As mentiras do Apocalipse Protestante! 

AT confiado aos Judeus e o NT a Igreja. Será?

AT confiado aos Judeus e o NT a Igreja. Será?

AT confiado aos Judeus e o NT confiado a Igreja. Será?

“Em que, então, se avantaja o Judeu? Ou qual é a utilidade da circuncisão? Muita, em todos os aspectos. Principalmente porque lhes foram confiados os Oráculos de Deus (Carta de São Paulo aos Romanos, Capítulo III, Versos I e III)

Este é o único texto que todos os protestantes banzoloucos utiliza para justificar a heresia de possuir um cânon do (AT) farisaico e mutilado; segundo esses lunáticos, o fato dos Oráculos serem confiados aos Judeus, outorga aos protestantes o direito de utilizar um cânon definido pelos fariseus (matadores de Cristo) setenta anos após sua crucificação no chamado SÍNODO DE Jâmnia[1].

Porém, algumas perguntas ficam no ar:

 

  1. O que Oráculos do Senhor têm a ver com definição de um cânon Bíblico?
  2. Desde quando algum cânon foi confiado aos Judeus?
  3. Como pode os Judeus que condenaram Jesus Cristo a morte, ou, os Judeus que mataram os profetas antes de Cristo, possuírem inspiração Divina para definir algum cânon?

 

Segundo os protestantes banzoloucos, Oráculos do Senhor, são escrituras e escrituras a Palavra de Deus única, porém, isso não passa de mais um embuste protestante, onde se utilizam de interpretações forçadas e adulterações Bíblicas para sustentar as suas heresias satânicas.

Vamos iniciar o nosso artigo com o tema: Oráculos do Senhor.

O que realmente são os Oráculos do Senhor?

Oráculos são respostas que sábios profetas davam as pessoas em nome de Deus, ou seja, pessoas que estavam passando por alguma tribulação, ou por algum problema, procuravam esses sábios para escutar de sua boca uma resposta em nome de Deus. No caso dos profetas, eles eram sábios usados por Deus para proferir respostas ao povo de Israel, ou seja, só Judeus eram usados para proferir tais respostas ao povo, por esse mesmo motivo que São Paulo diz: “os Oráculos foram confiados aos Judeus”.

Ou alguma outra nação fora preparada para falar em nome do Deus?

A diferença é que estamos falando em algo anunciado, algo transmitido e não apenas escrito como sugere os protestantes banzoloucos.

Observem como as coisas mudam de lugar quando apresentamos o verdadeiro significado dos termos aqui usados. Vamos citar o texto de Hebreus:

“Muitas vezes e de diversos modos outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas (Carta aos Hebreus, Capítulo I, Verso I)

Lendo esse texto, temos a certeza de que Deus falou pelos profetas, tais profetas que proferiam ORÁCULOS, no entanto, o autor não diz que Deus ESCREVEU pelos profetas, ou seja, Oráculos foram confiados aos Judeus independentemente se este sábio profeta ESCREVIA OU NÃO esses Oráculos. Observem no texto de Hebreus por mim citado, onde o autor diz: DIVERSOS MODOS Deus falou pelos seus profetas”.

Engraçado, pois, se Oráculos fossem apenas escrituras e as escrituras a única fonte da Palavra de Deus, o autor de Hebreus diria: ATRAVÉS DAS ESCRITURAS Deus falou pelos seus profetas”.

Observem esse outro texto:

“Disseram a Saul: Davi está em Naiot, perto de Ramá. Saul mandou homens para prendê-lo, mas quando viram a comunidade dos profetas em delírio, tendo Samuel à sua frente, o espírito de Deus veio sobre os enviados de Saul que começaram, também eles, a profetizar.  Contaram-no a Saul, que enviou outros mensageiros, mas também estes se puseram a cantar como os primeiros. Saul mandou um terceiro grupo, os quais também profetizaram.  Então ele foi pessoalmente a Ramá. Chegando à grande cisterna de Soco, perguntou: Onde estão Samuel e Davi? Estão em Naiot, responderam-lhe, perto de Ramá.  Mas, no caminho para Naiot, assaltou-o também o espírito de Deus, e Saul foi tomado de transes por todo o caminho até chegar a Naiot. Despiu suas vestes, profetizando diante de Samuel e ficou assim despido, prostrado por terra durante todo o dia e toda a noite. Daí o ditado: Está Saul também entre os profetas? (I Samuel, Capítulo XIX, Versos XIX, XX, XXI, XXII, XXIII e XXIV)

