As mentiras do Apocalipse Protestante! 

Desafio: Macabeus X Pr. Airton Costa.

Desafio: Macabeus X Pr. Airton Costa.

Desafio: Macabeus X Pr. Airton Evangelista da Costa.

Em seu site particular, o auto intitulado pastor (Airton Evangelista da Costa) escreveu um artigo sobre: cânon Bíblico; na verdade, esse artigo não passa de mais uma cópia barata de fábulas protestantes referentes à mutilação satânica promovida ao longo do tempo. Nesse artigo, cheio de achismos baratos e sofismas protestantes, o pastor afirma categoricamente que os sete livros deuterocânonicos foram acrescentados na Bíblia Sagrada pelo concílio de Trento no século XVI; o mais engraçado na história comovente desse pastor, foi a sua audácia de escrever um artigo sobre cânon Bíblico sem nos fornecer um documento histórico a respeito desse assunto, sua única fonte foi:

Fonte: A Bíblia Através dos Séculos, Antonio Gilberto, 2ª Edição, 1987, pgs. 63-65:

Alguém em plena sã consciência, usaria como fontes histórias de fatos ocorridos dois mil anos atrás, um livro escrito em 1987? Observem que ao logo do artigo, ele citar alguns padres da Igreja, porém, o pastor coloca palavras na boca desses padres e não cita as obras escritas por eles, assim fica fácil enganar o povo.

O que eu farei nesse artigo é refutar tais absurdos usando fontes documentais sobre o assunto, sendo assim, deixarei um desafio a esse pastor:

Desafio lançado.

Se eu refutá-lo, eu desafio-o a retirar o artigo mentiroso de seu site e colocar o meu artigo no lugar.

Com tanta sabedoria, dificilmente ele não aceitará.

Nota: Até o fechamento desse artigo, o pastor não respondeu nossos E-mails.      

Pastor Airton diz:

“LIVROS APÓCRIFOS – Nas Bíblias de edição da Igreja Romana, o total de livros é 73, porque essa igreja, desde o concílio de Trento, em 1546, incluiu no cânon do Antigo Testamento 7 livros apócrifos, além de 4 acréscimos ou apêndices a livros canônicos, acrescentando, assim, ao todo 11 escritos apócrifos”

Refutação:

primeiro embuste no artigo desse pastor é referente à velha fábula protestante sobre:

“A Igreja Católica incluiu sete livros Apócrifos na Bíblia durante o concilio de Trento”

Bem, tal alegação seria validada, se o mesmo colocasse em seu artigo provas documentais de que o concilio de Trento estaria incluindo no cânon Bíblico mais sete livros não canônicos; porém, não é isso que vemos, em seu artigo, o pastor apenas faz citações de achismos e fábulas protestantes. O que eu chamo de: (Mentiras inventadas ao logo dos 500 anos de protestantismo)

Colocarei agora, a Ata do concílio de Trento na sessão sobre cânon Bíblico.

“O sacrossanto Concílio Ecumênico e Geral de Trento, reunido legitimamente no Espírito Santo, e com a presidência dos mesmo três legados da Sé Apostólica, tendo sempre isto diante dos olhos que, rejeitados os erros, seja na Igreja conservada a pureza do Evangelho, prometido antes nas Escrituras Santas pelos profetas, o qual Nosso Senhor Jesus Cristo Filho de Deus, primeiramente com sua própria palavra o promulgou e depois, por meio de seus Apóstolos, mandou pregá-lo a toda criatura (Mt 18, 19 s; Mc 16, 15), como fonte de toda a verdade salutar e disciplina dos costumes. Vendo que esta verdade e disciplina estão contidos nos livros escritos e nas tradições orais, que – recebidas ou pelos Apóstolos dos lábios do próprio Cristo, ou dos próprios Apóstolos sob a inspiração do Espírito Santo – chegaram até nós como que entregues de mão em mão, fiéis aos exemplos dos Padres ortodoxos, com igual sentimento de piedade e reverência aceita e venera todos os livros, tanto os do Antigo, como os do Novo Testamento, visto terem ambos o mesmo Deus por autor, bem como as mesmas tradições que se referem tanto à fé como aos costumes, quer sejam só oralmente recebidas de Cristo, quer sejam ditadas pelo Espírito Santo e conservadas por sucessão contínua na Igreja Católica. E para que não surja dúvida a alguém a respeito dos livros que são aceitos pelo mesmo Concílio, resolveu ele ajuntar a este decreto o índice dos Livros Sagrados. São portanto os que a seguir vão enumerados:

Do Antigo Testamento: os 5 de Moisés, a saber: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio; Josué, Juizes, Rute, os quatro dos Reis, os dois do Paralipômenos, o primeiro de Esdras e o segundo, que se chama Neemias; Tobias, Judite, Ester, Job, o Saltério de David com 150 salmos, os Provérbios, o Eclesiastes, o Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico, Isaías, Jeremias, com Baruque, Ezequiel, Daniel; os 12 profetas menores, isto é: Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Nahum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias; o primeiro e o segundo dos Macabeus.(continua com o NT )Se alguém não aceitar como sacros e canônicos esses livros na íntegra com todas as suas partes, como era costume serem lidos na Igreja Católica e como se encontram na edição antiga da Vulgata Latina; e desprezar ciente e premeditadamente as preditas tradições: - seja excomungado”. (Ata do concílio de Trento 1945-1563 Sessão IV realizado em 8-4-1546, parágrafo 783)

Lendo a Ata do concílio de Trento, observamos o seguinte:

Nos grifos de cor escura - a ordenação para venerar todas as Escrituras citadas, em nenhum momento a Ata diz estar acrescentando algo as Escritura ou no cânon.

Nos grifos de cor azul - encontramos as citações de todos os livros do (AT), sendo que os deuterocânonicos encontram-se entre eles e não a parte deles.

Nos grifos de cor vermelha - A Ata diz: TODOS esses livros são aceitos e lidos pela igreja assim como ERA DE COSTUME (tais livros) serem lidos desde a edição antiga da vulgata latina.         

Resumindo: a própria Ata do concílio de Trento afirma que não estava incluindo livro algum no cânon Bíblico, muito pelo contrario, estava re-confirmando a canonicidade de todos os livros contidos na antiga vulgata latina, ou seja, os sete livros deuterocânonicos faziam parte do cânon Bíblico desde os primeiros concílios.

Peço ao leitor que observem com atenção as Atas dos concílios de Roma em 382 D.C realizado pelo Papa Damaso (o mesmo que enviou São Jerônimo a Jerusalém), concílio de Hipona em 393 D.C (tudo indica a participação de Santo Agostinho nesse concílio) e os dois concílios de Cartago 393-419 D.C.

Observem como o cânon Bíblico é o mesmo cânon do concílio de Trento.

"Tratemos agora sobre o que sente a Igreja Católica universal, bem como o que se dever ter como Sagradas Escrituras: um livro do Gênese, um livro do Êxodo, um livro do Levítico, um livro dos números, um livro do Deuteronômio; um livro de Josué, um livro dos Juízes, um livro de Rute; quatro livros dos Reis, dois dos Paralipômenos; um livro do Saltério; três livros de Salomão: um dos Provérbios, um do Eclesiastes e um do Cântico dos Cânticos; outros: um da Sabedoria, um do Eclesiástico. Um de Isaías, um de Jeremias com um de Baruc e mais suas Lamentações, um de Ezequiel, um de Daniel; um de Joel, um de Abdias, um de Oséias, um de Amós, um de Miquéias, um de Jonas, um de Naum, um de Habacuc, um de Sofonias, um de Ageu, um de Zacarias, um de Malaquias. Um de Jó, um de Tobias, um de Judite, um de Ester, dois de Esdras, dois dos Macabeus. Um evangelho segundo Mateus, um segundo Marcos, um segundo Lucas, um segundo João. [Epístolas:] a dos Romanos, uma; a dos Coríntios, duas; a dos Efésios, uma; a dos Tessalonicenses, duas; a dos Gálatas, uma; a dos Filipenses, uma; a dos Colossences, uma; a Timóteo, duas; a Tito, uma; a Filemon, uma; aos Hebreus, uma. Apocalipse de João apóstolo; um, Atos dos Apóstolos, um. [Outras epístolas:] de Pedro apóstolo, duas; de Tiago apóstolo, uma; de João apóstolo, uma; do outro João presbítero, duas; de Judas, o zelota, uma”. (Catálogo dos livros sagrados, composto durante o pontificado de São Dâmaso [366-384], no Concílio de Roma de 382)

"Cânon 36 - Parece-nos bom que, fora das Escrituras canônicas, nada deva ser lido na Igreja sob o nome 'Divinas Escrituras'. E as Escrituras canônicas são as seguintes: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, quatro livros dos Reinos1, dois livros dos Paralipômenos, Jó, Saltério de Davi, cinco livros de Salomão[1], doze livros dos Profetas, Isaías, Jeremias[2], Daniel, Ezequiel, Tobias, Judite, Ester, dois livros de Esdras e dois [livros] dos Macabeus. E do Novo Testamento: quatro livros dos Evangelhos, um [livro de] Atos dos Apóstolos, treze epístolas de Paulo, uma do mesmo aos Hebreus, duas de Pedro, três de João, uma de Tiago, uma de Judas e o Apocalipse de João. Sobre a confirmação deste cânon se consultará a Igreja do outro lado do mar. É também permitida a leitura das Paixões dos mártires na celebração de seus respectivos aniversários" (Concílio de Hipona, 08.Out.393)

"Parece-nos bom que, fora das Escrituras canônicas, nada deva ser lido na Igreja sob o nome 'Divinas Escrituras'. E as Escrituras canônicas são as seguintes: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, quatro livros dos Reinos, dois livros dos Paralipômenos, Jó, Saltério de Davi, cinco livros de Salomão[1], doze livros dos Profetas, Isaías, Jeremias[2], Daniel, Ezequiel, Tobias, Judite, Ester, dois livros de Esdras e dois [livros] dos Macabeus. E do Novo Testamento: quatro livros dos Evangelhos, um [livro de] Atos dos Apóstolos, treze epístolas de Paulo, uma do mesmo aos Hebreus, duas de Pedro, três de João, uma de Tiago, uma de Judas e o Apocalipse de João. Isto se fará saber também ao nosso santo irmão e sacerdote, Bonifácio, bispo da cidade de Roma, ou a outros bispos daquela região, para que este cânon seja confirmado, pois foi isto que recebemos dos Padres como lícito para ler na Igreja" (Concílio de Cartago III 397 e Concílio de Cartago IV 419) 

Notas:

[1] Jeremias, Lamentações e a carta de Baruc, eram consideradas um único livro.

