvirem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes ajuntar alguma coisa, Deus ajuntará sobre ele as pragas descritas neste livro; e se alguém dele tirar qualquer coisa, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, descritas neste livro” (Apocalipse, Capítulo XXII, Versos XVIII e XIX)

Eu já escutei até o famoso missionário da fé tentando usar esse verso para justificar a heresia satânica de ter retirado os Deuterocanônicos da Bíblia Sagrada; segundo ele, o missionário, a Igreja Católica pagará caro por supostamente ter colocar na Bíblia Sagrada os Deuterocanônicos, pois esse texto do livro do Apocalipse diz que nada poderá ser colocado ou retirado do cânon. Pena mesmo o missionário não ter lido que o texto diz: NÃO MUDAR NADA NAS PALAVRAS DA PROFECIA DESSE LIVRO, ou seja, a advertência era apenas para não mudar nada no livro do Apocalipse, jamais a advertência se referiu a um suposto cânon, mesmo sabendo que quem alterou algo no cânon foi à desgraça protestante e suas ideologias mundanas.

Resumindo, nunca existiu um cânon hebraico protestante dentro da Palestina, nem antes de Cristo e muito menos durante a vida pública de Jesus Cristo, o suposto cânon farisaico protestante, só passou a existir pós-sínodo de Jamnia, aliás, bem depois do sínodo de Jamnia, pois nem mesmo durante o sínodo se definiu um cânon. O suposto cânon foi definido depois do fechamento do Talmud (por volta do III século) usando a famosa regra estabelecida em Jamnia.

“Os rabinos ensinaram: Desde a morte dos últimos profetas, Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo deixou Israel” (Talmud, Livro VIII, Tratado do sinédrio, Capítulo I, Paragrafo XXIV)

Sobre esse assunto, um grande estudioso da cultura Judaica e de livros apócrifos do (AT) diz:

Não havia um cânon oficial, ou, como diz a Mixná Yaddyim IV 6, não havia Ktby qds, Escrituras sagradas, como grupo fechado. Mesmo na época em que se fixou a Mixná, por volta de 100 d.C., reinava ampla discussão entre os eruditos a respeito de saber se o Cântico dos Cântico ou o Eclesiastes de Salomão (Qohelet) faziam ou não parte do grupo, discussão esta que foi aplainada por uma sentença arbitral em favor da inclusão destes livros entre os escritos sagrados (Mixná Yadvim III 5 cd). As descobertas dos manuscritos do Mar Morto, provenientes do período que vai de 150 antes de Cristo até 70 da era cristã, em particular os que foram encontrados nas cavernas de Qumran, mostram-nos claramente que naquela época ainda não havia uma distinção rigorosa entre Escritura sagrada e menos sagrada [...] Mas o fato de um fragmento bastante extenso do Sirac hebraico, copiado em escrita esticométrica, vale dizer, executado com capricho e dispêndio de tempo, constituir um dos poucos restos de manuscritos descobertos em Masada, é prova da estiva que este escrito desfrutava no círculo dos zelotes, no correr do século I d.C” (Texto retirado do livro de Leonard Rost, Pseudo-Epígrafos do AT, Página XIII e XIV)                         

Nesse texto, o autor, claramente citando várias fontes Judaicas, afirma que antes do primeiro século, jamais existiu um cânon fechado de Escrituras Sagradas entre a comunidade Judaica dentro da Palestina, aliás, qualquer estudioso imparcial afirma o mesmo.

Então meus irmãos, quando um protestante banzolonico chegar a você e disser:

“Na época de Jesus Cristo já existia um cânon pronto e definido”

Jogue esse artigo na cara dele e mande-o fornecer algum documento da época que prove a existência desse suposto cânon.

E mais uma mentira cai por terra.

Autor: Cris Macabeus.

Colaboração: Rafael Rodrigues (Apologistas Católicos)

Referências Bibliográficas:

Bíblia versão dos Monges de Maredsous (Bélgica) editora Ave Maria.

Talmud Babilônico, disponível em inglês no site: (sacred-texts)  

História Eclesiástica de Euzébio de Cesarea.

Carta contra Ápião de Flavio Joséfo.

 

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Cai a farsa.

Pro Ecclesia.

Servos de Maria.

Apologistas Católicos.

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