Bem meus irmãos, este texto acaba com todo o embuste protestante na afirmação de que Oráculos são escrituras e escrituras a Palavra de Deus única. Vamos lá:

Neste texto da perseguição de Saul a Davi, vemos que os homens de Saul encontraram uma COMUNIDADE DE PROFETAS, ou seja, na época, não existia apenas Samuel que proferia Oráculos do Senhor, temos vários outros profetas, porém, na época de Davi, só vemos algo ESCRITO sobre Samuel, Natã e alguns gatos pingados que apareceram no meio da história; então eu pergunto:

 

  1. Quem eram esses profetas que habitavam essa comunidade?
  2. O que eles profetizaram?
  3. Cadê suas escrituras dentro do cânon Bíblico?
  4. Ou será que eles eram profetas que não proferiam Oráculo algum?

 

Será que os protestantes banzolouco que insistem em dizer que os Oráculos são escrituras e escrituras a Palavra de Deus única; saberiam responder essas perguntas? Ainda mais, insistem em dizer que Oráculos é o cânon do (AT)! Creio eu, que neste cânon, esteja faltando livros e profetas mencionados na própria Bíblia Sagrada.

E o que dizer de Saul? O texto diz que SAUL PROFETIZAVA enquanto esteve em transe, agora eu faço outra pergunta:

 

  1. O que Saul profetizou e onde estão os livros de Saul e suas profecias?

 

Claramente percebemos que Oráculos são respostas dadas por sábios profetas em nome de Deus, nada tem a ver com um cânon Bíblico, até porque, se Oráculos fosse escrituras ou um cânon Bíblico, teríamos hoje dentro do nosso cânon, os livros dos profetas de BAAL,[2] pois esses profetas também proferiam Oráculos. 

“Não haviam dito os sacerdotes: Onde está o Senhor? Os depositários da lei não me conheceram; revoltaram-se contra mim os pastores, e os profetas proferiram Oráculos em nome de Baal. Puseram-se a seguir aqueles (deuses) que nenhum socorro lhes dão”(Jeremias, Capítulo II, Verso VIII)

Creio que os protestantes deveriam ter no seu (AT) farisaico, os livros dos profetas de BAAL. Vai falar uma coisa dessas para um deles!

Resumindo essa questão de Oráculos serem escrituras ou um cânon Bíblico, eu vou citar um texto do livro de Reis, pois nesse texto, deixa bem claro que Oráculos são consultas que alguém fazia a um sábio profeta e esse profeta dava uma resposta em nome de Deus; isto não quer dizer que esse profeta escreveu o suposto oráculo.                   

“E continuando a falar ao rei de Israel, Josafá ajuntou: Consulta antes de tudo, eu te peço, o oráculo do Senhor. O rei de Israel, tendo reunido os profetas, que eram em número de quatrocentos, perguntou-lhes: Devo eu ir atacar Ramot de Galaad, eu devo-me abster? Eles responderam: Vai; o Senhor a entregará nas mãos do rei.  Mas Josafá replicou: Haverá porventura algum outro profeta do Senhor por aqui, a quem possamos consultar?” (I Reis, Capítulo XXII, Versos X, XI e XII)

No texto, o rei Josafá, pede para CONSULTAR os ORÁCULOS do Senhor, o que na visão protestante seria pegar e consultar as ESCRITURAS Sagradas, no entanto, o rei vai consultar um sábio profeta, ou seja, Oráculos do Senhor nada têm a ver com escrituras ou um cânon Bíblico, mesmo que as Escrituras Sagradas façam menções a alguns Oráculos proferidos, o que nem sempre acontece.

Nem toda escritura é um Oráculo e nem todo o Oráculo foi colocado dentro das escrituras.