[2] Cinco livros de Salomão: eram relacionados Cânticos, Eclesiastes, Provérbios além de Sabedoria e Eclesiásticos somados cinco livros.

Fazendo uma análise criteriosa dos três concílios onde foram estabelecidos os livros canônicos e o concílio de Trento no século XVI, concluímos que nada foi alterado no cânon, desde o quarto século, o cânon possui (73) livros canônicos, o que o concílio de Trento fez, foi apenas re-confirmar o cânon de Roma, Hipona e Cartago, assim como fez todos os outros concílios anteriores ao de Trento; cito aqui o concílio de Florença realizado um século antes do concílio de Trento. Observem:

"Devemos agora tratar das Escrituras Divinas. Vejamos o que a Igreja Católica universalmente aceita e o que deve ser evitado: Começa a ordem do Antigo Testamento: um livro da Gênese, um do Êxodo, um do Levítico, um dos Números, um do Deuteronômio, um de Josué (filho de Nun), um dos Juízes, um de Rute, quatro livros dos Reis, dois dos Paralipômenos, um livro de 150 Salmos, três livros de Salomão (um dos Provérbios, um do Eclesiastes, e um do Cântico dos Cânticos). Ainda um livro da Sabedoria e um do Eclesiástico. A ordem dos Profetas: um livro de Isaías, um de Jeremias com Cinoth (isto é, as suas Lamentações), um livro de Ezequiel, um de Daniel, um de Oséias, um de Amós, um de Miquéias, um de Joel, um de Abdias, um de Jonas, um de Naum, um de Habacuc, um de Sofonias, um de Ageu, um de Zacarias e um de Malaquias. A ordem dos livros históricos: um de Jó, um de Tobias, dois de Esdras, um de Ester, um de Judite e dois dos Macabeus. A ordem das escrituras do Novo Testamento, que a Santa e Católica Igreja Romana aceita e venera são: quatro livros dos Evangelhos (um segundo Mateus, um segundo Marcos, um segundo Lucas e um segundo João). Ainda um livro dos Atos dos Apóstolos. As epístolas de Paulo Apóstolo: uma aos Romanos, duas aos Coríntios, uma aos Efésios, duas aos Tessalonicenses, uma aos Gálatas, uma aos Filipenses, uma aos Colossenses, duas a Timóteo, uma a Tito, uma a Filemon e uma aos Hebreus. Ainda um livro do Apocalipse de João. Ainda sete epístolas canônicas: duas do Apóstolo Pedro, uma do Apóstolo Tiago, uma de João Apóstolo, duas epístolas do outro João (presbítero) e uma de Judas Apóstolo (o zelota)" (Concílio Ecumênico de Florença 1438-1445).     

O pastor Airton poderia responder em seu artigo a seguinte questão:

Como que um concílio realizado um século antes do concílio de Trento, cita como canônicos e inspirados livros que só foram incluídos um século depois? (segundo as fábulas protestantes)

“3. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. 4. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas (II Timótio capítulo 4)

Pastor Airton diz:

“A palavra “apócrifo” significa, literalmente, “escondido, “oculto”, isto em referência a livros que tratavam de coisas secretas, misteriosas, ocultas. No sentido religioso, o termo significa “não genuíno”, “espúrio, desde sua aplicação por Jerônimo. Os apócrifos foram escritos entre Malaquias e Mateus, ou seja, entre o Antigo e o Novo Testamento, numa época em que cessara por completo a revelação divina; isto basta para tirar-lhes qualquer pretensão de canonicidade. Josefo rejeitou-os totalmente. Nunca foram reconhecidos pelos judeus como parte do cânon hebraico. Jamais foram citados por Jesus nem foram reconhecidos pela igreja primitiva”

Refutação:

Duas questões a serem refutadas nessa parte do artigo:

1º) O real significado do termo Apócrifo.

2º) A fábula protestante do suposto período inter-bíblicos.

Bem, lendo o artigo do pastor Airton, fica evidente que o mesmo não possui o mínimo de conhecimento sobre o termo Apócrifo, segundo o pastor, o termo Apócrifo é referente a livros heréticos e espúrios, ou seja, livros inadequados para doutrina Cristã.

Pois bem, o que esse pastor não sabe é que o termo Apócrifo foi dado pela própria Igreja Católica a livros fora do cânon reconhecido pela própria Igreja, ou seja, só são considerados livros Apócrifos, aquele nos quais os Bispos da Igreja Católica não os catalogaram dentro do cânon Bíblico, assim fica a pergunta:

Todos os livros Apócrifos são heréticos? A resposta simples: lógico que NÃO.

Todos os livros heréticos são Apócrifos, porém, nem todos os livros Apócrifos são heréticos, ou seja, existem livros Apócrifos não catalogados no cânon Bíblico que são de estrema importância para Igreja, como por ex: Evangelho de São Tiago, As Epistolas de São Clemente, Epistola de São Barnabé etc. Porém, vale lembrar, que nenhum dos sete livros deuterocânonicos foram catalogados como Apócrifos por algum concílio da Igreja, seja ele universal ou regional.   

Na realidade o termo Apócrifo tem o significado ao contrario de livros públicos, ou seja, existem os livros públicos (canônicos) que eram lidos na liturgia diária da Igreja e os Livros não públicos (Apócrifos) que eram apenas usados e lidos pelo Clero. Em nenhum momento, o termo Apócrifo foi usado para expurgar livros, ele foi usado para diferencias os livros que eram lidos na liturgia da Igreja dentro do Missal e os livros que eram apenas usados pelo Clero; não quer dizer que tais livros eram inadequados para o Cristianismo.        

Sobre isso o Dr. Mark Bonocore tem a dizer:

“Quando alguns Pais falam de um determinado livro como (não canônico), eles não necessariamente entendem que não é inspirado ou autorizado. Pelo contrário, em muitos casos, eles simplesmente falam que ele não é usado na liturgia de sua igreja particular [...], portanto, é um (apócrifos), que pode ser lido em particular para a edificação, mas não na Liturgia em si (o culto público da Igreja – Lex Orendi, lex credendi). Por exemplo, hoje, na Igreja Ortodoxa Grega, o livro do Apocalipse não é lido na Liturgia. Você nunca vai ouvi-lo na Missa deles (ou como eles chamam Liturgia). No entanto, a Igreja Ortodoxa Grega nunca diria que o Apocalipse não é a Sagrada Escritura ou que é sem inspiração. Porém, eles às vezes falam dele como (não canônico) porque não tem lugar no (cânone) de sua liturgia (por exemplo, um santo canonizado é assim chamado porque lhes foram concedidos dias de festa dentro dos nossos calendários litúrgicos). Assim, ao longo da história da Igreja, a palavra (canônico) tem sido usada de várias maneiras.” (BONOCORE, 2001)

Realmente o pastor Airton questionou algo que ele não possui conhecimento.

Agora falando sobre o tal período inter-bíblico, ou o suposto período entre Malaquias e Mateus no qual o protestantismo julga não ter existido revelações divinas. Parece-me que Jesus Cristo e seus Apóstolos não possuíam conhecimento desse tal período! Infelizmente tal período inter-bíblico só foi revelado no século XVI especialmente para o protestantismo, sendo assim, Jesus Cristo e os Apóstolos ficaram na mão com essa revelação. Mas graças a Deus que o protestantismo foi levantado para colocar em ordem o erro e falta de espiritualidade tanto de Jesus Cristo quanto de seus Apóstolos (não é senhor pastor?).

Eu lanço outro desafio: eu retiro todos os sete livros deuterocânonicos da minha Bíblia se o pastor Airton me trouxer qualquer escrito Cristão do primeiro século, seja ele canônico ou Apócrifo, dizendo que existiu esse suposto período inter-bíblico. (espero que o pastor aceite esse desafio)

Segundo o pastor Airton, Flávio Josefo rejeitou completamente esses livros, ainda insinua que entre Malaquias e Mateus não existiram mais revelações divinas. Bem, eu duvido que esse senhor tenha lido algum livro escrito por Flávio Josefo, pois se tivesse lido não iria falar uma besteira dessas.

Primeiro: Flávio Joséfo nunca disse que as revelações divinas haviam acabado e sim que depois de Malaquias eles não tinham a sucessão exata de profetas.

