As mentiras do Apocalipse Protestante! 

Dia do Julgamento Jeovista Refutado.

Dia do Julgamento Jeovista Refutado.

Autor: Cris Macabeus.

Colaboração: Fernando Nascimento.

Chegou ao meu conhecimento que um site da seita Testemunhas de Jeová, no link: http://www.watchtower.org/t/bh/appendix_09.htm  lançou um artigo intitulado “Dia do Julgamento o que é?

Porém, ao analisar o artigo, verifiquei estar o mesmo totalmente fora da cronologia escatológica do próprio Apocalipse. Ainda fazem ali, uma tremenda salada de frutas, abusando de versículos isolados e fora do contexto, como de praxe.

A pretexto de que irão orientar sobre o que eles mesmos desconhecem, assim iniciam um mar de enganos:

“QUE idéia você tem do Dia do Julgamento, ou Dia do Juízo? Muitos imaginam que, uma por uma, bilhões de almas serão levadas perante o trono de Deus. Ali, cada pessoa será julgada. Algumas serão recompensadas com a bem-aventurança celestial, outras condenadas ao tormento eterno. No entanto, a Bíblia pinta um quadro muito diferente desse período. Ela não o retrata como um período terrível, mas como um tempo de esperança e restauração.”

Refutação:

Primeiramente, o autor do artigo para persuadir o leitor, se recusa a colocar os capítulos e versículos que embasem sua afirmação acima, assim o leitor acaba absorvendo apenas o que ele pretende com suas interpretações pessoais que têm ilustrado as páginas das revistas jeovistas.

Bem, sobre o Juízo, todos teremos que comparecer no tribunal de Cristo, isso é fato.

II Coríntios 5

10. Porque teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Ali cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo.

Não temos como negar o tribunal de Cristo, me parece que o autor também não negou, porém tentou desvirtuar esse tribunal, sendo assim, temos que entender o Juízo em seu real significado, pois receberemos nossa sentença logo após a nossa morte.

Hebreus 9

27. Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo

Observem que logo após a morte, a criatura recebe o seu Juízo, ou seja, ao morrer teremos como destino o céu, ou o inferno, dependendo do bem ou mal que tenhamos praticado quando no corpo físico.

Erraticamente, se referido a esse momento, o autor do artigo partiu direto para o Juízo universal esquecendo-se do nosso Juízo particular, então fica a pergunta: para que serve o Juízo Universal se você já recebe o seu Juízo no momento da sua morte? A resposta é simples: o Juízo Universal não é para realizar um novo Julgamento e sim para colocar as claras o porquê você recebeu “o céu, ou o inferno”, como recompensa do bem ou do mal que você praticou quando estava em seu corpo físico.

I Coríntios 4

4. De nada me acusa a consciência; contudo, nem por isso sou justificado. Meu juiz é o Senhor.
5. Por isso, não julgueis antes do tempo; esperai que venha o Senhor. Ele porá às claras o que se acha escondido nas trevas. Ele manifestará as intenções dos corações. Então cada um receberá de Deus o louvor que merece.         

Esse é o Juízo, você recebe logo após a sua morte e será às claras a sua sentença quando acontecer a segunda vinda do Nosso Senhor.

Como escreveu o autor, o Juízo realmente não será tenebroso, pois o que será tenebroso é a recompensa para os condenados, assim São João escreve no Apocalipse, que a segunda morte é o abismo (Inferno), sendo o condenado jogado no lago de fogo, então haverá a separação total do bem e do mal.

Apocalipse 20

14. A morte e a morada subterrânea foram lançados no tanque de fogo. A segunda morte é esta: o tanque de fogo.
15. Todo o que não foi encontrado inscrito no livro da vida foi lançado ao fogo.           

