As mentiras do Apocalipse Protestante! 

Como surgiu o Cânon Bíblico.

Como surgiu o Cânon Bíblico.

Meus irmãos, quantas vezes vocês escutaram desses protestantes que a Bíblia Sagrada e seu Cânon foi definida por Deus (sem a participação da Igreja)?

Quantas vezes vocês escutaram que esses livros já estavam prontos e definidos pelos Apóstolos já no (século I)?

Quantas vezes vocês escutaram que eles usam o (AT) Hebraico, pois esse era o (AT) usado por Jesus e o Apóstolos?

Bem, nesse tópico eu vou provar a todos vocês que o Cânon Bíblico foi definido pelos Bispos da Igreja Católica, fato ocorrido no (século IV), e nos três primeiros séculos eram usados vários livros no qual hoje nem temos conhecimento de seu conteúdo, além de ser tido como não inspirados vários livros que possuímos hoje dentro do Cânon Bíblico.

Usarei a famosa Obra de Euzébio de Cesaréia: (Historia Eclesiástica).

1º) A importância do Cânon Alexandrino no (AT).

Meus irmãos Católicos observem as palavras dos Pais da Santa Igreja nos três primeiros Séculos explicando o porque eles deixaram o Cânon Herético Hebraico de lado e passaram a usar apenas o Cânon alexandrino.

Os motivos foram exatamente as heresias que continham nesse Cânon (Hebraico) e contrariavam o (NT) e também por ele ter se perdido e sido reescrito varias vezes enquanto o Cânon Alexandrino sempre obteve sua forma original.

Livro dos Macabeus.

Nesse texto de seu livro Euzébio comenta sobre a obra de Flavio Josefo (Guerras dos Judeus) e afirma a necessidade dos Livros dos Macabeus dentro do Cânon (AT) já que o famoso historiador judeu diz que desde o tempo de (Artaxerxes) nem tudo merece confiança, alguns protestantes usam esse texto para retirar a Inspiração Divina dos 7 livros Deuterocanonicos, porém Euzébio explica que esse (nem tudo) não pode ser considerado (TUDO) e sim (Alguns), pois temos livros como os dos Macabeus que fazem parte do Cânon do (AT).

Historia Eclesiástica X Livro III (Euzébio de Cesaréia).    

“4. Desde Artaxerxes até nossos dias tudo foi escrito, mas nem tudo merece a mesma confiança que o anterior, por não apresentar sucessão exata dos profetas.

5. Mas os fatos manifestam como nós nos sentimos próximos a nossas escrituras. Assim é que, transcorrido já tanto tempo, ninguém se atreveu a acrescentar, nem tirar, nem mudar nada nelas, antes, é natural a todos os judeus, já desde seu nascimento, crer que estes escritos são decretos de Deus, e aferrar-se a eles e prazerosamente morrer por eles caso seja necessário.

6. Estas palavras do autor aqui apresentadas não deixarão de ser úteis. Há também outra obra escrita por ele, não sem nobreza, Sobre a supremacia da razão, que alguns intitularam Macabeus, porque contém as lutas dos hebreus valentemente sustentadas em defesa da piedade para com Deus e referidas nos escritos assim chamados Dos Macabeus”.

 Qual Heresia possui no Cânon Hebraico?

Prestem bem atenção nas palavras de Euzébio onde ele usa também os escritos de Santo Irineu para assim definir sua conclusão sobre a Heresia do Cânon Hebraico, o grande teólogo do século IV usa uma Profecia de Isaias e o Evangelho de São Mateus para defender a tese Apostólica.

No Cânon Alexandrino a Profecia de Isaias está idêntica a profecia usada por São Mateus (uma Virgem conceberá e dará à luz um filho).

Já no Cânon Hebraico a Profecia de Isaias não está idêntica ao Evangelho de São Mateus, nela diz que (uma Jovem conceberá e dará à luz um filho).

Vigem para Jovem há muita diferença.    