Euzébio de Cesaréia, falando sobre o cânon do (AT) e usando os livros de Flavio Joséfo diz:

“4. Desde Artaxerxes até nossos dias tudo foi escrito, mas nem tudo merece a mesma confiança que o anterior, por não apresentar sucessão exata dos profetas. 5. Mas os fatos manifestam como nós nos sentimos próximos a nossas escrituras. Assim é que, transcorrido já tanto tempo, ninguém se atreveu a acrescentar, nem tirar, nem mudar nada nelas, antes, é natural a todos os judeus, já desde seu nascimento, crer que estes escritos são decretos de Deus, e aferrar-se a eles e prazerosamente morrer por eles caso seja necessário. 6. Estas palavras do autor aqui apresentadas não deixarão de ser úteis. Há também outra obra escrita por ele, não sem nobreza, Sobre a supremacia da razão, que alguns intitularam Macabeus, porque contém as lutas dos hebreus valentemente sustentadas em defesa da piedade para com Deus e referidas nos escritos assim chamados Dos Macabeus”. (Historia Eclesiástica X Livro III Euzébio de Cesaréia)

Observem o que Euzébio diz: Depois de Malaquias tudo foi escrito, (MAS NEM TUDO) merece a mesma confiança, ou seja, existem sim livros inspirados escritos depois de Malaquias, e ainda cita um deles, o chamado, livros dos Macabeus.

Obs. Flávio Josefo não era Cristão, ele como Judeus Fariseu, jamais aceitou o NT, sendo assim, ele não diz que a sucessão de profetas voltou depois de Mateus.     

Segundo: Flávio Josefo jamais citou quais livros faziam parte de seu cânon além dos cinco livros de Moises.

“Não pode haver, de resto, nada de mais certo do que os escritores autorizados entre nós, pios que eles não poderiam estar sujeitos a controvérsia alguma, porque só se aprova o que os profetas escreveram há vários séculos, segundo a verdade pura, por inspiração e por movimento do Espírito de Deus. Não temos, pois, receio de ver entre nós um grande número de livros que se contradizem. Temos somente vinte e dois que compreendem tudo o que se passou, e que se referem a nós, desde o começo do mundo até agora, e aos quais somos obrigados a prestar fé. Cinco são de Moisés, que refere tudo o que aconteceu até sua morte, durante perto de três mil anos e a seqüência dos descendentes de Adão. Os profetas que sucederam a esse admirável legislador escreveram, em treze outros livros, tudo o que se passou depois de sua morte até o reinado de Artaxerxes, filho de Xerxes, rei dos persas, e os quatro outros livros contêm hinos e cânticos feitos em louvor de Deus e preceitos para os costumes(Flavio Josefo, resposta a Ápia primeiro livros capítulo II) 

Observem que Flávio Josefo cita vinte e dois livros, sendo cinco de Moises e trezes livros dos profetas que sucederam a Moises, cita outros livros de Hinos e Louvores além de preceitos e costumes.

Agora eu pergunto: quem são os trezes profetas? Quais eram esses livros? De que hinos e louvores ele se referia? A falta de conhecimento protestante é o que leva a ruína deles próprio, entre os vinte e dois livros de Flávio Josefo, ele incluía vario livros como sendo um livro apenas, por ex: ele cita trezes profetas, sendo que temos dezesseis profetas na Bíblia, ele incluía entre esses livros dos trezes profetas, livros como Reis, Crônicas, Samuel etc. Quem pode afirmar que os deuterocânonicos não estavam relacionados entre esses livros? Se o pastor Airton tivesse realmente perdido um pouco do seu tempo para ler os livros de Flávio Josefo, saberia que um dos livros mais usados por Flávio Joséfo era o próprio livro dos Macabeus.

“Pois que tendes, meus filhos, a mesma fé, mostrai a mesma resolução. Como tendo diante dos olhos tais objetos, vossa piedade poderia não sair vitoriosa dos tormentos que vos são preparados? Tais as palavras dessa mulher forte que ninguém jamais poderia deixar de louvar; e elas (palavras) fizeram tal impressão no espírito desses sete irmãos, tão dignos de tê-la por mãe, que, tendo todos morrido para não faltar ao que deviam a Deus, vivem agora com ele, na companhia de Abraão, de Isaque, de jacó e dos outros patriarcas” (Flavio Josefo História dos Hebreus, Livro único capítulo 14)

Nesse texto, Flávio Josefo cita a velha história dos sete irmãos Macabeus martirizados juntos de sua mãe, o mesmo livro citado pelo autor de Hebreus.

“35. Devolveram vivos às suas mães os filhos mortos. Alguns foram torturados, por recusarem ser libertados, movidos pela esperança de uma ressurreição mais gloriosa (Hebreus capítulo 11)

Obs. Tais referencias fazem parte do segundo livros dos Macabeus capítulo 7.

Agora eu pergunto: Como Flávio Josefo e os Hebreus rejeitaram tais livros se eles mesmos usavam esses livros para escreverem suas obras?

Para terminar os embustes sobre Flávio Josefo, o mesmo diz em história das antiguidades que Deus permitia (Joao hircano) a prever o futuro através dos dom de profecias.

Foi considerado por Deus digno de três dos maiores privilégios, o governo da nação, o cargo de sumo sacerdote e o dom da profecia, pois a Divindade estava com ele e lhe permitiu prever e predizer o futuro [...]” (Antiguidades 13, 299 - 300)    

João Hircano viveu no suposto período inter-biblico revelado aos protestantes no século XVI.

“10. O sumo sacerdote fez-lhe ver que se tratava do depósito das viúvas e dos órfãos; 11. que somente um dos depósitos pertencia a Hircano, filho de Tobias, varão muito eminente; que não era como o pretendiam as calúnias do ímpio Simão, mas que tudo se reduzia a uma soma de quatrocentos talentos de prata e duzentos talentos de ouro” (II Macabeus capítulo 3)

Assim fica evidente que tal período inter-bíblico só existe na cabeça protestante. 

Ainda falando sobre o suposto período inter-bíblico, segundo o pastor Airton e o fantástico mundo protestantes, entre Malaquias e Mateus não existiram revelações divinas para seu povo, então ele poderia nos explicar quem revelava a Simeão no templo e a profetisa Ana?

“25. Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. 26. Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor” (Lucas capítulo 2)

“36. Havia também uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada. 37. Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações. 38. Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação” (Lucas capítulo 2)

Realmente pastor Airton, parece-me que São Lucas não tinha conhecimento desse tal período inter-bíblico, pena não ter um protestante na época para não permitir que Lucas cometesse essa heresia.         

Para termina essa parte do artigo, o pastor Airton diz que os livros deuterocânonicos jamais foram aceitos pelos Judeus, mas ele diz isso com uma convicção tão grande, parece até que ele convivia com esse Judeus na época.

Infelizmente tem mais um abacaxi para o pastor Airton descascar, pois eu gostaria de saber, de qual livro os Judeus retiraram a Festa da Dedicação para institucionalizar como uma festa no seu calendário religioso?

“22. Celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação. Era inverno. 23. Jesus passeava no templo, no pórtico de Salomão” (João capítulo 10)

Esse será um dever de casa para o pastor Airton, sugiro ao pastor, ler I Macabeus capítulo 4 versículo 59.   

Parece-me que São João não tinha o conhecimento desse tal período inter-bíblico.

Pastor Airton diz:

”Jerônimo, Agostinho, Atanásio, Júlio Africano e outros homens de valor dos primitivos cristãos, opuseram-se a eles na qualidade de livros inspirados. Apareceram a primeira vez na Septuaginta, a tradução do Antigo testamento, feita do hebraico para o grego. Quando a Bíblia foi traduzida para o latim, em 170 d.C., seu Antigo Testamento foi traduzido do grego da Septuaginta e não do hebraico. Quando Jerônimo traduziu a Vulgata, no início do século V (405 d.C.), incluiu os apócrifos oriundos da Septuaginta, através da antiga Versão Latina, de 170, porque isso lhe foi ordenado, mas recomendou que esses livros não poderiam servir como base doutrinária”

Refutação:

Agora sim, chegou o momento esperado, aquele em que os protestantes jogam palavras na boca dos padres da Igreja e nem sequer citam fontes documentais, é muito fácil dizer que Jerônimo, Agostinho, Atanásio, Július não aceitaram tais livros, o difícil será esse pastor provar esse embuste provando isso documentalmente e desconsiderando as minhas fontes documentais. 

Primeiro: O dever dos padres da Igreja era de questionar mesmo, questionar tudo, só assim eles conseguiram examinar tudo e reter o que é bom.

“19. Não extingais o Espírito. 20. Não desprezeis as profecias. 21. Examinai tudo: abraçai o que é bom. 22. Guardai-vos de toda a espécie de mal” (I Tessalonicenses capítulo 5)

Se todos os livros que passaram por algum tipo de exame ou foram questionados pela patristíca fossem retirados do cânon protestante, jamais o cânon protestante teria livros como: Tiago, II Pedro, III João, Judas e Apocalipse. Fico imaginando o que seria dos protestantes sem o livro do Apocalipse, o que eles usariam para aliciar seus fieis?

Mas Euzébio diz em História Eclesiástica que esses livros por mim mencionados, não eram aceitos como canônicos até o IV século. 

