As mentiras do Apocalipse Protestante! 

A Primeira Besta do Século I.

A Primeira Besta do Século I.

A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, ainda que é. Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo. E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição (Apocalipse de João, Capítulo XVII, Versos VIII ao XI)

Caros leitores, esse artigo será dedicado ao assunto em que, os protestantes, de uma forma subjetiva, conjectura seus sofismas contra a Santa Igreja Católica e ao Santo Padre. Segundo os protestantes, a besta do apocalipse é o papado. Sinceramente, eu não sei de onde eles retiraram essa ideia, porém, todos nós sabemos que, ao entra no protestantismo, é retirado metade do cérebro, e, a outra metade, fica atrofiada, pois, é proibido pensar dentro do protestantismo. Assim, os protestantes acreditam em qualquer embuste pregado dentro dessas seitas satânicas. Mas, enfim, eu, Cris Macabeus, sempre estarei aqui para mostrar aos Católicos e aos protestantes como é fácil interpretar biblicamente e historicamente o apocalipse de João. Particularmente, neste artigo, eu irei fazer uma exegese a respeito da PRIMEIRA BESTA DO APOCALIPSE.

Obs.: Sobre a segunda besta, eu irei tratar em outro artigo.

Em primeiro lugar, devemos entender para qual situação foi prometida a vinda da suposta Besta, e, em que momento ela viria. Essa resposta, podemos encontrá-la nos próprios livros canônicos.

Seria redundante eu citar o velho versículo do evangelho de São Mateus, no qual, Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador afirma que: TUDO ocorreria naquela GERAÇÃO.

Caros leitores, se tudo ocorreria naquela geração, com certeza, a suposta besta também deveria aparecer naquela geração. Por esse motivo, neste artigo, eu provarei aos protestantes que, essa suposta besta apareceu no primeiro século.

“Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam” (Evangelho de São Mateus, Capítulo XXIV, Verso XXXIV)

A besta do apocalipse é um sistema político composto por sete reinados mais um oitavo. Já o anticristo, não é a besta do apocalipse propriamente dito. O anticristo, em sua essência e realidade, são espíritos malignos, no qual, transmitem a sua influência e poder satânico aos seus subalternos, que no caso, e, na época, se tratava do império romano.

Observem como no livro do apocalipse é retratado que, o dragão (satanás) daria o seu poder a besta.   

E prostraram-se diante do Dragão, porque dera seu prestígio à Fera, e prostraram-se igualmente diante da Fera, dizendo: Quem é semelhante à Fera e quem poderá lutar com ela?” (Apocalipse de João, Capítulo XIII, verso IV)

Podemos observar nesse texto que, o dragão (DIABO) deu o seu poder à besta (fera), mas, podemos nos perguntar: como o dragão deu o seu poder à besta? Essa resposta é fácil, pois, o dragão, só poderia dar esse poder à Besta espiritualmente. Logicamente, através do espírito do ANTICRISTO.

Caros leitores, eu sei que está um pouco confuso, pois, por muitos anos o protestantismo pregou intensamente que, a besta, o anticristo e a prostituta da babilônia são o mesmo personagem, mas, infelizmente, Cris Macabeus acabará com esse erro herético protestante. Eu não irei entrar no assunto sobre a prostituta da Babilônia, ao leitor, resta saber que a prostituta não é o mesmo personagem da besta, pois, no próprio livro do apocalipse, São João, o discípulo amado filho de Zebedeu, afirma que, a besta do apocalipse iria destruí a prostituta da Babilônia.

“E os dez chifres que viste na besta são os que odiarão a prostituta, e a colocarão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo” (Apocalipse de João, Capítulo XVII, Verso XVI)

Aqui morre essa história maquiavélica protestante de que, o papa é a besta do apocalipse, e, a Santa Igreja Católica é a prostituta da Babilônia, pois, nesse texto, podemos ver que, a besta odeia a prostituta. Simples assim!