Historia Eclesiástica VIII Livro V (Euzébio de Cesaréia).

“10. E quanto à tradução das Escrituras inspiradas realizada pelos Setenta, ouve o que escreve textualmente:

Deus pois fez-se homem, e o Senhor mesmo nos salvou, depois de dar-nos o sinal da Virgem, mas não como dizem alguns de agora que se atrevem a traduzir a Escritura: Eis aqui que a jovem conceberá em seu ventre e dará à luz um filho, como traduziram Teodósio, o de Éfeso, e Áquila, o do Ponto, ambos judeus prosélitos, aos que seguem os ebionitas quando dizem que Ele nasceu de José.”

Historia Eclesiástica XVII Livro VI (Euzébio de Cesaréia).

“1. Pelo que toca a estes mesmos tradutores, deve-se saber que Simaco foi ebionita. A heresia, assim chamada dos ebionitas, é a dos que afirmam que Cristo nasceu de José e de Maria, crêem que foi puramente homem e insistem em que é necessário guardar a lei mais ao modo judeu, segundo o que já sabemos pelo referido anteriormente. E ainda hoje se conservam Comentários de Simaco, nos quais parece querer confirmar a mencionada heresia, explicando-se longamente à custa do Evangelho de Mateus. Orígenes declara que estes escritos, junto com outras interpretações de Simaco sobre as Escrituras, recebeu-os de uma tal Juliana, que por sua vez diz ter herdado os livros do próprio Simaco.”

 Por que o Cânon Hebraico não é digno de confiança?

Meus Irmãos Católicos existe um grande problema no Cânon Hebraico, ele foi perdido e reescrito varias vezes, tanto que o seu teor original de Inspiração Divina se perdeu durante esse tempo, por isso Euzébio usando as obras de Santo Irineu afirma que o Cânon Alexandrino foi Inspirado por Deus para permanecer em sua forma original.

Após o retorno do cativeiro Babilônico Deus Inspirou Esdras para reescrever as Escrituras Sagradas em Hebraico, porém essas mesmas Escrituras foram queimadas por (Antioco Epifanes) na época dos Macabeus e ninguém sabe como ela foi reescrita, assim desde então o Cânon Alexandrino passou a ser o Cânon mais original existente sobre a terra.       

Historia Eclesiástica III Livro V (Euzébio de Cesaréia).

“12. Eles, que então ainda estavam submetidos aos macedônios, enviaram a Ptolomeu setenta anciãos, os mais versados dentre eles nas escrituras e em ambas as línguas. Deus fazia precisamente o que queria.

13. Ptolomeu, querendo testá-los separadamente e evitando que se pusessem de acordo para ocultar por meio da tradução o que há de verdade nas Escrituras, separou-os uns dos outros e ordenou que escrevessem a mesma tradução, e assim fez com todos os livros.

14. Mas logo que se reuniram junto a Ptolomeu e cada um comparou sua própria tradução, Deus foi glorificado e as Escrituras foram reconhecidas como verdadeiramente divinas: todos haviam proclamado as mesmas coisas com as mesmas expressões e os mesmos nomes, desde o começo até o fim, de forma que até os pagãos ali presentes reconheceram que as Escrituras foram traduzidas sob a inspiração de Deus.

15. E não há que estranhar que Deus fizesse isto, porque foi Ele que, havendo sido destruídas as Escrituras no cativeiro do povo sob Nabucodonosor e tendo os judeus regressado a seu país depois de setenta anos, logo, nos tempo de Artaxerxes, rei dos persas, inspirou o sacerdote Esdras, da tribo de Levi, a refazer todas as palavras dos profetas que o haviam precedido e restituir ao povo a legislação dada por meio de Moisés.( Tudo isto diz Irineu).”

(I Macabeus 1).

“56. rasgavam e queimavam todos os livros da lei que achavam;

57. em toda parte, todo aquele em poder do qual se achava um livro do testamento, ou todo aquele que mostrasse gosto pela lei, morreria por ordem do rei.”