“1. De Pedro reconhecemos uma única carta, a chamada I de Pedro. Os próprios presbíteros antigos utilizaram-na como algo indiscutível em seus próprios escritos. Por outro lado, sobre a chamada II carta, a tradição nos diz que não é testamentária; ainda assim, por parecer proveitosa a muitos, é tomada em consideração junto com as outras Escrituras. 4. Pois bem, os escritos que levam o nome de Pedro, dos quais somente uma única carta conhecemos como autêntica e admitida pelos presbíteros antigos, são os já referidos” (Historia Eclesiástica III Livro III Euzébio de Cesaréia)

“3. Estes são os ditos admitidos. Dos livros discutidos, por outro lado, mas que são conhecidos da grande maioria, temos a Carta dita de Tiago, a de Judas e a segunda de Pedro, assim como as que se diz serem segunda e terceira de João, sejam do próprio evangelista, seja de outro com o mesmo nome” (Historia Eclesiástica XXV Livro III Euzébio de Cesaréia)

“2. Quanto aos Atos que levam seu nome e o Evangelho dito como seu, assim como a Pregação que se diz ser sua e o chamado Apocalipse, sabemos que de modo algum foram transmitidos entre os escritos católicos, pois nenhum autor eclesiástico, nem antigo nem moderno, utilizou testemunho tirado deles” (Historia Eclesiástica III Livro III Euzébio de Cesaréia)

“4. Entre os espúrios sejam listados: o escrito dos Atos de Paulo, o chamado Pastor e o Apocalipse de Pedro, e além destes, a que se diz Carta de Barnabé e a obra chamada Ensinamento dos Apóstolos, e ainda, como já disse, talvez, o Apocalipse de João: alguns, como disse, rechaçam-no, enquanto outros o contam entre os livros admitidos” (Historia Eclesiástica III Livro XXV Euzébio de Cesaréia).

Como eu falei anteriormente, se for retirar qualquer livro contestado pelos padres da Igreja, a Bíblia protestante ficará mais fina do que já é.

Sobre os padres citados, vou começar com Jerônimo, onde ele mesmo (Jerônimo) diz que a não aceitação dos livros deuterocânonicos (falando sobre as adições de Daniel) não era pensamento dele próprio e sim ele (Jerônimo) estava apenas expondo os pensamentos Judaicos.

“Mas quando eu repeti o que os judeus dizem contra história de Susana, o hino dos 3 Jovens, e a estória de Bel e o Dragão, que não estão contidos na bíblia hebraica, o homem que fez esta acusação contra mim prova que ele mesmo é um tolo e um caluniador. Pois eu expliquei não o que eu pensava, mas o que eles comumente diziam contra nós. Eu não refutei a opinião deles no prefácio por que eu sendo breve, e cuidadoso para não parecer que eu não estava escrevendo um prefácio e sim um livro. Eu disse, portanto, ‘aqui não agora não é o momento para entrar em discussão sobre isto” (Apologia contra Rufino, Livro 2, 33)

O próprio Jerônimo, diz estar submetido ao concílio de Nicéia e a inclusão dos deuterocânonicos nesse concílio.

“Entre os judeus, o livro é chamado de apócrifo; [...]. Além disso, desde que foi escrito em língua Caldéia, é encontrado entre os livros históricos. Mas desde o Concílio de Nicéia é contato junto ao número das Escrituras Sagradas, eu tenho me submetido à sua decisão (ou deveria dizer obrigação!)(JERONIMO, 430)

Fica claro que Jerônimo aceitava a decisão do concilio de Nicéia e os deuterocânonicos como Escrituras Sagradas.

Falando sobre a suposta Vulgata de 170 D.C, o pastor Airton diz que nela não se encontravam os deuterocânonicos, porém, o que existia em 170 D.C, era a chamada (VETUS LATINA) e para infelicidade do pastor, nela contem todos os deuterocânonicos.   

Quem quiser saber mais sobre a (VETUS LATINA), entre nesse link:

http://www.vetuslatina.org/

Agora vamos falar sobre Santo Agostinho:

É uma verdadeira piada o pastor Airton dizer que Agostinho não aceitava os setes livros como canônicos, sendo que o concílio de Hipona foi elaborado em cima dos livros aceitos por Santo Agostinho.

"... O cânon inteiro da Bíblia é o seguinte: os cinco livros de Moisés, ou seja, Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio,... Tobias, Éster e Judite, e os dois livros de Macabeus,... Para dois livros, Sabedoria e Eclesiástico, é designado Salomão como autor, mas nossa provável opinião é que foram escritos por Jesus, o filho de Sirac,... Baruque,..." (Santo Agostinho, Sobre a Doutrina Cristã, livro 2, cap. 8, 13 ano 397)               

Agora vamos falar de Atanásio:

Na Epistola (39) de Atanásio no IV século ele diz: (Citando o cânon palestino pós-concílio de Jâmnia)

“4. Há, portanto, 22 Livros do Antigo Testamento, número que, pelo que ouvi, nos foram transmitidos, sendo este o número citado nas cartas entre os Hebreus, sendo sua ordem e nomes respectivamente, como se segue: Primeiro, o Gênesis. Depois, o Êxodo. Depois, o Levítico. Em seguida, Números e, por fim, o Deuteronômio. Após esses, Josué, o filho de Nun. Depois, os Juízes e Rute. Em seguida, os quatro Livros dos Reis, sendo o primeiro e o segundo listados como um livro, o terceiro e o quarto também, como um só livro. Em seguida, o primeiro e o segundo Livros das Crônicas, listados como um só livro. Depois, Esdras, sendo o primeiro e o segundo igualmente listados num só livro. Depois desses, há o Livro dos Salmos, os Provérbios, o Eclesiastes e o Cântico dos Cânticos. O Livro de Jó. Os doze Profetas são listados como um livro. Depois Isaías, um livro. Depois, Jeremias com Baruc, Lamentações e a Carta [de Jeremias], num só livro. Ezequiel e Daniel, um livro cada. Assim se constitui o Antigo Testamento”

Observem que Atanásio cita o cânon palestino sem os deuterocânonicos, mas com a carta de Baruc (pois os Judeus haviam retirado), mas logo em seguida ele inclui cinco livros deuterocânonicos no cânon.

“7. Mas, para uma maior exatidão, acrescento também, escrevendo para não me omitir, que há outros livros, além desses, de fato não incluídos no Cânon [Hebraico], indicados pelos Padres para leitura por aqueles recém-admitidos entre nós e que desejam receber instrução sobre a Palavra de Deus: a Sabedoria de Salomão, a Sabedoria de Sirac, Ester e Judite, Tobias, bem como aqueles chamados Ensinamento dos Apóstolos e o Pastor. Quanto aos primeiros, meus irmãos, foram incluídos no Cânon; mas os últimos são [apenas] para leitura, não havendo em lugar nenhum menção a eles como sendo escritos apócrifos. Mas aqueles que são criação de heréticos, que os escreveram quando quiseram, aprovando-os eles próprios, datando-os de modo a usarem-nos como escrituras antigas, aqueles sim, se encontram em condições de desviarem as pessoas simples”      

No parágrafo (7) da epistola (39) ele diz que existiam outros livros que não constavam no cânon palestino, são eles: Sabedoria, Eclesiástico de Sirac, Ester, Judite e Tobias.

Depois diz existir outros dois livros: Didaque e o Pastor de Hermas.

No entanto ele diz: Os primeiros (Sabedoria, Eclesiástico de Sirac, Ester, Judite e Tobias) FORAM incluídos no cânon.

Como pastor, você me fala que Atanásio não aceitava os deuterocânonicos?      

Sobre Julius Africanus, se o pastor Airton estiver se referindo a mesma pessoa, ele deu um tiro no pé novamente.

“Históricos: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, filho de Nun, juízes, Ruth, Reis de I a IV, a esses acrescentam-se  2 de Crônicas,  Jó,  Tobias, Ester, Judite, 2 de Macabeus, 2 de Esdras. Profetas: 150 Salmos de Davi, Oséias, Isaías, Joel , Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Jeremias[1], Daniel, Ezequiel, Ageu, Zacarias, Malaquias. Provérbios : Provérbios de Salomão,  Sabedoria de Jesus filho e Sirac, Junto destes  Cântico dos Cânticos, a Sabedoria. Dogmáticos : Eclesiastes” ( Relatório De Junílio + 550 D.C)

Notas:

[1] O livro de Jeremias é composto com Lamentações e a carta de Baruc.

Difícil meus irmãos, veja em que situação se encontra o protestantismo de hoje! É fácil colocar palavras na boca dos padres da Igreja, sendo que os mesmo não podem se defender. Mas graças a Deus, eles deixaram as suas obras e hoje nós fazemos esse papel.   

Lamentável.

Volto a lembrar que todas as acusações desse artigo, carecem de fontes documentais. Uma acusação sem fontes e provas, torna-se uma calunia e um falso testemunho, pecado mortal condenado Biblicamente.

Pastor Airton diz:    

“São 14 os escritos apócrifos: 10 livros e 4 acréscimos a livros. Antes do Concílio de Trento, a Igreja Romana aceitava todo, mas depois passou a aceitar apenas 11: 7 livros e os 4 acréscimos. A Igreja Ortodoxa Grega mantém os 14 até hoje. Os 7 livros apócrifos constantes das Bíblias de edição católico-romana são: Tobias (após o livro canônico de Esdras); Judite (após o livro de Tobias); Sabedoria de Salomão (após o livro canônico de Cantares); Eclesiástico (após o livro de Sabedoria; Baruque (após o livro canônico de Jeremias); I Macabeu e 2 Macabeu (ambos, após o livro canônico de Malaquias). Os 4 acréscimos ou apêndices são: Ester (acrescido a Ester, 10.4 – 16.24); Cântico dos Três Santos Filhos (a Daniel, 3.24-90); História de Suzana (a Daniel, cap. 13) e Bel e o Dragão (a Daniel, cap. 14). Como já foi dito, dos 14 apócrifos, a Igreja Romana aceita 11 e rejeita 3, isto, após 1546 d.C. Os livros rejeitados são: 3 Esdras; 4 Esdras, e A Oração de Manasses. Os livros apócrifos de 3 e 4 Esdras são assim chamados porque nas Bíblias de edição católico-romana o livro de Esdras é chamado 1 Esdras; o de Neemias, de 2 Esdras.”