O grande problema deste artigo jeovista é o sentido materialista pelo qual o autor descamba para descrever seus conceitos pessoais, o autor trata o Juízo ou o pós Juízo como uma restauração material do nosso planeta o que é totalmente anti-bíblico, pois a Bíblia sagrada diz que céus e terras passarão (deixarão de existir), e receberemos novos céus e novas terras, porém uma cidade celestial e não material, como costumam ilustrar os Testemunhas de Jeová em seus panfletos fantasiosos.

II Pedro 3

10. Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém.
11. Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade,
12. enquanto esperais e apressais o dia de Deus, esse dia em que se hão de dissolver os céus inflamados e se hão de fundir os elementos abrasados!
13. Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça.

Observem que esse novo céu e nova terra serão celestiais e não materiais.

Apocalipse 21

1. Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia.
2. Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo.

Prossegue o autor daquele site dizendo:

“Em Revelação (Apocalipse) 20:11, 12, lemos a descrição do Dia do Julgamento feita pelo apóstolo João: “Eu vi um grande trono branco e o que estava sentado nele. De diante dele fugiam a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. E eu vi os mortos, os grandes e os pequenos, em pé diante do trono, e abriram-se rolos. Mas outro rolo foi aberto; é o rolo da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas escritas nos rolos, segundo as suas ações.” Quem é o Juiz descrito nesse texto?

Jeová é o Juiz supremo da humanidade. No entanto, ele dá a outra pessoa a tarefa de julgar propriamente dita. De acordo com Atos 17:31, o apóstolo Paulo disse que Deus “fixou um dia em que se propôs julgar em justiça a terra habitada, por meio dum homem a quem designou”. Esse Juiz designado é o ressuscitado Jesus Cristo.”

Nesse texto, o autor utilizar-se de versículos isolados para tentar negar a Divindade de Jesus Cristo, dando a entender que Jesus Cristo é um simples homem que recebeu uma graça superior, porém não deixa de ser um simples homem. 

O mesmo São Paulo citado neste sofisma jeovista, em suas cartas diz que Jesus não era um simples homem se fazendo de Deus, e sim um Deus que se fez homem.

Filipenses 2

5. Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus.
6. Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus,
7. mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens.

Por esse texto podemos entender claramente que Jesus Cristo era Deus feito homem e não um homem se passando por um Deus, não podemos deixar passar despercebido a palavra “Igualdade” pronunciada por São Paulo no versículo 6 acima, pois nesse versículo ele diz claramente que o Filho estava em “igualdade” com o Pai.

Esse texto acima, omitido pelo autor jeovista, acaba de uma vez por todas com a tentativa frustrada de negar a “santíssima trindade”.

Prossegue o autor jeovista:   

“(João 5:22) Mas quando começará o Dia do Julgamento? Quanto tempo durará?

O livro de Revelação mostra que o Dia do Julgamento começará depois da guerra do Armagedom, quando o sistema de Satanás na Terra será destruído. (Revelação 16:14, 16; 19:19–20:3) Depois do Armagedom, Satanás e seus demônios serão aprisionados num abismo por mil anos. Durante esse período, os 144.000 co-herdeiros celestiais serão juízes e ‘reinarão com Cristo por mil anos’. (Revelação 14:1-3; 20:1-4; Romanos 8:17) O Dia do Julgamento não será um rápido evento de apenas 24 horas de duração. Durará mil anos.”

Bem, aqui o autor viajou nas idéias, primeiro com sua visão deturpada das tribulações; segundo por sua interpretação ridícula do Reino Milenar de Jesus Cristo e seus Santos; terceiro por não entender a numerologia simbólica usada pelo povo Hebreu.

Começando por “Armagedom”, essa palavra significa “monte Megido” um monte situado há 90 KM de Jerusalém, foi um ponto estratégico em Israel mencionado no cântico de Débora.

Juízes 5

19. Vieram os reis e travaram combate; e travaram combate os reis de Canaã em Tanac, junto às águas de Magedo; mas não levaram espólio em dinheiro.        