Por esses motivos a Igreja de Cristo desde os tempos Apostólicos se utiliza do Cânon Alexandrino, o mesmo que possuímos até nossos dias. 

 

2º) (3) Séculos para definição do (NT).

Alguns protestantes acreditam que o (NT) foi definido pelos Apóstolos aonde eles iam escrevendo suas obras e acrescentando no Cânon, mas não é bem assim, nos (3) primeiros séculos a Igreja se viu rodeada de livros espalhados por todas a comunidades, muitos eram lidos mesmo sem conter um canonicidade outros que eram Inspirado nem eram lidos, existiam muitas dúvidas e até se chegar a um Cânon demorou (3 séculos), eu vou mostrar agora a Historia do Cânon Bíblico segundo (Euzébio de Cesaréia).

 Canonicidade dos (4) Evangelhos.

Euzébio usa uma obra de São Clemente (Discípulo de São Paulo) para explicar o por que foram escolhidos (Mateus, Marcos, Lucas e João) como os Evangelhos canônicos, também relata que São João só escreveu seu evangelho para complementar a falta de Mateus, Marcos e Lucas em não escrever a vida Publica de Jesus antes da morte de João Batista.

Historia Eclesiástica III Livro XXIV (Euzébio de Cesaréia).

“6. Com efeito Mateus, que primeiramente tinha pregado aos hebreus, quando estava a ponto de ir para outros, entregou por escrito seu Evangelho, em sua língua materna, fornecendo assim por meio da escritura o que faltava de sua presença entre aqueles de quem se afastava.

7. Marcos e Lucas já tinham publicado seus respectivos evangelhos, enquanto de João se diz que em todo este tempo continuava usando a pregação não escrita, mas que por fim chegou também a escrever, pelo seguinte motivo. Os três evangelhos anteriormente escritos já haviam sido distribuídos para todos, inclusive para o próprio João, e diz-se que este os aceitou e deu testemunho de sua veracidade, mas também que lhes faltava unicamente a narrativa do que Cristo havia feito nos primeiros tempos e no começo de sua pregação.

8. A razão é verdadeira. É possível ver realmente que os três evangelistas puseram por escrito apenas os fatos que se seguiram ao encarceramento de João Batista, durante um ano apenas, e que eles mesmos alertam sobre isto no início dos relatos.

9. Por exemplo, depois do jejum de quarenta dias e da tentação que se seguiu, Mateus declara a data por suas próprias palavras quando diz: E ouvindo que João havia sido entregue, retirou-se da Judéia para a Galiléia.

11. Em conseqüência diz-se que por isto decidiu-se o apóstolo João a transmitir em seu Evangelho o período silenciado pelos primeiros evangelistas e as obras realizadas neste tempo pelo Salvador, ou seja, as anteriores ao encarceramento do Batista, e que isto se mostra quando diz: Assim principiaram os milagres de Jesus, e também quando menciona o Batista em meio aos atos de Jesus dizendo que ainda seguia batizando em Enom, perto de Salim. Expressa-o claramente ao dizer: Porque João ainda não havia sido encarcerado225.

12. João, portanto, transmite em seu Evangelho escrito o que Cristo fez antes de que o Batista fosse encarcerado, enquanto que os outros três relatam os feitos posteriores ao encarceramento do Batista.

Ordem dos Evangelhos.

Historia Eclesiástica XXV Livro XI (Euzébio de Cesaréia).

“4. Acerca dos quatro Evangelhos, que também são os únicos que não foram discutidos na Igreja de Deus que está sob o céu, por tradição aprendi que o primeiro a ser escrito foi o Evangelho de Mateus, que foi por algum tempo arrecadador e depois apóstolo de Jesus Cristo, que o compôs em língua hebraica e o publicou para os fiéis procedentes do judaísmo.