Para fechar essa questão dos Oráculos serem escrituras e as escrituras a Palavra de Deus única, eu vou apresentar o único verso Bíblico usado pelos protestantes banzoloucos para defender essa tese satânica; segundo esses lunáticos, São Mateus escreve em seu Evangelho uma suposta afirmação de Jesus Cristo confirmando que as Escrituras Sagradas são a Palavra de Deus única. O verso é esse:

“Esse já não é obrigado a socorrer de outro modo a seus pais. Assim, por causa de vossa tradição, anulais a Palavra de Deus(Evangelho segundo São Mateus, Capítulo XVI, Verso VI)

Este único verso, foi retirado do seu contexto, eles se justificam dizendo que a Palavra de Deus é as Escrituras Sagradas e que as tradições anulam a Palavra de Deus (Escrituras).

Na verdade, o texto nunca afirmou isso, em primeiro lugar, Jesus Cristo falava diretamente aos fariseus, ou seja, quando ele diz: “A VOSSA TRADIÇÃO” ele se referia apenas as tradições farisaicas e não qualquer tipo de tradição. Observem no primeiro e segundo verso desse mesmo capítulo como Jesus Cristo estava se referindo apenas aos Fariseus:

Alguns fariseus e escribas de Jerusalém vieram um dia ter com Jesus e lhe disseram: Por que transgredem teus discípulos a tradição dos antigos? Nem mesmo lavam as mãos antes de comer”.

Jesus Cristo responde apenas aos Fariseus, sobre suas regras, usos e costumes, em nenhum momento Jesus Cristo generaliza sua afirmação. Fique bem claro isto.

Quanto as Escrituras Sagradas serem a Palavra de Deus única, isso não passou de uma interpretação totalmente forçada e deturpada, pois, se realmente fosse isto, Jesus Cristo simplesmente diria: “Por causa de vossa tradição anulais a Palavra de Deus nas Escrituras”.

Acabamos com esse sofisma citando as próprias Palavras de Jesus Cristo ao demônio no deserto.

“O tentador aproximou-se dele e lhe disse: Se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pães. Jesus respondeu: Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus (Evangelho de São Mateus, Capítulo IV, Versos III e IV)

Este texto é maravilhoso, pois Jesus Cristo sendo tentado no deserto afirma que: “NEM SÓ DE PÃO VIVERÁ O HOMEM, MAS DE TODA A PALAVRA QUE SAI DA BOCA DE DEUS, se as Escrituras Sagradas fosse a Palavra de Deus única, Jesus Cristo teria falado: “NEM SÓ DE PÃO VIVERÁ O HOMEM, MAS DE TODA A PALAVRA DEUS QUE SE ENCONTRA NAS ESCRITURAS.

Meus irmãos, Palavra de Deus é Palavra de Deus, independentemente de quem a proferiu, independentemente se essa Palavra foi escrita ou não, pois a única Palavra de Deus que existe é o próprio Jesus Cristo:

“Vi ainda o céu aberto: eis que aparece um cavalo branco. Seu cavaleiro chama-se Fiel e Verdadeiro, e é com justiça que ele julga e guerreia. Tem olhos flamejantes. Há em sua cabeça muitos diademas e traz escrito um nome que ninguém conhece, senão ele. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome é Verbo(LOGOS)  de Deus (Apocalipse, Capítulo XIX, Versos XI, XII e XIII)

Neste texto, São João faz claras referencias a Jesus Cristo como Palavra de Deus, o nome dado por São João (VERBO DE DEUS), deriva da Palavra Grega (LOGOS) onde o seu real significado é (PALAVRA), ou seja, Jesus Cristo é a única Palavra de Deus que existe, a Bíblia Sagrada, é apenas um instrumento sagrado a uso da Igreja (Coluna Sustentáculo da Verdade), não é a única fonte de revelação Divina e sim um dos instrumentos dessa revelação como diz: (Hebreus 1-,1).

Quando Jesus Cristo diz aos Fariseus que suas tradições anulavam a Palavra de Deus, Jesus Cristo se referia a ele próprio, aos seus ensinamentos. Observem como Jesus Cristo auto se proclama como sendo a Palavra de Deus:

“Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Evangelho de São João, Capítulo XIV, Verso VI)

Neste verso tão usados pelos protestantes, Jesus Cristo afirma que ele É A VERDADE. No mesmo livro, São João recitando as Palavras de Jesus Cristo afirma que a Palavra de Deus é a VERDADE.

“Santifica-os pela verdade. A tua Palavra é a verdade (Evangelho de São João, Capítulo XVII, Verso XVI)

Se Jesus Cristo é a verdade e a Palavra de Deus é a verdade, sinal de que Jesus Cristo é a Palavra de Deus única, o Verbo (LOGOS) encarnado.

