As mentiras do Apocalipse Protestante! 

Daniel Capítulo VII.

Daniel Capítulo VII.

Naqueles dias, Daniel teve um sonho profético, revelando um pouco mais sobre o sonho de Nabucodonosor narrado no segundo capítulo de seu livro, nesse sonho, o Profeta contemplou a visão de quatro reinos figurados simbolicamente por quatro animais.

Vamos ao sonho:

“1. No primeiro ano do reinado de Baltazar, rei de Babilônia, Daniel, estando em seu leito, teve um sonho e visões surgiram em seu espírito. Consignou por escrito esse sonho e a substância dos fatos. 2. Assim se manifestou: Via, no transcurso de minha visão noturna, os quatro ventos do céu precipitarem-se sobre o Grande Mar (Daniel capítulo 7)

Bem, o (grande mar) trata-se do mar mediterrâneo no qual separava Jerusalém do mundo pagão, observem que São João diz no Apocalipse exatamente isso:

Mar se tratava das nações, povos e línguas fora de Israel.

“15. O anjo me disse: As águas que viste, à beira das quais a Prostituta se assenta, são povos e multidões, nações e línguas (Apocalipse capítulo 17)

Os dois textos possuem o mesmo sentido teológico, tanto no Apocalipse quanto em Daniel, o mar mediterrâneo era citado como ponto estratégico dos grandes impérios, pois dominar o mar mediterrâneo era ter o domínio das rotas marítimas daquela região, sendo assim, o grande mar era a principal porta de entrada dos povos pagãos dentro de Israel.

Continuando o sonho, Daniel diz que desse mar surgia quatro animais diferentes, ou seja, quatro reinos que estrategicamente possuía o domínio sobre o mar mediterrâneo.

“3. Surgiram das águas quatro grandes animais, diferentes uns dos outros” (Daniel capítulo 7)

Então se inicia a revelação sobre esses animais, ou melhor, esses quatros reinos.

”4. O primeiro parecia-se com um leão, mas tinha asas de águia. Enquanto o olhava, suas asas foram-lhe arrancadas, foi levantado da terra e erguido sobre seus pés como um homem, e um coração humano lhe foi dado (Daniel capítulo 7)

Leão: Babilônia. 

O primeiro império era exatamente o império Babilônico, simbolizado por um Leão, o Profeta se utiliza dessa figuração para identificar o próprio rei da Babilônia, o Leão é símbolo de rei dos reis, exatamente como Daniel se refere à Nabucodonosor.

“37. Senhor: tu que és o rei dos reis, a quem o Deus dos céus deu realeza, poder, força e glória; 38. a quem ele deu o domínio, onde quer que habitem, sobre os homens, os animais terrestres e os pássaros do céu, tu és a cabeça de ouro” (Daniel capítulo 2)          

As asas de águia simbolizavam o início histórico do império Babilônico com Nemrod (o grande caçador) primeiro homem poderoso na terra. A águia é a grande caçadora assim como no livro de Jó.

“25. Os dias de minha vida são mais rápidos do que um corcel, fogem sem ter visto a felicidade 26. passam como as barcas de junco, como a águia que se precipita sobre a presa (Jó capítulo 9)

Então Nemrod se torna o símbolo da Babilônia, o grande caçador, assim como uma águia.   

“8. Cus gerou Nemrod, que foi o primeiro homem poderoso da terra. 9. Ele foi um grande caçador diante do Senhor. Donde a expressão: Como Nemrod, grande caçador diante do Eterno.10. Ele estabeleceu o seu reino primeiramente em Babilônia, Arac, Acad e em Calane, na terra de Senaar” (Gêneses capítulo 10)  

A queda dessas asas, simbolizava a queda do império Babilônico, o coração humano, significa que o rei da Babilônia que auto se glorificava como um deus aceitou a sua condição humana dando glória ao Criador.