5. O segundo foi o Evangelho de Marcos, que o fez como Pedro lhe indicou, o qual, em sua Carta católica, proclama-o até filho seu, com as seguintes palavras: Saúda-vos a igreja de Babilônia, co-eleita, e Marcos, meu filho427.

6. O terceiro é o Evangelho de Lucas, o que Paulo elogiou e que ele fez para os que vinham dos gentios. Além de todos estes há o Evangelho de João”.

Canonicidade das Cartas de São Paulo e a dúvida da Carta aos Hebreus.

Todas as cartas de São Paulo sempre foram vistas como Inspiradas por Deus, nunca existiu dúvidas sobre tais cartas, no entanto a famosa Carta aos Hebreus foi contestada sua inspiração nos (3) primeiros séculos, esse é apenas um dos livros que temos hoje como canônicos e que não era muito bem aceito nas comunidades Cristãs nos primeiros séculos.       

Historia Eclesiástica III Livro III (Euzébio de Cesaréia).

“5. Por outro lado, é evidente e claro que as catorze cartas são de Paulo. Contudo, não é justo ignorar que alguns rechaçaram a carta aos Hebreus, dizendo que a Igreja de Roma não a admite por crer que não é de Paulo. O que foi dito sobre ela por aqueles que me precederam será exposto a seu devido tempo. Naturalmente, também não aceitei entre os escritos indiscutidos os Atos que se dizem ser dele.”

Historia Eclesiástica XXXVIII Livro III (Euzébio de Cesaréia).

“1. Não cabe dúvida, portanto, de que tais são Inácio, em suas cartas cuja lista fornecemos, e Clemente na carta por todos admitida, que escreveu em nome da igreja de Roma à de Corinto. Nela Clemente expõe muitos pensamentos da Carta aos Hebreus, e inclusive utiliza textualmente algumas passagens da mesma, mostrando assim com toda claridade que este escrito não é recente.

2. Por isso pareceu natural catalogá-lo entre os demais escritos do apóstolo. Porque Paulo praticou por escrito com os hebreus valendo-se de sua língua pátria, e alguns dizem que a carta foi traduzida pelo evangelista Lucas, mas outros afirmam que foi o próprio Clemente,

3. o que talvez seja mais verdadeiro pelo fato de ambas, a Carta de Clemente e a Carta aos Hebreus, conservarem um caráter estilístico semelhante, além de não se diferenciar muito o pensamento de um e outro escrito.”

*Obs:

Bem, após (3) séculos de estudo a carta aos hebreus foi catalogado no primeiro Cânon Bíblico definido pelo concilio de (Hipona em 393 D.C), no entanto até hoje se tem dúvida de seu autor, alguns atribuem essa obra a São Paulo, outro a Lucas e outros a São Clemente.

3º) O grande problema das Cartas Universais.

Bem meus irmãos, agora se iniciam o maior problema sobre os livros Sagrados nos (3) primeiros séculos, no que temos hoje como Cartas Universais, só eram aceitos a primeira carta de São Pedro e a primeira e segunda carta de São João.     

Na época existiam certas restrições sobre as cartas de:

São Tiago.

Segunda de São Pedro.

Terceira de São João.

São Judas.   

Historia Eclesiástica III Livro III (Euzébio de Cesaréia).

“1. De Pedro reconhecemos uma única carta, a chamada I de Pedro. Os próprios presbíteros antigos utilizaram-na como algo indiscutível em seus próprios escritos. Por outro lado, sobre a chamada II carta, a tradição nos diz que não é testamentária175; ainda assim, por parecer proveitosa a muitos, é tomada em consideração junto com as outras Escrituras.

4. Pois bem, os escritos que levam o nome de Pedro, dos quais somente uma única carta conhecemos como autêntica e admitida pelos presbíteros antigos, são os já referidos.”

Historia Eclesiástica XXV Livro III (Euzébio de Cesaréia).