São João usa em Apocalipse esse simbolismo de “Megido”, pois nesse monte foram derrotados vários Reis como (Josias depois da morte de Sisara, o Rei Saul e Ocozias).

Assim São João usa essa simbologia para retratar a vitória do Império Romano sobre Jerusalém durante a destruição do templo, Jesus Cristo diz que as tribulações seriam para aquela geração.

Mateus 24

34. Em verdade vos declaro: não passará esta geração antes que tudo isto aconteça.

Jesus Cristo também afirma os acontecimentos seriam a respeito da destruição do templo e do sítio de Jerusalém, fatos ocorridos em 70 D.C.

Lucas 21

5. Como lhe chamassem a atenção para a construção do templo feito de belas pedras e recamado de ricos donativos, Jesus disse:
6. Dias virão em que destas coisas que vedes não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído.     

20. Quando virdes que Jerusalém foi sitiada por exércitos, então sabereis que está próxima a sua ruína.
21. Os que então se acharem na Judéia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade retirem-se; os que estiverem nos campos não entrem na cidade.
22. Porque estes serão dias de castigo, para que se cumpra tudo o que está escrito.
23. Ai das mulheres que, naqueles dias, estiverem grávidas ou amamentando, pois haverá grande angústia na terra e grande ira contra o povo.
24. Cairão ao fio de espada e serão levados cativos para todas as nações, e Jerusalém será pisada pelos pagãos, até se completarem os tempos das nações pagãs.

Essa foi a batalha simbólica de “Megido”, nada tem a ver com o Juízo final, no mesmo texto de Mateus 24, Jesus Cristo diz que o Juízo seria para um tempo indeterminado onde só o Pai saberia.

Agora iremos falar sobre os 144 mil, este é um número simbólico e impreciso. Quem tem um pouco de conhecimento consegue compreender que os Hebreus trabalhavam com a numerologia em seus escritos, essa numerologia tinha o simbolismo de números perfeitos e números imperfeitos, por exemplo:

(7) é um numero perfeito.

(6) é um numero imperfeito.

O mesmo ocorre com (12), sendo ele um número perfeito, foram multiplicadas as (12) tribos de Israel pelo número de (12) Apostolo de Cristo, em uma multiplicação indeterminada de mil anos que corresponde ao Reino Milenar de Jesus Cristo e seus Santos.

A conta é simples 12x12x1000 = 144 mil.

Uma conta totalmente cabalística levando em consideração a numerologia e a cultura Hebraica com seus números perfeitos.

Por exemplo: As (12) tribos de Israel, todos nós sabemos que Jacó teve (13) filhos e não apenas (12), porém os profetas sempre usaram o número (12), como um número de perfeição para o povo de Deus, porém um dos filhos de Jacó pode ser cortado, pois era mulher, mas ele adota (2) filhos de José, o que continuou com o número (13) ao invés de (12), e se observamos a divisão de terras em Israel, perceberemos que Israel foi dividida para (12) mais a tribo de “Levi” que ficou com a missão de cuidar do taberncaculo, mesmo assim os profeta continuaram usando no número (12) em seus escritos.

Tudo isso foi para provar o sentido da numerologia hebraica, os 144 mil simboliza toda a perfeição do Reino de Jesus Cristo com seus Santos e Anjos, nunca e jamais podemos levar em conta o sentido literal dessa numerologia, pois o Reino dos Céus não é um Reino físico e material, muito menos com camarotes contados e reservados, Deus não faz acepção de pessoas. Não se iludam os jeovistas.

Sobre o Reino Milenar de Jesus Cristo, também não podemos levar no sentido literal da numerologia bíblica, já que São Pedro diz que para Deus mil anos são como um Dia.

II Pedro 3

8. Mas há uma coisa, caríssimos, de que não vos deveis esquecer: um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como, um dia       

Ou seja, esse Reino já está iniciado desde o fim das tribulações no primeiro século, porém esse Reino não é aqui na terra e sim nos céus, Jesus Cristo deixou bem claro isso em seu interrogatório feito por Pilatos.