Refutação:

Isso foi mais uma piada do que um comentário, pois não são nem (14) e nem (20) Apócrifo na Bíblia Sagrada, pois se estão na Bíblia são canônicos, o termo Apócrifo é referente à livros não catalogados pelos Bispos da Igreja Católica, como vimos na primeira refutação, os sete livros foram catalogados no cânon Bíblico desde os três principais concílios de definição do cânon, Roma, Hipona e Cartago. Assim fica evidente mais uma vez a falta de conhecimento desse pastor.

Sobre os três livros no qual ele diz que a Igreja os rejeitou no concílio de Trento, na realidade tais livros nunca foram catalogados no cânon Bíblico da Igreja, (vide a primeira refutação). É mais uma falácia protestante.

A Igreja nunca pegou cânon pronto de lugar algum, ela mesma, pela autoridade recebida do Senhor Jesus Cristo estabeleceu para si o seu próprio cânon nos três concílios por mim citado, aliás, antes desses três concílios, nunca existiu um cânon definido e fechado, seja na Palestina, seja em Alexandria; entre os Judeus, cada seita possuía seu próprio cânon, sendo que os Fariseus aceitavam todos os livros do AT e todas as literaturas da biblioteca Judaica, já os Saduceus, só aceitavam os cinco livros de Moises, em contra partida, os Essênios (seita de João Batista) além de aceitar todos os livros da LXX, não aceitava o livro de Esther mais incluía algumas obras particulares em seu cânon como os chamados salmos sectares. Por esse motivo, nunca existiu um cânon definido por seita alguma.

Na palestina, foi definido um cânon no fim do primeiro século e início do segundo século, tal cânon foi definido pelo concilio de Jâmnia realizado pelos Fariseus. Esse concilio tinha por meta, redefinir a citação Judaica após a destruição do Templo e se defender do aparecimento do (NT), uma da leis humanas usadas por tais fariseus (matadores de Cristo), foi rejeitar qualquer livro escrito fora da língua Hebraica e fora da palestina, ou seja, isso são leis nacionalistas e não leis divinas, ainda, estabeleceram para si o direito de rejeitar qualquer revelação divina proferia depois do profeta Malaquias, em nenhum momento, tais fariseus afirmaram (segundo eles) que tais revelações voltaram depois de Mateus (como sugerem alguns protestantes).        

Obs. O cânon Palestino, definido pelos Fariseus entre 99 a 100 D.C, fora uma obra totalmente demoníaca, definida por intenções relativistas, ou seja, contra a própria Igreja de Cristo, o Cristão que se utiliza desse cânon, está andando na contra mão, sendo que Jesus Cristo havia retirado o Reino dos Fariseus, sendo assim, tais Fariseus, não possuíam nenhum tipo de inspiração divina para realizar tal concílio.

“43. Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele. 44. [Aquele que tropeçar nesta pedra, far-se-á em pedaços; e aquele sobre quem ela cair será esmagado.] 45. Ouvindo isto, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus compreenderam que era deles que Jesus falava (Mateus capítulo 21)

                
Por esse motivo, nós Católicos, usamos o cânon do (AT) e (NT) definido pelos Bispos da Igreja nos concílios de Roma, Hipona e Cartago. Agora eu pergunto? Quem definiu o cânon protestante? Qual autoridade o protestantismo recebeu para definir algum cânon? Qual inspiração o protestantismo possui para seguir algo definido pelos mesmos que condenaram Jesus Cristo a morte?

Pastor Airton diz:

”A Igreja Romana aprovou os apócrifos em 18 de abril de 1546, para combater o movimento da Reforma Protestante, então recente. Nessa época, os protestantes combatiam violentamente as novas doutrinas romanistas: do Purgatório, da oração pelos mortos, da salvação mediante obras, etc. A Igreja Romana via nos apócrifos bases para essas doutrinas, e, apelou para eles, aprovando-os como canônicos” 

Refutação:

Mais uma vez o artigo faz uma acusação no qual carece de fontes documentais, já que é mais prático inventar uma fábula de que a Igreja acrescentou livros no cânon depois da reforminha e rebelião protestante, do que eles assumirem que mutilaram a Bíblia Sagrada ao bel prazer protestante (vide a primeira refutação), mas podemos ver que a opinião do pastor foi mudada no meio do artigo, no início do artigo, o pastor dizia que a Igreja Católica havia acrescentado sete livros apócrifos na Bíblia Sagrada, agora a história mudou da água para o vinho, ele diz que a Igreja apenas aprovou sete livros no concílio de Trento, agora fica a pergunta: pode-se acreditar em um artigo que contradiz a si mesmo? Para contraria um pouco mais, eu vou colocar aqui dois LINKs.

Codec Sinaiticus (Século IV) = http://codexsinaiticus.org/en/manuscript.aspx

Bíblia de Gutenberg (Século XIV) = http://www.hrc.utexas.edu/exhibitions/permanent/gutenberg/web/pgstns/12.html

Se o pastor Airton souber contar até (73), verá que o codec do IV século possuía todos os deuterocânonicos assim como a famosa Bíblia de Gutenberg impressa um século antes do concílio de Trento.   

Peço ao leitor, que analise criteriosamente os três concílios por mim citados Roma, Hipona e Cartago, também analise o concílio de Florença um século antes do concílio de Trento e por fim, analise o codec Sinaiticus e a Bíblia de Gutenberg, depois desse analise, faça uma reflexão usando o bom senso que um Cristão tem que ter, assim conclua por si mesmo se o protestantismo diz a verdade ou tenta ludibriar seus fieis e admiradores com seus embustes e sofismas, sem contar as fábulas criadas ao longo do tempo.

Falando agora sobre as supostas (novas doutrinas) que a Igreja teria inventado e que os santinhos protestantes queriam combater, segundo esse pastor, tais doutrinas eram:

(1) Purgatório.
(2) Orações pela Alma dos falecidos.
(3) Justificação pela Obras.    

Agora esse pastor pegou mais um abacaxi para descascar, ele está se referindo aos fatos ocorridos entre os séculos XV e XVI, segundo ele, tais doutrinas teriam sido inventadas apenas nessa época, mas será que isso é verdade? Como podemos notar, a doutrina do purgatório é uma crença provinda do Judaísmo, se no próprio livro dos Macabeus é mencionado a purificação da Alma após a morte, sinal de que a crença não foi inventada no século XVI; mas para provar que essa doutrina foi acolhida pelos Cristãos já nos primeiros séculos, eu vou colocar aqui, um trecho do livro (O Pastor) escrito por Hermas, nesse livro, Hermas têm a visão da construção espiritual da Igreja, onde cada pedra colocada nessa construção era um fiel, observem o que ele diz:

“Eu lhe perguntei se todas essas pedras rejeitadas e impróprias para a construção podiam fazer penitência e encontrar lugar na torre. Ela me respondeu: Elas podem fazer penitência, mas não podem se encaixar nessa torre. Elas se encaixarão em OUTRO lugar muito menor e DEPOIS que tiverem passado pelas provações da penitência e cumprido os dias necessários para expiar os seus pecados. São transportadas para outro lugar, porque participaram da palavra de justiça. Se refletirem sobre as obras perversas que cometeram, serão transportados das provações; se não refletirem, não serão salvos, e isso devido à dureza de seus corações” (O Pastor escrito por Hermas capítulo XV versos V e VI)

Nesse texto, podemos observar a construção da Igreja Espiritual, no texto diz que algumas pedras seriam rejeitadas inicialmente, seriam levadas para um outro lugar, onde seriam expiados seus pecados e depois de cumprir os dias da purificação, essas pedras seriam usadas na novamente.     

Sobre as orações pela Alma dos falecidos, eu realmente não creio que esse pastor teve a coragem de dizer uma barbaridade dessas! Dizer que as orações pela Alma dos falecidos fora inventada no século XVI é o mesmo que dizer que Jesus Cristo nunca existiu, já que os próprios Judeus antes de Cristo já faziam suas orações pelas Almas dos falecidos (Vide Livro dos Macabeus), mesmo assim, eu irei provar documentalmente que a doutrina das orações pela Alma de que faleceu já era crença entre os Cristãos dos primeiros séculos.

Santo Agostinho assim dizia:

“Como me dizes, achais que não é coisa vã o sentimento que leva pessoas fiéis e religiosas a tomarem tal cuidados com os seus falecidos. Adiantas, ainda, que não é sem motivo que a Igreja universal mantém o costume de orar pelos mortos. Assim, pode-se concluir que é útil para o homem, após sua morte, ter uma sepultura desse gênero, providenciada pela piedade [de seus familiares], onde possa contar a proteção dos santos” (Cuidados devidos com os mortos, Santo Agostinho capítulo I)    

“Já que o sepultamento é, por si mesmo, uma obra religiosa, a escolha do local não poderia ser estranha ao ato religioso. É consolo para os vivos, uma forma de testemunhar sua ternura para com os familiares desaparecidos. Não enxergo, porém, como os mortos podem encontrar aí alguma ajuda, a não ser quando o lugar onde descansam é visitado e são encomendados, pela oração [dos visitantes], à proteção dos santos junto ao Senhor. Contudo, isso pode ser feito ainda quando não é possível sepultá-los em tais lugares santos... A Igreja tomou para si o encargo de orar por todos aqueles que morreram dentro da comunhão cristã e católica. Ainda que não conheça todos os nomes [de seus fiéis defuntos], ela os inclui numa comemoração geral19. Dessa forma, aqueles que não possuem mais pais, filhos ou outros parentes e amigos para auxiliá-los, são amparados pelo sufrágio dessa piedosa Mãe comum” (Cuidados devidos com os mortos, Santo Agostinho capítulo IV)

Bem, creio que esse pastor tenha se perdido em espaço e tempo, os texto de Santo Agostinho foram escritos pelos menos mil e duzentos anos antes da rebelião protestante.