“3. Estes são os ditos admitidos. Dos livros discutidos, por outro lado, mas que são conhecidos da grande maioria, temos a Carta dita de Tiago, a de Judas e a segunda de Pedro, assim como as que se diz serem segunda e terceira de João, sejam do próprio evangelista, seja de outro com o mesmo nome.”

4º) Apocalipse foi o último livro a ser reconhecido.

Bem meus irmãos Católicos, o Apocalipse realmente é um assuntos complicado, pois esse livro (tanto usado pelos protestantes para perseguir a Santa Igreja) foi o último livro a ser reconhecido como Inspirado, teve momentos em que ele foi tratado como espúrio Pelos Pais da Santa Igreja, até o (século IV) existiam varias dúvidas sobre esse Livro; Dúvidas como:

  • Se o livro havia sido escrito realmente por um Cristão.
  • Se João mencionado como autor realmente era um apostolo.
  • Se a forma de linguagem realmente era Cristã.
  • Entre outras particularidades sobre supostos erros de interpretações.   

Porém Euzébio de Cesaréia não retira a credibilidade do Livro como seus antecessores, mas deixa a ressalva de que o autor pode não ser São João Evangelista filho de Zebedeu, pois tanto no Evangelho quanto nas Cartas Universais São João não se declara o autor como o faz no livro do Apocalipse, sabendo também que na época existiam dois Bispos chamados (João) na Ásia, assim também ele leva em consideração que vários discípulos colocaram os nomes de seus filhos iguais ao dos Apóstolos para homenageá-los.      

Historia Eclesiástica III Livro III (Euzébio de Cesaréia).

“2. Quanto aos Atos que levam seu nome e o Evangelho dito como seu, assim como a Pregação que se diz ser sua e o chamado Apocalipse, sabemos que de modo algum foram transmitidos entre os escritos católicos, pois nenhum autor eclesiástico, nem antigo nem moderno, utilizou testemunho tirado deles.”

Historia Eclesiástica III Livro XXIV (Euzébio de Cesaréia).

18. Quanto ao Apocalipse, ainda hoje a opinião de muitos divide-se em um ou outro sentido. Também ele receberá no devido tempo sua sanção, extraída do testemunho dos antigos.

Historia Eclesiástica III Livro XXV (Euzébio de Cesaréia).

4. Entre os espúrios sejam listados: o escrito dos Atos de Paulo, o chamado Pastor e o Apocalipse de Pedro, e além destes, a que se diz Carta de Barnabé e a obra chamada Ensinamento dos Apóstolos, e ainda, como já disse, talvez, o Apocalipse de João: alguns, como disse, rechaçam-no, enquanto outros o contam entre os livros admitidos.

Historia Eclesiástica VII Livro XXV (Euzébio de Cesaréia).

“1. Logo continuando, pouco mais abaixo, diz o seguinte sobre o Apocalipse de João:

Assim pois, alguns dos nossos antecessores rechaçaram como espúrio e desacreditaram por completo o livro, examinando capítulo por capítulo e declarando que era ininteligível e ilógico, e seu título enganoso.

2. Dizem mesmo que não é de João e que tampouco é Apocalipse, estando como está bem velado com o grosso manto da ignorância, e que o autor deste escrito não só não foi nenhum dos apóstolos, mas que nem sequer nenhum santo ou membro da Igreja em absoluto, mas Cerinto, o mesmo que instituiu a heresia cerintiana e que quis dar credibilidade a sua própria invenção com um nome digno de fé.”.

“7. Portanto, não contradirei que ele se chamava João e que este livro é de João. Porque inclusive estou de acordo de que é obra de um homem santo e inspirado por Deus. Mas eu não poderia concordar facilmente em que este fosse o apóstolo, o filho de Zebedeu e irmão de Tiago, de quem é o Evangelho intitulado de João e a Carta católica.

8. De fato, pelo caráter de um e de outro, pelo estilo e pela chamada disposição geral do livro, conjeturo que não é o mesmo, já que o evangelista em nenhuma parte escreve seu nome nem prega a si mesmo: nem no Evangelho nem na Carta.