Observem o texto referente ao segundo sonho de Nabucodonosor:

“25. Tudo isso aconteceu ao rei Nabucodonosor. 26. Doze meses mais tarde, o rei, passeando (nos terraços) do palácio real, 27. fazia esta reflexão: eis aí verdadeiramente a grande Babilônia, que construí para fazer dela uma mansão real por meu poder soberano, e para servir à glória de minha majestade!” (Daniel capítulo 4) 

Início da queda Babilônica:

“28. Falava ainda, quando uma voz baixou do céu: anunciam a ti, rei Nabucodonosor, que teu reino te foi arrebatado (Daniel capítulo 4)

Coração humano do rei da Babilônia:

“34. Agora, eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico o rei do céu, cujas obras são todas justas e cujos caminhos são retos, e que tem o poder de humilhar aqueles que procedem com orgulho” (Daniel capítulo 4)

Continuando o sonho de Daniel, ele observa um segundo animal.

”5. Apareceu em seguida outro animal semelhante a um urso; erguia-se sobre um lado e tinha à boca, entre seus dentes, três costelas. Diziam-lhe: Vamos! Devora bastante carne!” (Daniel capítulo 7)

Urso: Império Medos e Persas. 

Bem, não há muita dificuldade na interpretação desse texto, seguindo a mesma interpretação do segundo capítulo, o império posterior ao da Babilônia era o império Medos e Persas, primeiramente com o domino dos Medos e depois com a anexação dos dois impérios se tornando Medos e Persas.      

As três costelas na boca simbolizavam as terras conquistadas: Lídia (547 a.C.), Babilônia (539 a.C.) e Egito (525 a.C.).

Chega então a revelação do terceiro animal.

“6. Depois disso, vi um terceiro animal, idêntico a uma pantera, que tinha nas costas quatro asas de pássaro; tinha ele também quatro cabeças. O império lhe foi atribuído” (Daniel capítulo 7)

Pantera: Império Grego. (Alexandre Magno)

Simbolizado por uma pantera, Alexandre Magno, conquistou rapidamente todos os territórios que estavam sob domínio Medos e Persas, anexando-os ao seu império; Alexandre Magno foi o maior império da história das antiguidades, porém, Alexandre Magno morreu aos 33 anos com uma grave enfermidade, seu império foi dividido entre parentes e generais, esse é o simbolismo das quatro asas e das quatro cabeças, seu império foi dividido em quatro reinos.

Alexandre, o Grande, morreu, depois de vencer os persas e tratar Jerusalém do modo como falamos. Seu império foi dividido entre os chefes de seu exército: Antígono recebeu a Ásia; Seleuco, a Babilônia e as nações vizinhas; Lisímaco, o Helesponto; Cassandro, a Macedônia e Tolomeu, filho de Lago, o Egito.Houve divergências entre eles com relação ao governo, as quais causaram sangrentas e longas guerras, desolação em várias cidades e a morte de um grande número de pessoas." (Flavio Josefo História das antiguidades, Livro 12 capítulo 1)

Ásia e Babilônia formaram um só Reino após Seleuco vencer Antigono na famosa batalha de Issus (300 A.C), ou seja, o Reino Selêucidas.

Lisímaco: Continua governando o ponto da Tracía, (Sudoeste da Europa, banhado pelo Mar Negro, Mar Mámara e Mar Egeu)

Cassandro: Governa a Macedônia e a Grécia.

Ptolomeu: Governa Egito, Fenícia e a Palestina.

Assim se formam os quatros grandes reinos profetizados por Daniel após a queda (Morte) de Alexandre Magno. Os reinos ficaram conhecidos como:

1º) Ptolomeu Egito

2º) Lisímaco.

3º) Cassandro Macedônio. 

4º) Selêucidas.    

Dessa forma se conclui a interpretação do terceiro animal.

O grande problema protestante está na deturpação profética do quarto animal, pois todas as profecias existem um sentido cronológico dos fatos históricos, sendo assim, se o primeiro animal era o império Babilônico, o segundo império Medos e Persas e o terceiro o império Grego, o quarto animal só poderia ser um império posterior ao império Grego, ou seja, um império que surgiu logo após a morte de Alexandre Magno.