João 18

36. Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo.

A participação santífica no Reino dos Céus se inicia no momento em que um Santo termina a sua vida como estrangeiro aqui na terra, observem o que São Paulo diz:

Filipeses 1

23. Sinto-me pressionado dos dois lados: por uma parte, desejaria desprender-me para estar com Cristo - o que seria imensamente melhor;

São Paulo estaria onde com Cristo após sua morte? No Reino Milenar, é claro.

Por último, o autor diz que o Juízo durará os mil anos do Reino Milenar de Cristo, o que realmente contraria toda a escatologia bíblica.

Primeiro o Juízo Final só se dará depois da Ressurreição de todos os mortos, e no mesmo texto do Apocalipse diz que os Santos passam pela primeira ressurreição (canonização) e os outros mortos só irão ressuscitar depois desse Reino Milenar.

Apocalipse 20

4. Vi também tronos, sobre os quais se assentaram aqueles que receberam o poder de julgar: eram as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e todos aqueles que não tinham adorado a Fera ou sua imagem, que não tinham recebido o seu sinal na fronte nem nas mãos. Eles viveram uma vida nova e reinaram com Cristo por mil anos.
5. (Os outros mortos não tornaram à vida até que se completassem os mil anos.) Esta é a primeira ressurreição. 

Não há Julgamento Final se não houver toda a Ressurreição, e a Ressurreição de todos os mortos só se dará após o Reino Milenar, o que acaba com a interpretação furada jeovista, onde é dito que o Juízo decorrerá todo o Reino Milenar.

Resumindo:

1º) O Santo ao termina sua vida terrena passa pela primeira ressurreição e vive o Reino Milenar com Jesus Cristo.

2º) Após esse Reino Milenar que se inicia após as tribulações (Destruição do Templo) Jesus Cristo voltará, ressuscitará os mortos (que não passaram pela primeira ressurreição da Santidade).

3º) Os que estiverem vivos nesse dia (da Ressurreição), passaram por uma transformação corporal, em um piscar de olhos morrerão e ressuscitarão para se juntar aos primeiros ressuscitados.

4º) Haverá o Juízo Final, onde Jesus separará totalmente o bem do mal, os condenados sofrerão a separação total do poder Divino.

Esta é a cronologia bíblica.

Apocalipse 20

4. Vi também tronos, sobre os quais se assentaram aqueles que receberam o poder de julgar: eram as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e todos aqueles que não tinham adorado a Fera ou sua imagem, que não tinham recebido o seu sinal na fronte nem nas mãos. Eles viveram uma vida nova e reinaram com Cristo por mil anos

I Coríntios 15

51. Eis que vos revelo um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados,
52. num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta (porque a trombeta soará). Os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados

Apocalipse 20

13. O mar restituiu os mortos que nele estavam. Do mesmo modo, a morte e a morada subterrânea. Cada um foi julgado segundo as suas obras.
14. A morte e a morada subterrânea foram lançadas no tanque de fogo. A segunda morte é esta: o tanque de fogo.
15. Todo o que não foi encontrado inscrito no livro da vida foi lançado ao fogo.        

Infelizmente para os jeovistas, o Juízo Final não será durante os mil anos do Reino Milenar de Cristo, e sim após. 

Prossegue o autor jeovista, deturpando as Escrituras:

“Durante esse período de mil anos, Jesus Cristo ‘julgará os vivos e os mortos’. (2 Timóteo 4:1) “Os vivos” serão os da “grande multidão”, que sobreviverá ao Armagedom. (Revelação 7:9-17) O apóstolo João viu também “os mortos . . . em pé diante do trono” de julgamento. Como Jesus prometeu, “os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão” por meio da ressurreição. (João 5:28, 29; Atos 24:15) Mas em que base serão julgados?”