Voltando ao assunto, eu irei explicar o que é o anticristo e como o dragão usa o anticristo para dar o seu poder à besta. Como foi explicado (acima), o anticristo são espíritos malignos que agem nas pessoas por conduta de satanás.   

São João, o autor do apocalipse, escreve em sua primeira carta que, o anticristo não é um homem, e, sim, espírito maligno. No mesmo texto, São João declara que, naquele momento, o espírito do anticristo já estava em no mundo (primeiro século).

Todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo (I Carta de São João, Capítulo IV, Verso III)

Podemos observar nesse texto, claramente que, São João afirma que o anticristo é um ESPÍRITO, e, naquele momento, o anticristo já estava no mundo. O segundo capítulo do mesmo livro, corrobora com essa ideia, no qual, São João diz que, o anticristo, naquele momento, já estava no mundo, e, naquele momento, era a ÚLTIMA HORA.

“Filhinhos, esta é a última hora. Vós ouvistes dizer que o Anticristo vemEis que já há muitos anticristos, por isto conhecemos que é a última hora (I Carta de São João, Capítulo II, Verso XVIII)

Resumindo esses dois textos, São João declara que:

 

  • O anticristo já estava no mundo.
  • Aquele momento era a última hora.

 

Assim sabemos em que momento a besta do apocalipse iria aparecer.

Corroborando com essa tese, supostamente, São Jerônimo afirma que, CEZAR NERO, era considerado por muitos padres da igreja, como sendo o anticristo esperado:

“Como para o Anticristo, não há dúvida que ele vai lutar contra a santa aliança [...] esses eventos foram tipicamente prefigurados sob Antíoco Epifânio, de modo que, este rei abominável que perseguira o povo de Deus, prefigura o anticristo, que, está a perseguir o povo de Cristo. E assim, há muitos dos nossos ponto de vista que, pensam que CEZAR NERO era o anticristo por causa de sua selvageria e depravação” (São Jerônimo - Comentário sobre Daniel, notas sobre Daniel 11:27-30)

Esses foram os comentários de São Jerônimo sobre o ponto de vista dos padres da época a respeito do anticristo. Por sua vez, São João afirma que, o anticristo era um espírito maligno, e, naquele momento, já estava no mundo.

Todos nós sabemos que o nome de CEZAR NERO corresponde exatamente ao número de besta.

“Eis aqui a sabedoria! Quem tiver inteligência, calcule o número da Fera, porque é número de um homem, e esse número é seiscentos e sessenta e seis (Apocalipse Capítulo XIII, Verso XVIII)

Conclui-se que o nome Kaiser Neron (grego) em caracteres hebraicos NVRN RSQ soma-se dessa forma:

N      V      R      N       R       S       Q

50 + 6 + 200 + 50 + 200 + 60 + 100 = 666

Continuando nessa tese, São Paulo escreve aos tessalonicenses a respeito do: MISTÉRIO DA INIQUIDADE. Na verdade, São Paulo apenas usa outro termo para designar a ação maligna do anticristo sobre o império romano. Essa carta paulina foi escrita aproximadamente quinze anos antes da destruição de Jerusalém, e, aproximadamente dez anos antes da primeira perseguição Cristã por parte do imperador romano CEZAR NERO. Observem o que São Paulo escreve:

“Agora, sabeis perfeitamente que algo o detém, de modo que ele só se manifestará a seu tempo. Porque o mistério da iniquidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém” (II Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, Capítulo II, Versos VI e VII)

O importante nesse texto é saber que, naquele momento, o mistério da iniquidade já estava em ação. Assim como São João afirmava que, o anticristo já estava no mundo, e, aquele momento, era a ÚLTIMA HORA.

Para explicar esse texto de São Paulo aos tessalonicenses, eu quero expor aos leitores, os comentários de Santo Agostinho citado por Moisés Stuart em seu livro: A Commentary on the Apocalypse.