Sobre a justificação pela obras, creio que o pastor deveria questionar São Tiago, foi ele mesmo, o Bispo de Jerusalém que escreveu em sua epistola que: (FÉ SEM OBRAS É MORTA).

“26. Assim como o corpo sem a alma é morto, assim também a fé sem obras é morta(Tiago capítulo 2)

Dou-me o direito de não citar o Apocalipse onde diz que seremos julgados pelas nossas obras e não apenas pela nossa FÈ.

Pelo menos Lutero foi coerente com suas heresias, ele retirou Tiago e Apocalipse de seu suposto cânon.

Em 1522, no prefácio, de sua tradução alemã, às Epístolas de S. Tiago e S. Judas, nega a inspiração de Ambos, e assume que a Epistola de Tiago contradiz a epístola de Paulo aos romanos:

Embora esta epístola de São Tiago fosse rejeitada pelos anciãos, eu elogio-a e considero-a um bom livro, porque estabelece não doutrinas de homens, mas vigorosamente promulga a lei de Deus. No entanto, afirmo a minha própria opinião sobre isso, embora sem prejuízo para ninguém, eu não considero como uma escrita de um apóstolo, e as minhas razões seguem. Em primeiro lugar, é terminantemente contra São Paulo e todo o resto da Escritura em atribuir a justificação às obras”

No prefácio ao Apocalipse nega a inspiração deste mesmo livro. E diz que não pode detectar a presença do Espírito Santo nele:

Sobre o livro do Apocalipse de João, deixo todos livres para terem suas próprias opiniões. Eu não obrigo ninguém a seguir minha opinião ou julgamento. Eu digo o que sinto. Eu sinto a falta de mais de uma coisa neste livro, e isso me não faz considerá-lo nem apostólico nem profético

Assim, fica evidente que o protestantismo é incoerente com suas próprias ideologias, séculos depois da rebelião de Lutero, a carta de Tiago e Apocalipse foram recolocados no cânon, mesmo assim, há quem acredite que tais livros não seguem como fontes doutrinarias, já que os protestantes não crêem na justificação pelas Obras.

Pastor Airton diz?

“Houve prós e contras dentro da própria Igreja de Roma. Nesse tempo os jesuítas exerciam muita influência no clero. Os debates sobre os apócrifos motivarem ataques dos dominicanos contra os franciscanos. O cardeal Pallavacini, em sua “História Eclesiástica”, declara que em pleno concílio, 40 bispos, dos 49 presentes, travaram luta corporal, agarrados ás barbas e batinas uns dos outros... Foi nesse ambiente “espiritual” que os apócrifos foram aprovados! A primeira edição da Bíblia romana com os apócrifos deu-se em 1592, com autorização do papa Clemente VIII”

Refutação:

Realmente isso não é um argumento e sim um verdadeiro show de Stand UP, segundo a calunia: (Bispos de pegaram pelas barbas no concílio de Trento), ao menos que esse pastor tenha sido testemunha ocular dos fatos por ele narrados, O MUNDO CRISTÃO, necessita pelo menos uma prova documental da época onde um dos Bispos narram tais fatos.

Ficarei esperando ansioso.

O protestantismo está em um declínio tão grande, mais tão grande, que seus adeptos e lideres perderam a noção do bem e do mal, certo e errado, verdade e mentira, para eles, sendo contra a Igreja Católica, qualquer calúnia ou fábula se torna doutrina e é pregada em suas seitas como verdade absoluta. Qualquer criança com o mínimo de bom senso, ao ler tal (PIADA), pediria no mínimo, uma carta onde um dos Bispos presentes ao concílio tenha narrado tais fatos.        

Lamentável.

Sobre a tal primeira edição da Bíblia Católica com os supostos Apócrifos, já foi provada que não passa de um embuste protestante, (Vide primeira refutação).      

No próprio artigo do pastor, uma hora ele diz que os livros foram acrescentados no concílio de Trento, outra hora ele diz que foram apenas aprovados no concílio de Trento. Para que ele sustente essa mentira, ele terá que fazer desaparecer da face da terra as Atas dos concílios de Roma, Hipona, Cartago e Florença, além do codec Sinaiticus e a Bíblia de Gutenberg,

“44. Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira (João capítulo 8)

Pastor Airton diz:

”Os reformadores protestantes publicaram a Bíblia com os apócrifos colocando-se entre o Antigo e o Novo Testamento; não como livros inspirados, mas bons para a leitura e de valor literário e histórico. Isto continuou até 1629. A famosa versão inglesa de King James, de 1611, ainda os conservou. Após 1629, os evangélicos os omitiram de vez nas Bíblias editadas, para evitar confusão entre o povo simples que nem sempre sabe discernir entre um livro canônico e um apócrifo [grifo acrescentado].”

Refutação:

Só o fato da versão King James possuir os sete livros deuterocânonicos, já mostra a contradição entre as milhares de seitas protestantes, até então, segundo o artigo desse pastor, nem a Bíblia Católica possuía esses livros (Fábula), agora até uma das versões protestantes (no caso Anglicana) possui tais livros. Vai entender a cabeça dessas seitas.   

Pastor Airton diz:

“A aprovação dos apócrifos pela Igreja Romana foi uma intromissão dos católicos em assuntos judaicos, porque, quanto ao cânon do Antigo testamento, o direito é dos judeus e não de outros. Além disso, o cânon do Antigo Testamento estava completo e fixado há muitos séculos”

Refutação:

Desde quando os Judeus receberam ordens de alguém ou de Deus para definir algum cânon? Até hoje, os Judeus possuem dúvidas sobre o livro de Cânticos, Ezequiel e Eclesiastes.

O Talmud referenda isso na famosa passagem de Yaddym III, 05: 

“Foi dito na assembléia dos sábios: Todas as escrituras sagradas contaminam as mãos, logo Cantares e Eclesiastes contaminam as mãos (ou seja são inspirados)Rabi Judas no entanto respondeu: Cantares certamente contamina as mãos mas Eclesiastes é disputado... Rabi Akiba respondeu: Não pode haver duvida alguma sobre Cantares, é indubitável que ele contamina as mãos... portanto se há alguma dúvida é sobre o Eclesiastes.”

Também sobre Ezequiel o Talmud em Shabbat XIII relata:

Hananias b. Ezequias impediu que Ezequiel fosse retirado.”

Observem quanta inspiração os Judeus possuíam para definir um cânon? Mesmo assim, sabemos que cada seita judaica possuía um cânon diferente do outro, os Fariseus possuíam o seu cânon, os Saduceus possuíam o seu cânon, os Essênios da mesma forma, fora outra seita menores pouco mencionadas.

Mesmo assim, desafio ao pastor nos mostra uma fonte documental antes do chamado concílio de Jâmnia citando um cânon Judaico, livro por livro.

Pastor Airton diz:

“Entre os católicos corre a versão de que as Bíblias de edição protestante são falsas. Quem, contudo, comparar a Bíblia editada pelos evangélicos com a editada pelos católicos há de concordar em que as duas são iguais, exceto na linguagem e estilo, que são peculiares a cada tradução. O que alegam contra a nossa Bíblia é que lhe faltam livros e partes de outros, mas essa falta é de livros e de parte de livros apócrifos, como mencionamos”

Fonte: A Bíblia Através dos Séculos, Antonio Gilberto, 2ª Edição, 1987, pgs. 63-65:

Refutação:

Realmente não há o que refutar nesse tipo de comentário, para ele, livros Bíblicos se tornam apócrifos por que um livro chamado (A Bíblia Através dos Séculos), escrito em 1987 diz tal coisa. Fica evidente a falta de argumentação desse pastor.

Pastor Airton diz:

“Conclusão - O cânon do Antigo Testamento até a época de Neemias compreendia 22 (ou 24) livros em hebraico, que, nas Bíblias dos cristãos, seriam 39, como já se verificara por volta do século IV a.C. As objeções de menor monta a partir dessa época não mudaram o conteúdo do cânon. Foram nos livros chamados apócrifos, escritos depois dessa época, que obtiveram grande circulação entre os cristãos, por causa da influência da tradução grega de Alexandria. Visto que alguns dos primeiros pais da igreja, de modo especial no Ocidente, mencionaram esses livros em seus escritos, a igreja (em grande parte por influência de Agostinho) deu-lhes uso mais amplo e eclesiástico. No entanto, até a época da Reforma esses livros não eram considerados canônicos. A canonização que receberam no Concilio de Trento não recebeu o apoio da história. A decisão desse concilio foi polêmica e eivada de preconceito, como já o demonstramos”

Refutação:

Observem quantas contradições existentes nessa chamada (conclusão do autor), primeiro ele diz que o (AT) possui (22) livros ou (24), que inconstância é essa? Ou é um ou é outro, estamos falando de quantidade de livros e não de achismos. Depois ele diz que se refere aos (39) livros na Bíblia Cristã, ou seja, eles adulteraram a forma cronológica e o fator numérico de divisão de livros no cânon Judaico, no mesmo artigo, ele diz que o (AT) são assuntos Judaicos (apenas) e os Cristãos não podem alterar nada do que fora definido pelos Judeus. Ai tem mais um outro abacaxi para o pastor Airton descascar, eles usam o (AT) definido pelos Judeus Farisaicos e a forma cronológica e divisória definido pelos Bispos da Igreja Católica.

Bem, ele diz que o cânon estava completo na época de Neemias, mais um embuste, pois na época de Neemias não exista os próprio livro de Neemias e de Esdras, tais livros foram escrito por cronistas posteriormente aos dois mencionados.