Nesse trecho, o autor erra totalmente na interpretação, na escatologia e no fator cronológico, além de alto contradizer-se, absurdamente usa aleatórios versículos para tentar relatar o Julgamento Final. Eis a realidade em seu contexto bíblico:

Apocalipse 7.

9. Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão,
10. e bradavam em alta voz: A salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono, e do Cordeiro.
11. E todos os Anjos estavam ao redor do trono, dos Anciãos e dos quatro Animais; prostravam-se de face em terra diante do trono e adoravam a Deus, dizendo:
12. Amém, louvor, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos! Amém.
13. Então um dos Anciãos falou comigo e perguntou-me: Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde vêm?
14. Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.
15. Por isso, estão diante do trono de Deus e o servem, dia e noite, no seu templo. Aquele que está sentado no trono os abrigará em sua tenda. Já não terão fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os abrasará,
16. porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os levará às fontes das águas vivas; e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos.

Vamos lembrar que no início do artigo jeovista, o autor diz que o Julgamento Final seria durante o Reino Milenar de Jesus Cristo: “(Revelação 14:1-3; 20:1-4; Romanos 8:17) O Dia do Julgamento não será um rápido evento de apenas 24 horas de duração. Durará mil anos.” Essas foram suas palavras.

O trecho bíblico sobre os 144 mil, se refere a um período dentro das tribulações, nem as trombetas tinham sido tocadas ainda, é só acompanhar os próximos capítulos do livro do apocalipse. Outra contradição: não há nenhum morto aí ressuscitado, mas as almas daqueles que passaram pela tribulação e foram martirizados, é só ler o capítulo abaixo:

Apocalipse 6

9. Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários.
10. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra?
11.
Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos.   

É simples, se eram “almas” apenas, é porque eles ainda não haviam passados pela ressurreição, ou seja, sem ressurreição não há Julgamento Final, primeiro tem que haver a ressurreição, e por sua vez não há ressurreição sem primeiro ter passado pelo Reino Milenar e nessa parte do Apocalipse o Reino Milenar ainda não havia sido constituído.    

Outra coisa muito importante sobre essa interpretação errônea jeovista, ninguém aí estava diante do tribunal de Cristo, e sim diante do Trono e do Altar de Deus, essas Almas não estavam passando pelo Juízo e sim participando da liturgia celestial, ou seja, louvando e prestando culto de adoração Divina.

Realmente o autor fez uma tremenda salada de frutas ao afirmar:       

“De acordo com a visão do apóstolo João, “abriram-se rolos” e “os mortos foram julgados pelas coisas escritas nos rolos, segundo as suas ações”. Será que esses rolos são o registro das ações passadas das pessoas? Não, o julgamento não será à base do que as pessoas fizeram antes de morrer. Como sabemos disso? A Bíblia diz: “Aquele que morreu foi absolvido do seu pecado.” (Romanos 6:7) De modo que os ressuscitados voltarão à vida com uma ficha limpa,”

Essa foi a pior aberração que eu já li na minha vida, sobre o Apocalipse.

Primeiro: O cara diz que não seremos julgados pelo que fizemos antes de morrer, isso contraria totalmente o que São Paulo diz:

II Coríntios 5

10. Porque teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Ali cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo.

Nesse texto, São Paulo diz que no tribunal de Cristo receberemos segundo o BEM e o MAL que fizemos enquanto estávamos nesse CORPO. Será que o autor chegou a ler isso?

Segundo: “ficha limpa” não é um termo usado na apologia.

Terceiro: desvirtuando um contexto de Romanos 6, o autor usa o batismo para tentar justificar uma falsa ressurreição material. O batismo é uma morte e ressurreição espiritual, com o batismo eliminamos a mancha do pecado original transmitida de geração a geração. Veja o contexto de onde ele pescou só a frase final:

Romanos 6

3. Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte?
4. Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova.
5. Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição.
6. Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que seja reduzido à impotência o corpo (outrora) subjugado ao pecado, e já não sejamos escravos do pecado.
7. (Pois quem morreu, libertado está do pecado.)       