“O que significa a declaração que, o mistério da iniquidade já opera? [...]. Alguns supõem que isso seja dito da parte do imperador romano, e, portanto, Paulo não falou em palavras claras, porque ele não teria suportado a acusação de calúnia por ter falado mal do imperador romano; embora, ele sempre esperava que o que tinha dito,  seria entendido como aplicação de CEZAR NERO (Santo Agostinho, citado por Moisés Stuart em: Apocalipse)

Bem, caros leitores, resumindo esses textos, podemos concluir que, o anticristo era um espírito maligno, e, esse espírito maligno influenciou a besta (império romano) segundo o poder de satanás. Vale lembrar que, essa revelação foi profetizada para aquela geração apostólica, nada foi profetizado para um futuro de dois mil anos, ou, mais.

Depois que entendemos o que é o anticristo, quando ele veio e como ele age; resta-nos detalhar teologicamente, biblicamente e historicamente, quem foi a besta do apocalipse. Como eu já me referi (acima), a besta do apocalipse, nada tem a ver com a prostituta da Babilônia, pois, são personagens diferentes dentro da mesma profecia. Eu quero citar novamente o texto do apocalipse, no qual, o autor explica de uma forma metafórica, quem é a besta do apocalipse.

“Transportou-me, então, em espírito ao deserto. Eu vi uma mulher assentada em cima de uma fera escarlate, cheia de nomes blasfematórios, com sete cabeças e dez chifres (Apocalipse de João, Capítulo XVII, Verso III)

Esse texto, no qual, é citada uma mulher (prostituta da Babilônia) assentada em cima da besta, nos fornece uma importante informação. Como todos nós sabemos, a mulher é uma GRANDE CIDADE (Lamentações 1: 1), no caso, todos nós sabemos que, essa cidade é Jerusalém (isso já foi explicado em outro artigos). Já a besta, como eu explicarei nos próximos parágrafos, e, já foi explicado em outros artigos, se trata de um sistema político (da época) composto por sete reinados mais um oitavo. É muito importante a informação transmitida por esse verso, no qual, nos informa que a mulher está assentada sobre a besta, pois, retrata exatamente Jerusalém na época de Jesus Cristo, no qual, Jerusalém, na época, estava sob domínio romano (besta), e, assim, era conduzida pelo império, ou seja, a grande cidade onde seu Senhor foi crucificado era a Jerusalém terrena.

O texto também nos informa que, a besta possuía sete cabeças e dez chifres. Nas escrituras:

 

  • Cabeças: significa – autoridade (Atos 24: 5).
  • Chifres: significa – poder (Daniel 7: 8).

 

Qual o significado das sete cabeças e dez chifres?

Primeiramente, devemos entender que, é informado no texto que a besta possuía nomes blasfematórios. Esses nomes, no caso desse texto, trada-se do nome AUGUSTO. Toda a dinastia jvlivs & flavivs foi proclamada como AUGUSTO. Esse nome significa: DEUS ENTRE OS HOMENS. Na época de Jesus Cristo, isso era uma blasfêmia, pois, apenas Jesus Cristo era Deus entre os homens.

Para concretizar essa exegese, vale lembrar que, essas duas dinastias que foram proclamadas como AUGUSTO; foram compostas por sete autoridades e dez poderes. Eu explicarei logo abaixo essa questão.

De Otavio Augusto (primeiro imperador romano da dinastia Jvlivs) até Domiciano, (último da dinastia flavivs) o império possuiu dez poderes (chifres), são eles:

 

  1. Otávio;
  2. Tibério;
  3. Caio;
  4. Claudio;
  5. Galba;
  6. Otton;
  7. Vitélio;
  8. Vespasiano;
  9. Tito;
  10. Domiciano.