Como se não bastasse, o mesmo artigo que diz que Santo Agostinho não aceitava os sete livros deuterocânonicos, agora diz que Santo Agostinho influenciou o uso dos mesmos.

Para termina, o autor novamente insinua que os sete livros só foram considerado canônicos no concílio de Trento, recolocarei mais uma vez a Ata do concílio de Roma em 382 D.C, onde diz que todos os (73) livros eram Sagrados e Inspirados por Deus.

"Tratemos agora sobre o que sente a Igreja Católica universal, bem como o que se dever ter como Sagradas Escrituras: um livro do Gênese, um livro do Êxodo, um livro do Levítico, um livro dos números, um livro do Deuteronômio; um livro de Josué, um livro dos Juízes, um livro de Rute; quatro livros dos Reis, dois dos Paralipômenos; um livro do Saltério; três livros de Salomão: um dos Provérbios, um do Eclesiastes e um do Cântico dos Cânticos; outros: um da Sabedoria, um do Eclesiástico. Um de Isaías, um de Jeremias com um de Baruc e mais suas Lamentações, um de Ezequiel, um de Daniel; um de Joel, um de Abdias, um de Oséias, um de Amós, um de Miquéias, um de Jonas, um de Naum, um de Habacuc, um de Sofonias, um de Ageu, um de Zacarias, um de Malaquias. Um de Jó, um de Tobias, um de Judite, um de Ester, dois de Esdras, dois dos Macabeus. Um evangelho segundo Mateus, um segundo Marcos, um segundo Lucas, um segundo João. [Epístolas:] a dos Romanos, uma; a dos Coríntios, duas; a dos Efésios, uma; a dos Tessalonicenses, duas; a dos Gálatas, uma; a dos Filipenses, uma; a dos Colossences, uma; a Timóteo, duas; a Tito, uma; a Filemon, uma; aos Hebreus, uma. Apocalipse de João apóstolo; um, Atos dos Apóstolos, um. [Outras epístolas:] de Pedro apóstolo, duas; de Tiago apóstolo, uma; de João apóstolo, uma; do outro João presbítero, duas; de Judas, o zelota, uma”. (Catálogo dos livros sagrados, composto durante o pontificado de São Dâmaso [366-384], no Concílio de Roma de 382)

Mentiras em cima de mentiras, essa é a saga protestante, e olha que esse pastor Airton já é um senhor de idade, ele deveria estar dando exemplos para os mais novos, pelo visto, nós que somos mais novos que ele, temos que fazer esse papel.

Lamentável.           

Pastor Airton diz:

“Que os livros apócrifos, seja qual for o valor devocional ou eclesiástico que tiverem, não são canônicos, comprova-se pelos seguintes fatos:”

1. A comunidade judaica jamais os aceitou como canônicos.

Refutação:

Mentira! Como vimos, até uma festa no calendário religioso foi institucionalizada através dos livros dos Macabeus, a chamada FESTA da Dedicação.  

2. Não foram aceitos por Jesus, nem pelos autores do Novo Testamento.

Refutação:

Eu desafio esse pastor a me mostra um relato Bíblico onde Jesus e os Apostolo dizem que tais livros não são inspirador por Deus, no mais, sugiro ao pastor a ler o artigo (300 citações dos deuterocânonicos no NT) onde mostramos que existem mais de 300 citações dos sete livros no (NT), o mesmo não ocorre com Esther, Cânticos, Eclesiástico etc. Parece que eles (protestante) que decidem quais os livros que Jesus Cristo e os Apóstolos deveriam usar, durma com um barulho desses.

300 citações (7 livros no NT)

http://macabeus.no.comunidades.net/index.php?pagina=1622826863_06

3. A maior parte dos primeiros grandes pais da igreja rejeitou sua Canonicidade.

Refutação:

Como vimos ao longo da refutação, só os amigos imaginários protestantes que rejeitaram tais livros, e esses amigos, não eram padres da Igreja com certeza.

4. Nenhum concilio da igreja os considerou canônicos senão no final do século IV.

Refutação:

Mais uma vez o artigo afirmando algo que não pode provar, pois como eu já mostrei, os concílios de Roma, Hipona e Cartago, todos catalogaram os sete livros como canônicos (Vide a primeira refutação).  

5. Jerônimo, o grande especialista bíblico e tradutor da Vulgata, rejeitou fortemente os livros apócrifos.

Refutação:

Com certeza ele rejeitou os Apócrifos, assim como toda a Igreja, porém, os sete livros não foram catalogados como Apócrifos, ele rejeitou tanto os deuterocânonicos que até usou-os em suas obras citando como Escrituras Sagradas. 

“Como nas boas obras é Deus quem lhes traz a perfeição, pois não é do que quer, nem do que corre, mas de Deus que se compadece e dá-nos ajuda para que possamos ser capazes de alcançar a meta: então em coisas ímpias e pecadoras, as sementes dentro de nós dão o impulso, e estes são trazidos à maturidade pelo demônio. Quando ele vê que estamos construindo sobre o fundamento de Cristo com feno, madeira, palha, então ele se aplica no jogo. Vamos, então, construir com ouro, prata, pedras preciosas, e ele não vai se aventurar a tentar-nos: apesar de mesmo assim não há certeza e posse segura. Pois o leão espreita a emboscada para matar os inocentes. ‘ Os vasos do oleiro são provados pela fornalha, e os homens justos, pelo julgamento da tribulação’ (Ecleciástico 27, 5). E em outro lugar está escrito: ‘Meu filho, quando tu vires a servir ao Senhor, prepara-te para a tentação.’ (Eclesiástico 2, 1) Novamente, o mesmo Tiago diz: ‘Sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante a um homem que contempla seu rosto natural no espelho, pois ele contempla a si mesmo, e vai embora, e logo se esquece que tipo de homem ele era’ .(Tiago 3, 22).  Seria inútil avisá-los para adicionar obras a fé, se não podessem pecar depois do batismo.” (Contra Joviniano, Livro 2, 3)

Como vimos, “Está escrito” é uma frase que ambos os autores das Escrituras, e os Padres da Igreja usam apenas em referência às Escrituras. Jerônimo usa a frase identificando a citação como Escritura. A citação que ele usa vem do livro do Eclesiástico. Assim, Eclesiástico é Escritura. Ele então cita Tiago alternadamente apenas como uma outra Escritura, do mesmo nível de autoridade do Eclesiástico.

“No entanto, o Espírito Santo no trigésimo nono Salmo, enquanto lamentando que todo homem anda numa vã aparência, e que eles estão sujeitos aos pecados, fala assim: ‘Porque todo homem anda à imagem’ (Salmo 39, 6). Também após o tempo de Davi, no reinado de seu filho Salomão, lemos uma referência um tanto similar à semelhança divina. Pois no livro da Sabedoria, que está inscrito com o nome dele, Salomão diz:. ‘Deus criou o homem para ser imortal, e o fez ser uma imagem de sua própria eternidade.’ (Sabedoria 2, 23) e mais uma vez, cerca de mil cento e onze anos depois, lemos no Novo Testamento que os homens não perderam a imagem de Deus. Pois Tiago, um apóstolo e irmão do Senhor, que eu mencionei acima - que não podemos ser enredado nas armadilhas de Orígenes - nos ensina que o homem possui a imagem e semelhança de Deus. Pois, depois de um breve discurso sobre  a língua humana, ele passou a dizer dela: ‘É um mal incontrolável ... Com ela bendizemos a Deus, o Pai e com ela amaldiçoamos os homens, que são feitos à semelhança de Deus.’ (Tiago 3, 8-9) Paulo, também, o ‘vaso escolhido’ (Atos 9, 15), que em sua pregação foi totalmente mantida a doutrina do evangelho, nos instrui que o homem é feito à imagem e à semelhança de Deus. ‘Um homem’, diz ele, ‘não devem usar cabelos longos, porquanto ele é a imagem e glória de Deus.’ (I Cor. 11, 7). Ele fala da ‘imagem simplesmente’, mas explica a natureza da semelhança com a palavra ‘glória’. Em vez de três provas da Sagrada Escritura que você disse que iria satisfazê-lo se eu pudesse dá-las, eis que eu te dei sete ...”  (Carta LI, 6-7).

Aqui em um contexto mais amplo falando de como somos feitos à imagem de Deus,  prova uma doutrina e usa especificamente o Livro da Sabedoria para estabelecer isso. São Jerônimo não faz distinções entre os outros livros bíblicos que ele usa para falar sobre a doutrina e o Livro da Sabedoria. Pra ele o livro foi uma das sete provas das Escrituras para estabelecer o significado da imagem de Deus.

Que falta faz perde algum tempo estudando a patristíca! Temos outros exemplos, mas esses já bastam. Daqui, alguns meses, cairá nas mãos protestantes uma verdadeira bomba sobre os deuterocânonicos.     

6. Muitos estudiosos católicos romanos, ainda ao longo da Reforma, rejeitaram os livros apócrifos.

Refutação:

Só no fantástico mundo protestante isso aconteceu, aqui no planeta terra, ninguém ficou sabendo desses fatos. 

7. Nenhuma igreja ortodoxa grega, anglicana ou protestante, até a premente data, reconheceu os apócrifos como inspirados e canônicos, no sentido integral dessas palavras. À vista desses fatos importantíssimos, torna-se absolutamente necessário que os cristãos de hoje jamais usem os livros apócrifos como se foram Palavra de Deus, nem os citem em apoio autorizado a qualquer doutrina cristã.