Quem quiser conhecer mais sobre Sola Scripture, clique nesse link e leia meu artigo:

 

Para terminar este artigo, vamos falar sobre a suposta autoridade que os Judeus receberam para definir o cânon Bíblico do (AT), pois segundo os protestantes banzoloucos, Deus deixou determinado apenas para os Judeus definir o cânon Bíblico do (AT) e a Igreja definir o cânon Bíblico do (NT). Bem, tudo isso não passa de mera especulação, não há nada na Bíblia ou na história que defenda essa posição maluca e satânica, na verdade, Deus inspirou seus Santos para definir um cânon Bíblico tanto do (AT) como do (NT) e não alguma nação ou etnia.

Como vimos até o momento, Oráculos, nada tem a ver com escrituras ou com cânon Bíblico, mesmo que dentro das Escrituras Sagradas possua alguns Oráculos escritos. Porém, vamos supor (apenas uma suposição) que realmente Deus tenha deixado determinado para os Judeus definir o cânon do (AT); novamente eu pergunto?

 

  1. Quais Judeus teriam recebido essa autoridade Divina? Antes ou depois de Cristo?

 

Vamos supor que os Judeus que definiram esse cânon protestante foram os Judeus antes de Cristo, antes do exílio Babilônico ou durante a volta do exílio com Esdras, observem a inspiração que esses Judeus antes do exílio possuíam:

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Edificais sepulcros aos profetas, adornais os monumentos dos justos e dizeis: Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos manchado nossas mãos como eles no sangue dos profetas... Testemunhais assim contra vós mesmos que sois de fato os filhos dos assassinos dos profetas (Evangelho de São Mateus, Capítulo XXIII, Versos XXIX, XXX e XXXI)

Ai de vós, que edificais sepulcros para os profetas que vossos pais mataram. Vós servis assim de testemunhas das obras de vossos pais e as aprovais, porque em verdade eles os mataram, mas vós lhes edificais os sepulcros” (Evangelho de São Lucas, Capítulo XI, Versos XLVII e XLVIII)

Simplesmente a raça de víboras mataram os profetas e ainda definiram um cânon com os livros desses mesmos profetas no qual eles assassinaram! Realmente é um cânon inspiradíssimo, porém, eu quero esse cânon bem longe de mim.

Vamos supor que foi o próprio Esdras.

Isso é totalmente improvável, o trabalho de Esdras não foi definir um cânon e sim reescrever os livros da Lei que foi perdido durante o cativeiro Babilônico e transmitir essa Lei novamente ao povo; sendo assim, não foi Esdras quem definiu esse cânon protestante, pois na época do mesmo, ninguém possuía conhecimento de livros como Esther, Daniel, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Crônicas e provavelmente Jó. Afinal, se fosse Esdras o autor desse cânon, com certeza os protestantes possuem mais livros do que Esdras.

“Originalmente, a Torah foi dada para Israel em caracteres hebraicos e na língua hebraica, na segunda vez, no tempo de Esdras, foi dada para Israel em caracteres Assírios e no Aramaico”. (Talmud, Livro VIII, Tratado do sinédrio, Capítulo II, Paragrafo LIX)

Vamos supor que foram os Judeus posteriores ao tempo de Esdras.

Infelizmente, esses Judeus não entram nessa questão, pois viveram em uma época que os protestantes juram ter acabado as revelações Divinas, sem revelação, sem inspiração e logicamente, sem cânon! PONTO FINAL.

O que nos restou?

Os Fariseus do Sínodo de Jâmnia (DEPOIS DE CRISTO), os mesmos que condenaram Jesus Cristo a morte. Será que eles possuíam inspiração Divina para definir algum cânon?

Observem como Jesus Cristo definiu a inspiração desses Judeus farisaicos.

“Jesus acrescentou: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos (Sl 117,22)? Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele” (Evangelho de São Mateus, Capítulo XXI, Versos XLII  e XLII)

Um povo sem Reino, que matou seu próprio Messias, que perseguiram os Apóstolos, Santos e profetas, poderia ter inspiração Divina para definir um cânon Bíblico? Segundo os protestantes sim, pois foram esses mesmo Fariseus que definiram as regras para estabelecer o cânon protestante, foram os únicos Judeus na história da humanidade onde os registros históricos afirmam terem definido regras para estabelecer algum cânon.