Porém, desses dez poderes, apenas sete imperadores foram autoridades (cabeças) dentro de Roma, pois, Galba, Otton e Vitélio foram participantes de uma guerra civil dentro de Roma que durou um ano e alguns meses. Nessa guerra, esses três imperadores se levantaram e foram derrubados em messes, por esse motivo, não obtiveram os seus reinados reconhecidos, mas, exerceram o seu poder dentro de Roma. A guerra civil findou-se com Vespasiano assumindo o poder em Roma dando início a dinastia Flavivs substituindo a dinastia Jvlivs.

Essa guerra civil que foi registrada por grandes historiadores como: Flávio Joséfo e Tácito; também foi profetizada no livro do apocalipse de João. Observem:

Não era somente a Judeia que experimentava os males que causa uma guerra civil; a mesma Itália também os sentia ao mesmo tempo. Galba fora morto no centro de Roma, e Otton, declarado seu sucessor; mas as legiões da Alemanha escolhem Vitélio para a mesma honra e este disputa o império. Seus exércitos travam um combate perto de Bebriaque, na Gália Cisalpina. No primeiro dia o de Otton levou vantagem, mas no dia seguinte o de Vitélio, comandado por Valente e por Cesina, saiu vitorioso e destruiu um grande número de inimigos. Otton ficou tão assustado que se matou em Bruxelas, depois de ter reinado somente três meses e dois dias. Os que tinham seguido seu partido entregaram-se a Vitélio, que já tomava o caminho de Roma, com seu exército” (A guerra dos Judeus de Flávio Josefo, livro IV, Capítulo XXXIII, Veros CCCL)

Ainda falando sobre a guerra civil em Roma, no livro do apocalipse é relatado que:

O quinto (anjo) derramou a sua taça sobre o trono da Fera. Seu reino se escureceu e seus súditos mordiam a língua de dor. Amaldiçoaram o Deus do céu por causa de seus sofrimentos e das suas feridas, sem se arrependerem dos seus atos” (Apocalipse de João, Capítulo XVI, Versos X e XI)     

O texto é bem claro; o quinto anjo derrama a sua taça sobre o trono da FERA (império romano), e, o reino da fera se escureceu. Essa profecia se cumpriu durante a guerra civil em que Roma viveu durante um ano e alguns meses antes do reinado de Vespasiano.

Continuando o capítulo dezessete do livro do apocalipse de João, a respeito da fera, partiremos para o simbolismo e o real significado das características descritas dentro do livro.

“Aqui se requer uma inteligência penetrante. As sete cabeças são sete montanhas sobre as quais se assenta a mulher (Apocalipse de João, Capítulo XVII, Verso IX)

Particularmente, nesse texto, é dito que, as sete cabeças são sete montanha, em que, a mulher (prostituta da Babilônia) está assentada. Essa mulher – como já vimos nesse artigo, e, em outros artigos –; essa mulher se trata de Jerusalém.  Que fique bem claro aos leitores, existem no mundo todo, mais de duzentas cidades que, geograficamente, está cercada por sete montes. Porém, apenas uma cidade no mundo está cercada por sete montes, e, crucificou o seu próprio Senhor. Essa cidade se chama Jerusalém.

“Como Jerusalém está toda cercada de montanhas, assim o Senhor envolve seu povo, agora e sempre” (Livro de Salmos, Capítulo CXXIV, Verso II)

“A cultura oriental a que pertence São João diz que, Jerusalém era conhecida como a cidade das sete montanhas” (Pirke de-Rabbi Eliezer, Seção 10)

As sete montanhas de Jerusalém são:

  • Escopus;
  • Nob; 
  • O Monte da Corrupção, ou, Monte da Ofensa, ou, Monte da Destruição. (2 Reis 23: 13); 
  • O original "Monte Sião"; 
  • A colina sudoeste também chamada: Monte Sião; 
  • O Monte Ofel; 
  • A Rocha, onde foi construída a fortaleza Antônia.