Nesse caso especifico entra a maldade protestante, eles passam por cima do império Selêucidas, por cima do tirano Antioco Epifantes e por cima do império Romano, ou seja, eles retiram todos esses fatos do contexto histórico, enganado seus fieis e fazendo-os acreditarem que Daniel estava profetizando algo contra a Igreja Católica.

O que eu farei agora é mostrar exatamente o era esse quarto animal, qual foi o império que surgiu depois da morte de Alexandre Magno; farei isso usando textos Bíblicos e Históricos interpretando-os corretamente e derrubando todas as maluquices protestantes. (principalmente aos adventistas do 7º dia)

Observem o texto de Daniel:

”7. Finalmente, como eu contemplasse essas visões noturnas, vi um quarto animal, medonho, pavoroso e de uma força excepcional. Possuía enormes dentes de ferro; devorava, depois triturava e pisava aos pés o que sobrava. Ao contrário dos animais precedentes, ostentava dez chifres (Daniel capítulo 7)

A primeira característica desse quarto animal são os seus dez chifres, ou seja, dez poderem, lembrando que chifres significam reis e reinos, já possuímos os quatro primeiros reis e reinos após Alexandre Magno, são eles:

1º) Ptolomeu Egito

2º) Lisímaco.

3º) Cassandro Macedônio. 

4º) Selêucidas.

Algumas décadas após a divisão do reino de Alexandre Magno, o império Selêucidas com (Antioco Epifanes) domina os outros três Reinos (Ptolomeu, Lisímaco e Cassandro). Fatos ocorridos na era dos Macabeus.

Sendo os quatro primeiros reinos (chifres) os reinos da divisão de Alexandre Magno e um de seus reinos (Selêucidas) dominando os outros três reinos, consequentemente os outros seis (chifres) que faltam, eram os seis reis que se levantaram no império (Selêucidas) até o momento do seu domínio sobre os demais reinos com (Antioco Epifanes).

Observem:

Seleuco foi o primeiro rei do império Selêucidas, depois dele vieram:

2º)  Antíoco I Sóter I (281 a.C. 261 a.C.).

3º)  Antíoco II Teo (261 a.C. 246 a.C.).

4º)  Seleuco II Calínico (246 a.C. 225 a.C.).

5º)  Seleuco III Sóter II (225 a.C. 223 a.C.).

6º)  Antíoco III Megal (223 a.C. 187 a.C. O Grande).

7º)  Seleuco IV Filopáter I (187 a.C. 175 a.C.).

Assim formaram-se os dez chifres posteriores ao império Grego de Alexandre Magno, quatro reinos da divisão do império e os seis reis Selêucidas até a dominação sobre os outros três reinos.

1º) Ptolomeu.

2º) Cassandro.

3º) Lisiamo.

4º) Seleuco. I Nicator I (305 a.C. 281 a.C.). Primeiro Imperador dos Selêucidas.

5º)  Antíoco I Sóter I (281 a.C. 261 a.C.).

6º)  Antíoco II Teo (261 a.C. 246 a.C.).

7º)  Seleuco II Calínico (246 a.C. 225 a.C.).

8º)  Seleuco III Sóter II (225 a.C. 223 a.C.).

9º)  Antíoco III Megal (223 a.C. 187 a.C. O Grande).

10º)  Seleuco IV Filopáter I (187 a.C. 175 a.C.).

Esse é o momento em que Daniel profetiza o domínio do império (Selêucidas) sobre os outros três impérios, (Ptolomeu, Cassandro e Lisiamo), observem o texto:

”8. Como estivesse ocupado em observar esses chifres, eis que surgiu, entre eles outro chifre menor, e três dos primeiros foram arrancados para dar-lhe lugar. Este chifre tinha olhos idênticos aos olhos humanos e uma boca que proferia palavras arrogantes” (Daniel capítulo 7)

Lendo o texto, percebemos que Daniel revelar o nascimento de um chifre menor e posterior aos outros dez cifres, sendo assim, esse chifre menor arrancaria os três primeiros chifres (Ptolomeu, Cassandro e Lisiamo), ou seja, um desses quatro impérios nascidos da divisão de Alexandre Magno dominaria os outros três impérios; seguindo a cronologia histórica, podemos concluir que o império Selêucidas apoderou-se dos outros três impérios no reinado de (Antioco Epifanes) que subiu ao trono depois de Seleuco IV (o décimo rei).          