Observem o péssimo entendimento que o autor teve por se basear nos versículos isolados, esse texto fala apenas sobre batismo, uma morte espiritual e uma ressurreição espiritual pela qual passamos ao ser batizados, pois com o batismo morremos no homem Adão e renascemos em Cristo, livre de toda a mancha pecaminosa que herdamos das gerações de Adão, nada a ver com o livro do Apocalipse e muito menos com o Juízo final.

Até porque na visão desse autor, poderíamos cometer qualquer tipo de pecado aqui na terra, como roubar, matar, adulterar, violentar, etc., que ao morrermos seriamos purificados. Essa é um visão agnóstica. Vejam só por onde anda essa seita.

E prossegue o autor jeovista:                  

“por assim dizer. Portanto, os rolos só podem representar futuros requisitos de Deus. Para viver para sempre, tanto os sobreviventes do Armagedom como os ressuscitados terão de obedecer aos mandamentos de Deus, incluindo quaisquer requisitos novos que Jeová venha a revelar durante os mil anos. Assim, as pessoas serão julgadas à base do que fizerem durante o Dia do Julgamento.”

Aqui o autor mais uma vez tenta negar o julgamento pelo que fizemos enquanto em nossos corpos físicos, o que contraria o texto de São Paulo onde ele mesmo diz que seremos julgados por aquilo que fizemos enquanto estávamos nesse corpo.

E prossegue o jeovista distribuindo enganos:

“O Dia do Julgamento dará a bilhões de pessoas sua primeira oportunidade de aprender a respeito da vontade de Deus e se ajustar a ela. Isso significa que ocorrerá uma obra educativa em grande escala. De fato, “os habitantes do solo produtivo certamente aprenderão a justiça”. (Isaías 26:9) No entanto, nem todos estarão dispostos a se ajustar à vontade de Deus. Isaías 26:10 diz: “Ainda que se mostre favor ao iníquo, ele simplesmente não aprenderá a justiça. Na terra da direiteza ele agirá injustamente e não verá a alteza de Jeová.” Esses iníquos serão mortos de maneira definitiva durante o Dia do Julgamento. — 

Este é um texto aleatório e totalmente retirado do seu contexto histórico.

Primeiro: o erro do autor está nessa crença errática de que não seremos julgados pelo que fazemos nesse corpo, ele inventou um tempo ou uma outra era para que esse acontecimento seja iniciado.

Segundo: O livro de Isaias é praticamente voltado ao Exílio Babilônico, ou seja, o castigo que Israel sofreu durante 70 anos exilados na Caldéia. Em nenhum momento esse Juízo citado por Isaias retrata o Juízo Universal do Apocalipse. 

O que Isaias está dizendo é que os Judeus aprenderam a sua justiça pelo castigo do Exílio Babilônico.

É só ler alguns versículos que fecham o contexto no capítulo 27 seguinte ao que pescou o jeovista.

Isaias 27

8. Ele operou justiça, mediante a expulsão e o exílio deles, arrebatando-os com seu sopro impetuoso como o vento do Oriente.

9. Assim foi expiado o crime de Jacó, e este é o resultado do perdão de seu pecado: ele quebrou as pedras dos altares, como se trituram as pedras de cal; as estacas sagradas e os monumentos ao sol não se erguem mais,

13. Naquele tempo soará a grande trombeta. E serão vistos chegar os exilados da terra da Assíria, e os fugitivos espalhados pela terra do Egito. Eles adorarão o Senhor no monte santo, em Jerusalém.              

É evidente que esse texto está apenas falando dos judeus exilados que voltaram da terra da Assíria e do Egito.