Tudo bem claro até o momento? Vamos continuar!

São também sete reis: cinco já caíram, um subsiste, o outro ainda não veio; e quando vier, deve permanecer pouco tempo” (Apocalipse de João, Capítulo XVII, Verso X)

Esse verso é muito interessante, pois, além de fornecer-nos uma informação metafórica sobre a Besta (império romano), ele também, nos fornece uma informação sobre o período, em que, o livro foi escrito, pois, São João diz existir sete reis, no qual, cinco já caíram (naquela época) e o sexto estava em atuação, ou seja, São João escreveu o apocalipse entre o quinto e sexto reinado.

Como vimos logo acima, o quinto rei (naquela geração) foi CEZAR NERO e o sexto rei foi VESPASIANO. Também é dito que, o sétimo rei, estaria por vir, e, iria durar pouco tempo.

Para quem estuda de verdade, sabe que Tito Flavivs foi o sétimo imperador em Roma, porém, o seu reinado durou apenas dois anos. Levando em consideração a duração dos reinados anteriores, Tito Flavivs foi o imperador que durou pouco tempo.

“Depois de imperar Vespasiano durante dez anos, sucede-o como imperador seu filho Tito. No segundo ano de seu reinado, Lino, bispo da igreja de Roma, depois de exercer o cargo durante doze anos, transmite-o a Anacleto. Tito, que imperou dois anos e uns poucos meses, foi sucedido por seu irmão Domiciano” (História Eclesiástica de Euzébio de Cesareia, Livro III, Capítulo XIII, Verso I)

Bem, o próprio texto sugere o continuo da profecia, já que, é mencionada a sucessão imperial depois de Tito Flavivus, no caso, o imperador foi sucedido por seu irmão Domiciano. São João no apocalipse descreve esse acontecimento de uma forma profética. Continuando o capítulo dezessete do livro do apocalipse.

Quanto à Fera que era e já não é, ela mesma é um oitavo (rei). Todavia, é um dos sete e caminha para a perdição (Apocalipse de João, Capítulo XVII, Verso XI)

Domiciano é um caso a parte, pois, o mesmo, foi considerado o oitavo rei dentro das profecias apocalípticas, e, foi profetizado que: ele seria um dos sete reis anteriores, no qual, caminhava para perdição.

Caros leitores, possuímos duas características principais a respeito do oitavo rei, sendo elas:

 

  • Era um dos sete anteriores.
  • Caminhava para perdição.

 

Aos que realmente estudam, saberá que, no primeiro século, CEZAR NERO foi o imperador mais cruel que existiu, e, foi o autor de uma verdadeira carnificina Cristã. Fatos relatados historicamente por autores como Tácito:

“Apesar de todos os esforços humanos, da liberalidade do imperador e dos sacrifícios oferecidos aos deuses, nada bastava para apartar as suspeitas nem para destruir a crença de que o fogo havia sido ordenado. Portanto para destruir esse rumor, Nero fez aparecer como culpados os cristãos, uma gente odiada por todos por suas abominações, e os castigou com mui refinada crueldade. Cristo a quem tomam o nome, foi executado por Pôncio Pilatos durante o reinado de Tibério. Detida por um instante essa superstição daninha pareceu de novo, não somente na Judeia, onde estava a raiz do mal, mas também em Roma, esse lugar onde se narra e encontram seguidores de todas as coisas atrozes e abomináveis que chegam desde todos os rincões do mundo. Portanto, primeiro foram presos os que confessaram (ser cristão), e baseada nas provas que eles deram foi condenada uma grande multidão, ainda que não os condenaram tanto pelo incêndio mas sim pelo seu ódio à raça humana (TÁCITO, Anais, 15:44) 