Biografia: (Antioco Epifanes).

Filho de Antioco Magno III, da dinastia Selêucidas (Um dos quatros Reinos), foi levado para Roma após a Batalha na Magnésia (189 A.C), voltou de Roma e toma o trono do império Selêucidas, vence Ptolomeu VI que governava o Egito, assim concentra suas ação em helenizar os Judeus dentro de Jerusalém.

Fatos narrados nos livros dos Macabeus:        

“8. Alexandre havia reinado doze anos ao morrer. 9. Seus familiares receberam cada qual seu próprio reino. 10. Puseram todos o diadema depois de sua morte, e, após eles, seus filhos durante muitos anos; e males em quantidade multiplicaram-se sobre a terra. 11. Desses reis originou-se uma raiz de pecado: Antíoco Epífanes, filho do rei Antíoco, que havia estado em Roma, como refém, e que reinou no ano cento e trinta e sete do reino dos gregos” (I Macabeus capítulo 1)

Flavio Josefo também narra à tirania de Antioco Epifanes.

Os quatro chifres pequenos nascidos desse grande chifre e que se dirigiam para as quatro partes do mundo representavam aqueles que depois da morte desse soberano (Alexandre Magno) dividiriam entre si esse grande império, embora não fossem nem seus filhos nem seus descendentes. Eles reinariam durante vários anos, e de sua posteridade viria um rei que faria guerra aos judeus, aboliria todas as suas leis e toda a forma de sua república, saquearia o Templo e durante três anos proibiria que ali se oferecessem sacrifícios. Isso tudo aconteceu sob o reinado de Antíoco Epifânio (Flavio Josefo, História das Antiguidades, livro 11 capítulo 12)

Antioco Epifanes volta para Síria, conquista o Egito e Jerusalém e ainda possuía certa aliança com a Grécia e Macedônia, pacto já existente desde os tempos de seu pai Antioco III o Grande; assim Atioco Epifanes torna-se o pequeno chifre Selêucidas que arrancou os outros três primeiros chifres.       

“9. Continuei a olhar, até o momento em que foram colocados os tronos e um ancião chegou e se sentou. Brancas como a neve eram suas vestes, e tal como a pura lã era sua cabeleira; seu trono era feito de chamas, com rodas de fogo ardente 10. Saído de diante dele, corria um rio de fogo. Milhares e milhares o serviam, dezenas de milhares o assistiam! O tribunal deu audiência e os livros foram abertos. 11. Olhei então, devido à balbúrdia causada pelos discursos arrogantes do chifre, olhei até o momento em que o animal foi morto, seu corpo subjugado e a fera jogada ao fogo(Daniel capítulo 7)

Nesse momento, o profeta Daniel trata (Antioco Epifanes) como à fera (Besta) daquela situação, Antioco Epifanes perseguiu o povo de Deus e destruiu o santuário, ele foi julgado e condenado ao fogo do inferno segundo o livro da vida onde estão anotadas todas as ações humanas; assim se cumpriu o que fora profetizado pelo Profeta Daniel a respeito de Antioco Epifanes.