Foi no Sínodo de Jâmnia que se definiu:

(Depois de Esdras acabaram os profetas e as revelações Divinas)

Não existe nenhuma fonte documental antes de Cristo que afirme uma doutrina diabólica dessas.

O Talmud diz que durante a destruição do templo de Jerusalém, o Rabino Rabban Joanã b Zakkai, pediu ao Imperador Vespasiano que lhe concedesse o direito de transformar a cidade de Jâmnia em um local para instruir seus discípulos ao o novo Judaísmo, agora sem o templo.

“Vespasiano disse-lhe: Tu és o Rabban Joanã b Zakkai? Eu lhe dou o privilégio de me pedir um favor. Ele respondeu: Não peço nada a mais que a cidade de Jâmnia livre para lá instruir meus discípulos, eu vou construir uma casa de oração e irei realizar todos os mandamentos do Senhor. Vespasiano disse: Vá para Jâmnia e sem perturbações realizar o objeto de teu desejo” (Talmud, Livro V, Volumes IX e X, Tratado de Aboth, Capítulo I, Paragrafo XXV)

Foi nessa cidade que logo após a destruição do templo de Jerusalém, rabinos se encontravam em sínodos para definir a nova realidade Judaica. Observem uma dessas definições que se encontra no mesmo capítulo onde diz que o Rabino Rabban Joanã b Zakkai pediu a cidade de Jâmnia à Vespasiano como sendo o novo local de instrução Judaica.

“Os rabinos ensinaram: Desde a morte dos últimos profetas, Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo deixou Israel; (Talmud, Livro VIII, Tratado do sinédrio, Capítulo I, Paragrafo XXIV)

Acaso isso são leis Divinas ou humanas? Deixo ao critério do leitor definir.

Bem, com o fechamento do Talmud no III século, então, os Judeus farisaicos usaram essa regra criada em Jâmnia para estabelecer o seu canôn sem os livros escritos depois de Esdras (incluindo o NT)

Mas existe uma pedra nos sapatos protestantes, pois, para seguir esse cânon, obrigatoriamente os protestantes têm que seguir as regras usadas para definir esse cânon, isso é fato! Porém, nas regras usadas para definir esse cânon, infelizmente não há espaço para o (NT) escrito em Grego Kôine e muito menos depois de Esdras.

Não existe o argumento de que os Judeus definiram um cânon do (AT) e a Igreja outro cânon do (NT) e assim Deus uniu os dois cânon, se assim fosse, jamais Deus iria inspirar os Judeus a colocarem regras no cânon do (AT) onde estas regras condenaria o cânon do (NT), Deus não é burro e muito menos imperfeito.

Agora entra uma questão que o povo protestante não sabe, ou finge não saber.

Para os Judeus, existe o TORÁ[3] escrito e o TORÁ oral, assim como aprendemos nesse site Judaico:

http://www.chabad.org.br/biblioteca/index.html

Se os protestantes dizem que o cânon do (AT) é de autoridade Judaica, por que esses mesmo protestantes não possui o Talmud[4] (TORÁ Oral) em sua Bíblia como sendo Palavra de Deus?

Foi à mesma autoridade Judaica que definiu o Talmud como fonte do TORÁ oral!

E ai povo protestante! O Talmud também é Palavra de Deus ou não? Se a resposta for não, vocês estão mais perdidos que cego em tiroteio.

Por fim, vou deixar ao termino desse artigo algo realmente entristecedor para o povo protestante, pois como vemos em muitos sites, segundo eles, apenas o cânon Hebraico do (AT) contêm inspiração Divina, sendo que o mesmo foi definido pelos Judeus que receberam ordens de Deus para assim faze-lo (Piada). O grande problema é que nesse cânon Hebraico, possui uma profecia diferente do cânon Grego (usado pela única Igreja de Cristo), sendo que nessa profecia, Jesus Cristo jamais poderia ter sido o Messias esperado. Vou mostrar a vocês:

A profecia que seguimos sobre o nascimento de Jesus Cristo é a mesma que consta no Evangelho de São Mateus.

“Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14), que significa: Deus conosco” (Evangelho de São Mateus, Capítulo I, Verso XXIII)

Mas será que São Mateus usou o cânon Hebraico para compor seu Evangelho usando esta profecia de Isaias? Lógico que não, vou mostrar a à vocês leitores, como está escrito no cânon Hebraico.

“לכן יתן אדני הוא לכם אות הנה העלמה הרה וילדת בן וקראת שׂמו עמנו אל” (Livro do Profeta Isaias, Capítulo VII, Verso XIV)

Lógico que ninguém vai entender nada do que está escrito ai, porém, o termo Hebraico ai usado transliterado para os nossos caracteres é: (almah) que no Hebraico significa JOVEM e não VIRGEM como vemos no cânon Grego da LXX[5]. Tanto é verdade o que eu estou afirmando que existem traduções da Bíblia protestante (oculta para os fieis) onde consta o termo JOVEM na profecia de Isaias. Como por exemplo:

"Pois o Senhor mesmo lhes dará um sinal: a jovem que está grávida dará à luz um filho e porá nele o nome de Emanuel"  (Bíblia Sagrada - Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB – 2009)

Bem, essa é uma das maiores causas dos Judeus não crerem que Jesus Cristo é o messias, pois em seu cânon Hebraico, não consta a profecia de que um Messias nasceria de uma virgem de forma sobrenatural, apenas diz que uma JOVEM daria a luz ao menino, ou seja, um nascimento mais do que normal e natural.

Apenas os (70) sábios de Alexandria tiveram inspiração para compor de forma correta essa profecia de Isaias, logicamente que os mesmo tiveram inspiração para definir qual livro era ou não inspirado.

Agora quem está com a razão? Os Judeus que segundo os protestantes receberam a inspiração para definir o cânon do (AT) ou São Mateus que usou o cânon Grego do (AT) para compor seu Evangelho?

Onde está o problema? O problema é que os protestantes banzoloucos se gabam dizendo que usam o cânon Hebraico do (AT), dizem que apenas os Judeus possuíam autoridade para defini-lo, porém, quando chega em Isaias (7-,14), os mesmos protestantes banzoloucos fazem uso do cânon Grego definido pelos 70 sábios de Alexandria (que segundo eles não é um cânon inspirado) e não do suposto cânon Hebraico.

Que povo mais complicado!

Conclusão: Nunca existiu essa fábula protestante de que o (AT) foi confiado para os Judeus e o (NT) para igreja, isso não passa de especulação barata, cheio de sofismas e embustes para enganar seus fieis. Como eu falei, Deus determinou aos seus SANTOS definir o que era inspirado e seus SANTOS definiram que o cânon Grego do (AT), obra realizada pelos (70) sábios de Alexandria, era o cânon inspirador a ser usado pela Igreja.

Euzébio de Cesareia, famoso Bispo e Historiador do IV século, falando a respeito da LXX, afirma que:

“Mas logo que se reuniram junto a Ptolomeu e cada um comparou sua própria tradução, Deus foi glorificado e as Escrituras foram reconhecidas como verdadeiramente divinas: todos haviam proclamado as mesmas coisas com as mesmas expressões e os mesmos nomes, desde o começo até o fim, de forma que até os pagãos ali presentes reconheceram que as Escrituras foram traduzidas sob a inspiração de Deus” (Euzébio de Cesareia, História Eclesiástica, III Livro, Capítulo V, Verso XIV) 

Autor: Cris Macabeus.

Contribuição: Rafael Rodrigues (Apologistas Católicos).

Notas:

[1] Sínodo de Jâmnia, concelho realizado pelos rabinos judaicos depois da destruição do templo, os rabinos queriam definir os novos rumos da religião judaica após o crescimento do Cristianismo.

[2] Baal, Palavra hebraica que significa (senhor), usada para definir um deus pagão na época, fenício, cananeu, etc.

[3] Cinco livros de Moises.

[4] Livro de tradições orais, para os Judeus, também é Palavra de Deus assim como o Torah.

[5] LXX versão Grega do antigo testamento, mais conhecida como septuaginta.

Referencias Bibliográficas:

Bíblia versão dos Monges de Maredsous (Bélgica) editora Ave Maria.

Bíblia Sagrada - Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) - Sociedade Bíblica do Brasil - SBB – 2009.

Talmud Babilônico, disponível em inglês no site: (sacred-texts) 

História Eclesiástica de Euzébio de Cesarea.

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