Além de matá-los (aos cristãos) fê-los servir de diversão ao público. Vestiu-os em peles de animais para que os cachorros os matassem a dentadas. Outros foram crucificados. E a outros ascendei-lhes fogo ao cair da noite, para que a iluminassem. Nero fez que se abrissem seus jardins para esta exibição, e no circo ele mesmo ofereceu um espetáculo, pois se misturava com as multidões, disfarçado de condutor de carruagem, ou dava voltas em sua carruagem. Tudo isso fez com que despertasse a misericórdia do povo, mesmo contra essas pessoas que mereciam castigo exemplar, pois via-se que eles não eram destruídos para o bem público, mas para satisfazer a crueldade de uma pessoa” (TÁCITO, Anais 15:44)

O mais importante, e, crucial para entendermos essa profecia, é saber que, após o suicídio de CEZAR NERO, o mais cruel dos imperadores, estabeleceu-se em Roma e entre os Cristãos uma notória superstição de que, CEZAR NERO iria ressuscitar dos mortos. Fato também relatado por Tácito. Observem:

Após o suicídio de Nero, nas províncias orientais foi estabelecida a crença de que, na realidade, não estava morto e que em qualquer momento poderia voltar. Esta crença estendeu-se até tornar-se autêntica lenda popular” (A vida dos doze césares, Vida de Nero, Tácito II, Dião Cássio, História Romana LXVI)

Quanto Domiciano recebe o poder de reinar em Roma após a morte de seu irmão Tito, o mesmo, retoma a perseguição aos Cristãos estabelecida no reinado de CEZAR NERO, e que, ficou inerte durante os reinados de Vespasiano e Tito. A retomada da perseguição Cristã por parte de Domiciano foi narrado por historiadores como Euzébio de Cesareia. Observem:

Domiciano deu provas de uma grande crueldade para com muitos, dando morte sem julgamento razoável a não pequeno número de patrícios e de homens ilustres, e castigando com o desterro fora das fronteiras e confisco de bens a outras inúmeras personalidades sem causa alguma. Terminou por constituir a si mesmo sucessor de Nero na animosidade e guerra contra Deus. Efetivamente ele foi o segundo a promover a perseguição contra nós, apesar de que seu pai Vespasiano nada de mal planejou contra nós” (História Eclesiástica de Euzébio de Cesareia, Livro III, Capítulo XVII, Verso I)

Quando os Cristãos, naquela geração, viram que Domiciano retomou a perseguição Cristã, a Igreja levada pela crença popular estabelecida após o suicídio de CEZAR NERO, acreditou que, o verdadeiro tirano havia ressurgido dos mortos, e assim, se cumpria o que fora escrito no apocalipse de João: “Quanto à Fera que era e já não é, ela mesma é um oitavo (rei). Todavia, é um dos sete e caminha para a perdição”.

O cumprimento dessa profecia proferida por São Joãos e descrita no livro do apocalipse durante o reinado de Vespasiano foi tão contundente que, até mesmo a queda daquela dinastia foi concretizada durante o reinado do OITAVO REI.

“Depois de Domiciano imperar quinze anos e de sucedê-lo Nerva no governo, o senado romano decidiu por votação que se anulassem as honras de Domiciano e que regressassem a suas casas os que haviam sido expulsos injustamente, e que ao mesmo tempo recuperassem seus bens. Isto é referido pelos que transmitiram por escrito os acontecimentos daquele tempo” (História Eclesiástica de Euzébio de Cesareia, Livro III, Capítulo XX, Verso VIII)

Assim se deu o fim das duas dinastias – Jvlivs e Flavivs –, no qual, governaram Roma durante o primeiro século com suas loucuras, depravações, calamidades, perseguições e crueldades.

Caros leitores, esses foram os reis apocalípticos narrados por São João no livro do apocalipse, e que, cumpriram todas as profecias narradas para aquela geração, perseguição Cristã e a destruição de Jerusalém.

E mais uma vez cai por terra As Mentiras do Apocalipse Protestante.

Autor Cris Macabeus.

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