Fatos narrados no livro dos Macabeus:

“1. Por essa mesma ocasião, voltava Antíoco da Pérsia, coberto de vergonha...5. Mas o Senhor Deus de Israel, que tudo vê, feriu-o com um mal implacável e misterioso. Mal acabara de pronunciar essas palavras, aconteceu que ele foi assaltado por atrozes dores nas entranhas e agudos tormentos no interior;...6. e era muito justo, pois ele mesmo havia rasgado as entranhas aos outros por inauditos tormentos!...8. O homem que, pouco antes, julgando-se acima da natureza humana, pensava poder dominar as frotas do mar e pesar as montanhas nos pratos de sua balança, ei-lo agora estendido sobre a terra, em seguida levado numa liteira, provando assim aos olhos de todos a manifesta potência de Deus...9. Chegou a tal ponto que o corpo vivo do ímpio fervilhava de vermes e as carnes se soltavam em pedaços entre atrozes dores: o mau cheiro da podridão, que enchia o ar, empestava todo o campo...28. Assim esse carrasco e blasfemador pereceu miseravelmente, distante, nas montanhas, em meio àqueles sofrimentos que ele mesmo havia infligido aos outros” (II Macabeus capítulo 9)

Assim cumpriu-se o destino de Antioco Epifanes, exatamente como Daniel profetizou.    

”12. Quanto aos outros animais, o domínio lhes foi igualmente retirado, mas a duração de sua vida foi fixada até um tempo e uma data” (Daniel capítulo 7)

Com a queda de Antioco Epifanes e o império Selêucidas, caíram os outros três reinos dominados por Antioco Epifanes, Roma estava expandindo o seu domino territorial e Jerusalém ficou por responsabilidade dos Macabeus.

Em meio de sua visão, o profeta novamente recebe a revelação do Reino Messiânico.                

”13. Olhando sempre a visão noturna, vi um ser, semelhante ao filho do homem, vir sobre as nuvens do céu: dirigiu-se para o lado do ancião, diante de quem foi conduzido 14. A ele foram dados império, glória e realeza, e todos os povos, todas as nações e os povos de todas as línguas serviram-no. Seu domínio será eterno; nunca cessará e o seu reino jamais será destruído. 15. Quanto a mim, Daniel, senti minha alma desfalecer dentro de mim, e fiquei perturbado por essas visões de meu espírito” (Daniel capítulo 7)

Daniel se depara com a visão do Filho do Homem (Jesus Cristo), sua glória e realeza, não deixando esquecer de seu Reino Milenar e Eterno

“16. Aproximando-me de um dos assistentes, perguntei-lhe sobre a realidade de tudo isso. Respondeu-me dando a explicação seguinte: 17. Esses grandes animais, (disse), em número de quatro, são quatro reis que se levantarão da terra. 18. Mas os santos do Altíssimo receberão a realeza e a conservarão por toda a eternidade (Daniel capítulo 7)

Terminando a explicação celestial do Reino Messiânico é revelado à Daniel que os Santos de Deus receberão o seu Reino e Realeza, essa foi a visão celestial que Daniel teve à respeito da Igreja.

Continuando a visão, o Profeta quer saber mais sobre o quarto animal e os dez chifres. 

“19. Quis então saber exatamente o que representava o quarto animal, diferente dos demais, pavoroso em extremo, cujos dentes eram de ferro e as garras de bronze, que devorava, depois triturava e calcava aos pés o que sobrava. 20. Quis ser informado sobre os dez chifres que tinha na cabeça, bem como a respeito desse outro chifre que havia surgido e diante do qual três chifres haviam caído, esse chifre que tinha olhos e uma boca que proferia palavras arrogantes, e parecia maior do que os outros” (Daniel capítulo 7)

Bem, a profecia começa a girar em torno desse pequeno chifre (Antioco Epifanes) que proferia palavras arrogantes e queria se tornar maior do que os outros dez chifres. Fatos narrados no livro dos Macabeus mediante a sua morte.

“10. Aquele que até há pouco tempo sonhava tocar os astros do céu, agora ninguém podia suportá-lo por causa do mau cheiro que dele saía!...28. Assim esse carrasco e blasfemador pereceu miseravelmente, distante, nas montanhas, em meio àqueles sofrimentos que ele mesmo havia infligido aos outros” (II Macabeus capítulo 9)

Os fatos narrados a respeito da morte de Antioco Epifanes, também foram profetizados por Daniel, observem como tudo ocorreu exatamente como fora profetizado.  