14. Eu creio que houve muitos com o mesmo nome do apóstolo João, os quais, por amor a ele e por admirá-lo e escutá-lo e por querer ser amados como ele pelo Senhor, afeiçoaram-se a esse mesmo nome, da mesma forma que entre os filhos dos fiéis abundam os nomes de Paulo e Pedro.

16. Eu creio que foi outro dos que viveram na Ásia. Diz-se que em Éfeso havia dois sepulcros e que cada um dos dois era atribuído a João.”

Após todos esses estudos sobre os livros Sagrados durante (3) séculos, muitas dúvidas e muitas controvérsias, a Santa Igreja reconhece como Cânon Oficial das Escrituras Sagradas o Cânon definido nos Concílios Regionais de (Hipona e Cartago). E assim a Bíblia Original no qual nasceu no (Século IV) continua sendo a mesma durante todos esses séculos, sem mudanças e sem adulterações.

Todos os Concílios Universais posteriores aos Regionais de Hipona e Cartago reconheceram o Cânon definido por eles como Inspirados.

O nascimento do Cânon Bíblico:

Concílio de Hipona (08.Out.393).

"Cânon 36 - Parece-nos bom que, fora das Escrituras canônicas, nada deva ser lido na Igreja sob o nome 'Divinas Escrituras'. E as Escrituras canônicas são as seguintes: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, quatro livros dos Reinos1, dois livros dos Paralipômenos2, Jó, Saltério de Davi, cinco livros de Salomão3, doze livros dos Profetas4, Isaías, Jeremias5, Daniel, Ezequiel, Tobias, Judite, Ester, dois livros de Esdras6 e dois [livros] dos Macabeus. E do Novo Testamento: quatro livros dos Evangelhos7, um [livro de] Atos dos Apóstolos, treze epístolas de Paulo8, uma do mesmo aos Hebreus9, duas de Pedro, três de João, uma de Tiago, uma de Judas e o Apocalipse de João.10 Sobre a confirmação deste cânon se consultará a Igreja do outro lado do mar11. É também permitida a leitura das Paixões dos mártires na celebração de seus respectivos aniversários"

Concílio de Cartago III (397) e Concílio de Cartago IV (419).

"Parece-nos bom que, fora das Escrituras canônicas, nada deva ser lido na Igreja sob o nome 'Divinas Escrituras'. E as Escrituras canônicas são as seguintes: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, quatro livros dos Reinos, dois livros dos Paralipômenos, Jó, Saltério de Davi, cinco livros de Salomão, doze livros dos Profetas, Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel, Tobias, Judite, Ester, dois livros de Esdras e dois [livros] dos Macabeus. E do Novo Testamento: quatro livros dos Evangelhos, um [livro de] Atos dos Apóstolos, treze epístolas de Paulo, uma do mesmo aos Hebreus, duas de Pedro, três de João, uma de Tiago, uma de Judas e o Apocalipse de João12. Isto se fará saber também ao nosso santo irmão e sacerdote, Bonifácio, bispo da cidade de Roma, ou a outros bispos daquela região, para que este cânon seja confirmado, pois foi isto que recebemos dos Padres como lícito para ler na Igreja”.

*Observações:

Nos grifos (verdes) podemos observar a atoridade do Bispo de Roma, na ata de Hipona faz a consideração de que esse cânon teria que ser aprovado pela Igreja do outro lado do mar, essa Igreja era a Igreja Católica.

Na ata de Cartago ocorre o mesmo, a confirmação desse cânon seria feito sobre a autoridade do Bispo de Roma.   

Esse mesmo Cânon Bíblico foi deturpado, mutilado e adulterado pela sociedade Bíblica internacional no (século XIX) a fim de estabelecer uma crença em cima de seus conceitos pessoais longe dos conceitos divinos..  

Autor: Cris Macabeus.

Fontes (Historia Eclesiástica de Euzébio de Cesaréia).