Continua o jeovista:

“Isaías 65:20. No fim do Dia do Julgamento, os humanos sobreviventes terão ‘passado a viver’ plenamente como humanos perfeitos. (Revelação 20:5) Assim, no Dia do Julgamento a humanidade será restaurada ao seu estado original perfeito. (1 Coríntios 15:24-28)”

A visão que Isaias teve a respeito do fim dos tempos, era uma visão nacionalista do reencontro de todas as tribos de Israel em uma nova Jerusalém, porém isso dependeria da aceitação de Israel ao Messias, ou seja, aceitar Jesus Cristo como seu Deus e não calcificá-lo, Isso Jesus Cristo deixa bem claro no Evangelho de Lucas.  

Lucas 21

41. Aproximando-se ainda mais, Jesus contemplou Jerusalém e chorou sobre ela, dizendo:
42.
Oh! Se também tu, ao menos neste dia que te é dado
, conhecesses o que te pode trazer a paz!... Mas não, isso está oculto aos teus olhos.
43. Virão sobre ti dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, te sitiarão e te apertarão de todos os lados;
44. destruir-te-ão a ti e a teus filhos que estiverem dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra,
porque não conheceste o tempo em que foste visitada.

Essa restauração de uma nova Israel, com a união de todas as tribos novamente, dependeria unicamente de Israel aceitar Jesus Cristo como seu Deus. Como Israel não aceitou, o Reino foi retirado das mãos Israelitas.

Mateus 21

42. Jesus acrescentou: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos (Sl 117,22)?
43
. Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele.

Por fim, afirma o errático jeovista pescador de versículos:

“Daí haverá uma prova final. Satanás será solto do encarceramento e terá uma última oportunidade de desencaminhar a humanidade. (Revelação 20:3, 7-10) Os que resistirem a ele desfrutarão o cumprimento pleno da promessa da Bíblia: “Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” (Salmo 37:29) Realmente, o Dia do Julgamento será uma bênção para todos os humanos obedientes!”

Outro erro brutal, a prova final contra Satanás será após o Reino Milenar e não durante.

Apocalipse 20

7. Depois de se completarem mil anos, Satanás será solto da prisão.

O Salmo citado (Salmo 37:29), corresponde a uma visão superficial antiga do povo Hebreu, o próprio autor da carta aos Hebreus teologicamente consegue interpretar essa visão meio que materialista que os profetas do Antigo Testamento tinham sobre a salvação.

Observem o que o autor de Hebreus escreve sobre essa terra eterna, a qual o salmista esperava. (no caso o salmista Davi)

Hebreus 11

13. Foi na fé que todos (nossos pais) morreram. Embora sem atingir o que lhes tinha sido prometido, viram-no e o saudaram de longe, confessando que eram só estrangeiros e peregrinos sobre a terra (Gn 23,4).
14. Dizendo isto, declaravam que buscavam uma pátria.
15. E se se referissem àquela donde saíram, ocasião teriam de tornar a ela...
16. Mas não. Eles aspiravam a uma pátria melhor, isto é, à celestial. Por isso, Deus não se dedigna de ser chamado o seu Deus; de fato, ele lhes preparou uma cidade.

Ou seja, toda aquela visão materialista de que os profetas do (AT) ainda tinham, foram todas interpretadas teologicamente pelos apóstolos e discípulos do (NT), a visão do celestial e não do material foi totalmente ensinada por Jesus Cristo e absorvida pelos apóstolos.

Infelizmente, este artigo do site jeovista é só mais uma errática interpretação pessoal protestante, um laço para enganar os incautos e levar a perdição.

São Pedro bem nos alertou sobre o perigo de encontrar os maus interpretadores das Escrituras:

II Pedro 3

16. ... Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras.

17. Vós, pois, caríssimos, advertidos de antemão, tomai cuidado para que não caiais da vossa firmeza, levados pelo erro destes homens ímpios.

Que ninguém vos engane.