“21. Tinha visto esse chifre fazer guerra aos santos e levar-lhes vantagem, até o momento em que veio o ancião, 22. Quando foi feita justiça aos santos do Altíssimo e quando lhes chegou a hora de obterem a realeza (Daniel capítulo 7)

Novamente o Profeta volta a relatar o fato de (Antioco Epifanes) ter dominado Israel, porém, Deus levanta a família dos Macabeus para estabelecer a paz e defender as Leis Divinas em Israel.

Guerra de Antioco Epifanes aos Santos:

“20. Após ter derrotado o Egito, pelo ano cento e quarenta e três, regressou Antíoco e atacou Israel, subindo a Jerusalém com um forte exército. 21. Penetrou cheio de orgulho no santuário, tomou o altar de ouro, o candelabro das luzes com todos os seus pertences, 22. a mesa da proposição, os vasos, as alfaias, os turíbulos de ouro, o véu, as coroas, os ornamentos de ouro da fachada, e arrancou as embutiduras. 23. Tomou a prata, o ouro, os vasos preciosos e os tesouros ocultos que encontrou. 24. Arrebatando tudo consigo, regressou à sua terra, após massacrar muitos judeus e pronunciar palavras injuriosas 25. Foi isso um motivo de desolação em extremo para todo o Israel (I Macabeus capítulo 1)

“45. suspendessem os holocaustos, os sacrifícios e as libações no templo, violassem os sábados e as festas, 46. profanassem o santuário e os santos, 47. erigissem altares, templos e ídolos, sacrificassem porcos e animais imundos, 48. deixassem seus filhos incircuncidados e maculassem suas almas com toda sorte de impurezas e abominações, de maneira 49. a obrigarem-nos a esquecer a lei e a transgredir as prescrições. 50. Todo aquele que não obedecesse à ordem do rei seria morto (I Macabeus capítulo 1)

A revolta dos Macabeus e a realeza dos Santos:

“19. Matatias respondeu-lhes: Ainda mesmo que todas as nações que se acham no reino do rei o escutassem, de modo que todos renegassem a fé de seus pais e aquiescessem às suas ordens, 20. eu, meus filhos e meus irmãos, perseveraremos na Aliança concluída por nossos antepassados. 21. Que Deus nos preserve de abandonar a lei e os mandamentos!” (I Macabeus capítulo 2)

Assim se cumpriu à guerra que Antioco Epifantes fez aos Santos e a realeza dos Santos contra Antioco Epifanes, concretizando-se com a revolta de Judas Macabeus, a retomada do Templo e a morte de Antioco Epifanes.  

Ainda falando sobre o quarto animal, fora revelado a Daniel outra explicação sobre o mesmo.

”23. Ele me respondeu: o quarto animal é um quarto reino terrestre, diferente de todos os demais, que devorará, calcará e aniquilará o mundo. 24. Os dez chifres indicam dez reis levantando-se nesse reino. Mas depois deles surgirá outro, diferente, que destronará três. 25. Proferirá insultos contra o Altíssimo, e formará o projeto de mudar os tempos e a lei; e os santos serão entregues ao seu poder durante um tempo, tempos e metade de um tempo” (Daniel capítulo 7)

Como vimos nas explicações acima, os dez chifres correspondem aos quatros reinos levantados após a morte de Alexandre Magno, somando os seis reis Selêucidas até o reinado de Antioco Epifanes que dominou os outros três reinos.      

O chifre diferente que surgiria dentro de um desses reinos era o próprio Antioco Epifanes, que além de ter invadido Israel, blasfemava contra Deus e se colocava acima do criador. Porém, fora revelado uma nova informação a Daniel, segundo essa revelação, o chifre pequeno e diferente, iria formar um projeto para mudar o Tempo e a Lei dentro de Israel.

Prestem atenção como essa revelação se cumpriu exatamente na era dos Macabeus.