Refutação:

Queria que esse pastor falasse isso na cara de um membro da Igreja ortodoxa Grega, ou simplesmente, ele (pastor Airton) poderia nos trazer algum documento da Igreja Ortodoxa Grega onde o seu patriarca diz que não aceita os sete livros, cara isso já virou piada.

Apresento a esse pastor um blog de um amigo meu, membro da Igreja Ortodoxa Grega, entre no artigo sobre cânon Bíblico e veja se eles não aceitam os deterocânonicos?

Link: O Cânon das Sagradas Escrituras dentro da Cristandade

Quanto à Igreja protestante, é evidente que elas (50 milhões de seitas) não aceitam tais livros, aliás, nem sei como aceitam o resto do que sobrou em suas Bíblias, pois se seguir corretamente a Bíblia Sagrada, esses protestantes entram em um surto psicótico.   

Pastor Airton diz:

”Com efeito, quando examinados segundo os critérios elevados de canonicidade, estabelecidos e discutidos no capítulo 6, verificamos que aos livros apócrifos falta o seguinte:”

1.Os apócrifos não reivindicam ser proféticos.

Refutação:

Primeiro que Apócrifo é a mente protestante, mas sobre ser profético ou não, me diga quando se cumpriu essa profecia do livro de Sabedoria?

“12. Cerquemos o justo, porque ele nos incomoda; é contrário às nossas ações; ele nos censura por violar a lei e nos acusa de contrariar a nossa educação. 13. Ele se gaba de conhecer a Deus, e se chama a si mesmo filho do Senhor! 14. Sua existência é uma censura às nossas idéias; basta sua vista para nos importunar. 15. Sua vida, com efeito, não se parece com as outras, e os seus caminhos são muito diferentes. 16. Ele nos tem por uma moeda de mau quilate, e afasta-se de nosso caminhos como de manchas. Julga feliz a morte do justo, e gloria-se de ter Deus por pai. 17. Vejamos, pois, se suas palavras são verdadeiras, e experimentemos o que acontecerá quando da sua morte, 18. porque, se o justo é filho de Deus, Deus o defenderá, e o tirará das mãos dos seus adversários. 19. Provemo-lo por ultrajes e torturas, a fim de conhecer a sua doçura e estarmos cientes de sua paciência. 20. Condenemo-lo a uma morte infame. Porque, conforme ele, Deus deve intervir” (Sabedoria capítulo 2)

Gostaria que pastor me mostrasse uma profecia a respeito de Jesus Cristo que seja parecida com essa existente no livro de Sabedoria; que existe profecias ninguém duvida, porém, essa profecia, nos mostra a visão total que os Fariseus teriam de Jesus Cristo até a sua Crucificação.

Falando ainda sobre os sete livros não reivindicarem a si mesmo como sendo profético, o pastor poderia nos mostrar onde os livros de Esther, Rute, Crônicas reivindicam a si como sendo proféticos. 

2.Não detêm a autoridade de Deus.

Refutação:

Sim, nesse caso, Deus seria os próprios pastores protestantes que tiram e colocam livros na Bíblia Sagrada ao seu bel prazer.

3.Contêm erros históricos (v. Tobias 1.3-5 e 14.11) e graves heresias teológicas, como a oração pelos mortos (2Macabeus 12.45[46]; 4).

Refutação:

Segundo quem as orações pelos mortos são heresias? O pastor poderia nos mostra qualquer outro escrito Apostólico, aliás, pode ser até um Apócrifo do primeiro século onde um Apostolo diz que rezar pela Alma de quem já faleceu é heresia.

Sobre os supostos erros históricos, o pastor poderia decidir qual dos quatro Evangelhos ele irá retirar de seu cânon, o de João onde diz que a expulsão dos vendilhões do templo ocorreu depois das Bodas da Cana (início do ministério de Jesus Cristo), ou Mateus, Marcos e Lucas que mencionam o mesmo fato como tendo ocorrido no domingo de Ramos (final do ministério de Jesus Cristo).

Se erros históricos determinam inspiração de livros, o amigo pastor tem mais um grande abacaxi para descascar, se eu colocar aqui, todos os erros históricos e cronológicos dos livros contidos no cânon protestante, ele irá ficar sem nenhum livro em seu cânon.       

“4. Embora seu conteúdo tenha algum valor para a edificação nos momentos devocionais, na maior parte se trata de texto repetitivo; são textos que já se encontram nos livros canônicos”

Refutação:

Mais uma contradição, se os conteúdos de tais livros estão de acordo com os outros livros Bíblicos, por que foram retirados?

“5. Há evidente ausência de profecia, o que não ocorre nos livros canônicos. Os apócrifos nada acrescentam ao nosso conhecimento das verdades messiânicas”

Refutação:

Vide que Jesus Cristo se utilizou de um livro Deuterocânonico para suas pregações.   

“4. Como diante dos seus olhos mostrastes vossa santidade em nós, assim também, à nossa vista, *sereis glorificado neles*” (Eclesiásticos capítulo 36)

“9. Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10. Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu.*Neles sou glorificado*” (João capítulo 17)

Não multipliquei vossas palavras:

“15. Na companhia dos anciãos, não sejas falador,*não multipliques as palavras* em tua oração” (Eclesiástico capítulo 7)

“7. Nas vossas orações, *não multipliqueis as palavras*, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras” (Mateus capítulo 6)

Oração do Pai nosso:

“2.*Perdoa ao teu próximo o mal que te fez*, e *teus pecados serão perdoados quando o pedires*” (Eclesiástico capítulo 28)

“12.*perdoai-nos as nossas ofensas*, *assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam*” (Mateus capítulo 6)

Se há falta de conhecimento messiânico nos sete livros, para esse pastor Jesus Cristo não era o Messias, com certeza.

Sobre a ausência de profetas, isso só existi no mundo virtual protestante, Jesus Cristo e os Apóstolos desconheciam esse fato.

7. O povo de Deus, a quem os apócrifos teriam sido originariamente apresentados, recusou-os terminantemente.

Refutação:

Qual é o povo de Deus considerado por esse pastor? Aqueles Fariseus que colocaram o Messias na Cruz?

Então bem acompanhados.  

“A comunidade judaica nunca mudou de opinião a respeito dos livros apócrifos. Alguns cristãos têm sido menos rígidos e categóricos; mas, seja qual for o valor que se lhes atribui, fica evidente que a igreja como um todo nunca aceitou os livros apócrifos como Escrituras Sagradas”

Refutação:

Livros Apócrifos realmente nunca foi considerado Escrituras Sagradas, o fato é que os sete livros nunca foram considerados Apócrifos por ninguém. Uma prova disso é que a própria comunidade Judaica citado pelo autor desse artigo, usa Eclesiástico de Sirac como Escrituras Sagradas.

Eclesiástico em Sanhedrin 100b:

“Apesar da oposição de nossos mestres este livro foi retirado.”

Sundberg dá mais provas de que os judeus não estavam resolvidos a respeito do cânon:

Há evidências de um uso continuo dessa literatura apócrifa na literatura rabínica de épocas posteriores. Siraque é citado três vezes no Talmud como escritura. É duas vezes citado com a fórmula introdutória, “pois assim está escrito no livro de Ben Sira”. Ben Sira às vezes também é citado como ‘Escritos’, quando os rabinos estavam provando por textos, por exemplo: ‘Este assunto está escrito tanto no Pentateuco como escrito [...], repetido nos profetas, como escrito[...], mencionado pela terceira vez no Hagiographa, como está escrito, (aqui Eclesiástico 12,15 é citado), isto foi aprendido no Mishná, [...]”. (Grifos nossos)

Em algumas passagens é precedido como (é ensinado), (Bava Metzia 112ª), em outras como diretamente um versículo bíblico, por exemplo: (está escrito no livro de Ben Sira), Bereshit Rabá 91, 3). Assim, mesmo bem depois de Jâmnia no segundo século, o Talmud indica que o livro do Eclesiástico é Escritura.

Se o Talmud ensina que Esclesiastico (um livro deuterocânonico é Escritura), como esse pastor diz que os Judeus não aceitava tais livros? 

Todo esse embuste que não passa de mais um Control V de um dos piores sites protestantes que existem, se encontra nesse link.

Fonte: http://www.idagospel.com/2010/11/livros-apocrifos-saiba-um-pouco-de-sua.html

O meu desafio está lançado, só falta o pastor aceitar. 

Autor: Cris Macabeus.

Colaboração: Rafael Rodrigues do Site Apologista Católicos.

Referencias bibliográficas:

Ata do concílio de Trento sessão IV, realizado em 1545-1563.

Ata do concílio de Roma, realizado em 382.

Ata do concílio de Hipona, realizado em 393.

Ata dos concílios de Cartago, realizados o I em 397 e o II em 419.

Ata do concílio de Florença, realizado em 1438-1445.

História Eclesiástica, Euzébio de Cesáreia escrito no IV século.

Flávio Josefo, resposta a Apía, livro único I século.

Flávio Josefo, história dos Hebreus, livro único I século.         

Flávio Josefo, história das antiguidades I século.

Jerônimo, apologia contra contra Rufino IV século. 

Agostinho, II livro sobre a doutrina Cristã IV século.

Atanásio Epistola (39) IV século.  

Relatório de Julius Africanus, VI século.

Codec Sinaiticus IV século.

Bíblia de Gutenberg século XV.

Livro o Pastor de Hermas, II século. 

Cuidados devidos aos mortos, Santo Agostinho IV século.

Prefácio de Lutero em sua tradução da Bíblia Sagrada (Epistola de Tiago).

Prefácio de Lutero em sua tradução da Bíblia Sagrada (Apocalipse).

Talmud Judaico.

Jerônimo contra Joviniano I e II livros, século IV.

Jerônimo carta LI, século IV