“44. Por intermédio de mensageiros, o rei enviou, a Jerusalém e às cidades de Judá, cartas prescrevendo que aceitassem os costumes dos outros povos da terra, 45. suspendessem os holocaustos, os sacrifícios e as libações no templo, violassem os sábados e as festas (I Macabeus capítulo 1)        

“6. Não se permitia mais a observância do sábado, a celebração das antigas festas, nem mesmo confessar-se judeu. 7. Em cada mês, no dia natalício do rei, realizava-se um sacrifício; os judeus eram odiosamente forçados a tomar parte no banquete ritual e, por ocasião das festas em honra de Dionísio, deviam forçosamente acompanhar o cortejo de Baco, coroados com hera” (II Macabeus capítulo 6)

Realmente com um pouco de estudo e força de vontade, não é difícil a interpretação das profecias de Daniel.

Vamos passar agora para última parte das profecias.  

”26. Mas realizar-se-á o julgamento e lhe será arrancado seu domínio, para destruí-lo e suprimi-lo definitivamente. 27. A realeza, o império e a suserania de todos os reinos situados sob os céus serão devolvidos ao povo dos santos do Altíssimo, cujo reino é eterno e a quem todas as soberanias renderão seu tributo de obediência. 28. Aqui terminou o discurso (a mim dirigido). Quanto a mim, Daniel, meus pensamentos transtornaram-me a ponto de me mudar de cor. Mas conservei tudo isso em meu coração (Daniel capítulo 7)

Ao termina a visão que o Profeta Daniel teve em seu sonho profético, fica registrado a morte de Antioco Epifanes, sendo assim, com a morte do rei, Israel fica livre do domínio pagão e os Macabeus obtém novamente o controle devolvendo à Israel a sua liberdade e suas Leis.    

Morte de (Antioco Epifanes)

“8. Ouvindo essas novas, o rei ficou irado e profundamente perturbado. Atirou-se à cama e caiu doente de tristeza, porque os acontecimentos não tinham correspondido à sua expectativa. 9. Passou assim muitos dias, porque sua mágoa se renovava sem cessar, e pensava na morte. 10. Mandou chamar todos os seus amigos e lhes disse: O sono fugiu dos meus olhos e meu coração desfalece de tristeza. 11. Eu repito para mim mesmo: Em que aflição fui eu cair e a que desolação fui eu reduzido até o presente, eu que era bom e querido no tempo de meu poder? 12. Mas agora eu me lembro dos males que causei em Jerusalém, de todos os objetos de ouro e de prata que saqueei, e de todos os habitantes da Judéia que exterminei sem motivo. 13. Reconheço que foi por causa disso que todos esses males me fulminaram, e agora morro de tristeza numa terra estrangeira. 14. Ele chamou Filipe, um de seus amigos, e constituiu-o regente de todo o seu reino. 15. Entregou-lhe seu diadema, seu manto, e seu anel, com a responsabilidade de guiar seu filho Antíoco e de educá-lo para sua realeza. 16. O rei Antíoco morreu ali no ano cento e quarenta e nove. 17. Por sua vez soube Lísias que o rei havia morrido e elevou ao trono seu filho Antíoco que ele havia educado desde a infância, e a quem ele dera o nome de Eupator. 18. Nesse ínterim, os ocupantes da cidadela importunavam os judeus que se dirigiam ao templo, procuravam constantemente causar-lhes dano, para apoiar os gentios. 19. Judas resolveu arrancar-lhes das mãos a cidadela e convocou todo o povo para sitiá-los (I Macabeus capítulo 6)

“28. Assim esse carrasco e blasfemador pereceu miseravelmente, distante, nas montanhas, em meio àqueles sofrimentos que ele mesmo havia infligido aos outros” (II Macabeus capítulo 9)

Assim eu termino a segunda parte das profecias de Daniel, como vimos tais profecias, terminam na morte de Antioco Epifanes, ou seja, nada para o nosso tempo. Infelizmente alguns protestantes se perderam em espaço e tempo.

Autor: Cris Macabeus.

Referencias bibliográficas:

Bíblia versão dos Monges de Maredsous (Bélgica) editora Ave Maria.

Flavio Josefo livro História dos Hebreus.